Episódio 2.

1150 Words
.Omar Cazari. A frade me encara assim que chego com N nos braços, ela estava dormindo pesadamente e parecia confortável em meus braços. Para minha sorte ela não pesava quase nada e isso me dava uma mão completamente livre. — Você pode levar ela para o quarto lá em cima. — Assinto subindo as escadas com N nos braços. Assim que abro a porta do quarto, vejo inúmeras camas, mas nenhuma menina presente. Coloco ela em uma cama cheia de ursos de pelúcia e com a letra N na cabeceira. A cubro vendo ela franzir a testa incomodada. Ela agarra o ar diverssas vezes procurando por algo, N agarra a manga do meu casaco e puxa para si voltando a ficar calma. Me sento na cama observando ela. Nunca pensei que meus planos incluiriam alguém perfeito para esse papel. O plano era adotar uma garota e fazer ela aprender sobre esse meu maldito fetiche, mas não foi assim. Bagunço meu cabelo nervoso. Eu não faço o tipo carinhoso e amoroso, mas realmente sinto desejo por N. Era perceptível o quanto ela estava com medo de mim e da nossa diferença de tamanho, ela parecia constrangida pela minha falta de filtro e principalmente era difícil não perceber todas as vezes que ela tocou sua coleira, ela parecia tão pensativa quanto a isso. Suspiro continuando a olhar para ela. Quando ela sorriu pela primeira vez eu tive completa certeza que ela seria perfeita para o que quero, ela é muito tímida e não tem controle das suas expressões, então é muito fácil saber o que ela está sentindo ou pensando. Ter ela no meu colo foi sem dúvida a melhor coisa do dia, ela cheira a chocolate e isso me fez ter mais pensamentos impuros, do tipo que ela seria uma combinação perfeita de apertar, morder e lamber. Me levanto colocando um dos inúmeros ursos no lugar de seu aperto. Ela tem mãos delicadas e pequenas que combinam perfeitamente com sua aparência fofa, ao contrário de mim que pareço um monstro perto dela. Olho para uma caixinha ao lado de sua cama e a abro vendo algumas chupetas e remédios. Pego os remédios confuso. Não sei do que se tratam, mas acredito que devem ser por precauções. Olho novamente para ela e me abaixo deixando um beijo em sua testa, N da um meio sorriso com isso. — Durma bem docinho. — Sussurro me levantando e indo até a porta. Como eu disse a pouco, ser carinhoso e amoroso não combina comigo. Mas agora eu tenho um bebê para cuidar. Encosto minha cabeça na porta dando uma última olhada nela. Eu não sei exatamente como agir com ela, não sei se vou ser bom para ela. Algo me diz que eu deveria deixar ela aqui e esquecer de todos esses meus pensamentos estúpidos e idiotas, queria poder deixa-la e não a fazer m*l, mas não conseguiria, luteu tanto tempo contra isso, mas agora estou farto, eu preciso dela. Eu nunca pensei que depois de ser um gangster temido por tantos muleques e bundões que acham que podem tirar o que me pertence, eu não conseguiria evitar de sentir vontade de ter uma baby. E agora que eu a tenho, nada pode me tirar ela. Fecho a porta deixando ela dormir e saio daquele lugar. (...) Entro no quarto de hotel que aluguei por um tempo e tiro meu casaco. Escuto um pequeno barulho de arma sendo destravada e fico parado. — Estou tão feliz por ve-lo novamente. — Olho para trás vendo Henry com cicatrizes de queimaduras. — Não posso dizer o mesmo, principalmente por ter que olhar para sua cara queimada. — Ele me olha com ódio em seus olhos. — Você fez isso. — Henry diz entre dentes. — Eu não, foi o fogo. — Falo o óbvio. — Vamos diga, vai fazer o que? Me matar? — Ele rir. — Não isso não pagaria tudo que fez comigo. — Ele fala rindo irônico. — Vamos dar um passeio. N Taylor. Acordo agarrando com força algum tipo de pano, abro os olhos olhando a redor. Já estava de dia novamente. Onde eu achei tanto sono? Me sento da cama e automaticamente toco meu pescoço. Está aqui ainda, então quer dizer que ele vai voltar? Ou ele apenas deixou de presente? Abraço meus joelhos confusa. Será que ele vai voltar? (...) Encaro meus pés sentada no pé da escada. Passei as últimas seis horas aqui esperando pelo papa, mas não acho que ele possa vir. Bufo triste. Não acredito que pensei que ele realmente fosse me adotar. — Feliz aniversário querida. — Olho para cima vendo o padre Joseph com um grande sorriso. Me levanto sorridente. — Obligada. — Rio alegre. — Por que não está comemorando seu aniversário com as outras? — Ele pergunta confuso. — Ah bem... eu já tô indo, só tava pensando um pouco. — Falo rindo nervosa. — Divirta-se então. — Assinto. — Quanto a você sair do orfanto, eu consegui um quartinho para você na igreja pode ficar lá e trabalhar comigo. — O padre fala sorridente. Então quer dizer que o papa não vem mesmo. — clalo, obligadu padle. — Falo com animação. — Eu venho um dia desses. — Assinto. Ele sai e eu abaixo a cabeça triste. Toco a coleira e sorrio ironica. Eu não esperava que ele estivesse mesmo falando sério, mas mesmo assim eu criei esperanças. Que patético. (...) — Ganhou algum presente? — Aninha pergunta me olhando curiosa enquanto eu penteo meus cabelos para poder dormir. — Ganhei doces da tia mel. — Falo sorridente. Tiro um saquinho de balas e doces de vários tipos, as meninas se juntam ao redor de mim. Faço uma careta quando meu pé toca no chão, eu o torci hoje quando brincava com as meninas, está enfaxado, mas ainda sim dói. — Vem vo dividi. — Falo despejando tudo na cama. Não importa o que ganhamos no aniversário, sempre dividimos umas com as outras. Divido um número certo de doces para cada uma delas e fico com alguns que dividi. Abro uma bala e coloco na boca feliz. Não é sempre que conseguimos comer doces. Geralmente em datas comemorativas como hoje. — Estamos tristes que vai embora logo. — Olho para Aninha. — Você sempre foi amiga de todo mundo e gostamos de ficar com você. — Ela faz um beicinho enchendo os olhos de lágrimas. — Ei espela, eu não vou embola amanhã gente, ainda vai demola uns dias, o padle disse que vai demola pelo menos uns vinte e cinco dias. — Ela assente limpando o rosto. — Mesmo assim, vou sentir saudades. — Mexo a cabeca negativamente. — Eu vou vir muitas vezes pla fica com vocês. — Ela sorriem com isso. — Prometi? — Vitória a maior das meninas pergunta cruzando os bracos séria. — plometo. — Falo sorrindo.
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