Week 5 - Perfect Gifts

3765 Words
Com o final de semana atípico do quarteto, voltar à rotina maçante na segunda-feira foi extremamente doloroso, no entanto, o primeiro de vários outros que viriam. Pierre, que não costumava beber com os amigos, ainda sentia os efeitos da famosa ressaca ao acordar, arrumando-se com os olhos fechados e uma expressão de sofrimento. Foi graças ao melhor amigo que melhorou, uma dose de um suco h******l — tanto de aparência quanto sabor — que aliviou a vontade de vomitar a cada três minutos ou cair de cara também. — Receita de família — o mais novo disse risonho, a careta de desgosto estampada no rosto do outro. — Em meia hora estará perfeitamente bem para duas doses de tequila. — Se quer me m***r, era só falar — resmungou Pierre, colocando o copo na pia e se reconstando ali mesmo. — Não vou beber nunca mais. — Todo mundo diz a mesma coisa. — Thomas riu tanto que batia os pés no chão da cozinha, não conseguindo se conter. Era uma mania que tinha quando ouvia algo hilário. — E na primeira oportunidade, estão consumindo todas as bebidas do bar. Renaud ficou em silêncio, temendo que vomitasse se abrisse a boca para retrucar o amigo, então apenas o observou com olhos semicerrados. Sua experiência claramente nula com esse mundo festeiro dizia muito sobre como reagia durante e depois de qualquer gota de álcool em seu sistema — como não tinha muitos amigos ou conhecidos, sua lista de convites para qualquer festa era bem pequena. O que não faria diferença nenhuma, pois ele não iria de qualquer forma. — Acredito que aproveitou bem o ensino médio, huh — disse ironicamente, um sorriso de lado em seus lábios, sendo uma surpresa não ter sentido a urgência de correr para o banheiro ao fazê-lo. — Na verdade, só comecei a beber na comemoração da minha formatura — confessou, dando de ombros. — Até então, o refrigerante foi minha melhor companhia nesses eventos chatos de adolescentes. Você ficaria surpreso em como os populares festejam por qualquer coisa, às vezes nem motivo tinha, eles só queriam encher a cara o tempo inteiro. — Revirou os olhos, apoiando o queixo na mão que estava na mesa. O mais velho piscou algumas vezes, assimilando o que tinha ouvido e concordou, fazendo sentido com as situações da qual encontrou vários dos seus colegas de turma no ensino médio e da universidade. Ele, sendo bem sincero, não via vantagens em toda essa baboseira, a sofrência que vinha depois certamente não recompensava. — Você, mais do que ninguém, devia saber que, logo eu, um anjo na Terra, não violaria a lei. — Seu olhar o desafiava a dizer o contrário, ambos sabendo que o que dissera era, em parte, verdade. — Será? O questionamento foi deixado no ar, junto com uma sobrancelha erguida e uma saída dramática. Thomas abriu a boca, descrente com a inesperada acusação e, o mais importante, a sensação de que tinha recebido uma mensagem nas entrelinhas. Ele vinha percebendo alguns sinais nos últimos dias, sem entender muito o que significavam ou o que fazer e se precisava. Porém, riu sozinho segundos depois, ouvindo a porta da frente bater com a saída do melhor amigo. Em sua cabeça, alguns pontos sobre sentimentos se encaixavam lentamente, notando coisas que talvez não deveria, contudo, um alerta vermelho o sinalizava para não se precipitar ou criar expectativas, assim estaria a salvo. Ao contrário do mais velho, Charlotte estava muito bem, apesar da enorme vontade de não fazer nada naquele dia — mas era algo que sentia o tempo todo —, então se forçou a levantar para adiantar as coisas que precisava, na força do ódio. Muito do que aconteceu no final de semana era um borrão em sua mente, poucas coisas fazendo sentido. Duas delas foram as várias vitórias que teve no uno, até um pouco bêbada, conseguia ter uma rapidez incrível para jogar e em como performou algumas trocas de cartas com a melhor amiga sem que Pierre e Thomas notassem — tirando aquelas que eles as pegaram no flagra. Lembrava também de desenhar com uma rolha queimada nos três dorminhocos, gargalhando pela prova em seu álbum de fotos do celular, seria perfeito para usar como barganha em situações futuras. O mais novo tinha cara de alguém do qual ela precisaria ficar de olho, aprendeu na cumplicidade que desenvolveram desde que se conheceram no dia da mudança dele. No entanto, a última e mais importante memória não estava totalmente clara, mas a sensação que sentia ao pensar nela a deixava inquieta e com a boca do estômago criando um frio um tanto gostoso. Sabia que tinha acordado ao lado da melhor amiga, a morena buscando seu colo para finalmente dormir quando todos os outros já estavam derrubados pelo cansaço de terem virado a noite. E ao acordar, viu as esmeraldas dela a encarando, depois só o que vinha era Thomas acordando todo perdido e Charlotte sentia que ele tinha interrompido alguma coisa, sem ideia do poderia ter sido. O que quer que seja, um sentimento aquecia seu coração, deixando-a vermelha apenas por pensar sobre. Balançando a cabeça para voltar ao presente, a morena seguiu até o calendário pendurado na parede do quarto, buscando saber qual era o desafio da semana e, com sorte, fazer algo produtivo. Porém, passou duas horas tentando achar o que dar de presente para crush, ela não era habilidosa em nada que não fosse cozinhando qualquer comida ou seus desenhos, em papel ou em programas próprios para isso e montagem. Quando adolescente, tentou fazer um presente manualmente para um menino que gostava na época, acabando por entregar somente uma carta, a tentativa de uma caixinha surpresa foi um fracasso total. Não precisava dizer que o garoto nem ao menos abriu, sorrindo falsamente quando Lottie o entregou. Ela ficou arrasada, ainda mais depois de saber que sua suposta melhor amiga o conquistou, mesmo sabendo dos seus sentimentos. Então, como uma boa experiência negativa aprendida com sucesso, forçou seu cérebro a pensar em ideias boas. Foi passando os olhos pelo quarto enquanto esperava por alguma solução que a Roux viu os desenhos que tinha feito para a ruiva no dia da ação social da qual participaram algumas semanas atrás. Louise estava tão radiante, massageando desde crianças até idosos, sempre com um sorriso no rosto que foi impossível que não captasse o momento em algo especial, feito com suas próprias mãos, o coração tão cheio de felicidade e orgulho. Às vezes pensava em como era sortuda por tê-la em sua vida, temendo um dia perdê-la — não sabia o que faria se isso realmente acontecesse. E como se sua mente estivesse pronta para protegê-la, mudou o rumo de suas indagações para a memória do dia em que se beijaram sem querer, o coração aquecendo novamente e uma risada saindo pela vergonha que sentia. Jamais admitiria em voz alta para ninguém, nem mesmo completamente sozinha naquele quarto, no entanto, não acharia r**m se acontecesse de novo. — Argh! — murmurou, bagunçando os cabelos para que tais ideias estúpidas saíssem da sua cabeça, precisava trabalhar. Sem que percebesse, já tinha decidido o que faria para Pierre, sentando-se em frente do seu computador para começar a mágica. Ela só esperava que desse certo e, muito importante também, ele apreciasse seu esforço. Tudo o que Louise queria naquele momento era sua cama. Odiava m***r aula ou se distrair com besteiras a impedindo de prestar atenção nos conteúdos passados, no entanto, um sono descomunal abraçava cada pedacinho do seu corpo, principalmente seu cérebro. Justin até a cutucava a cada dois minutos quando ela achava que não estava dormindo, contudo, estava — sua cabeça pendia o tempo todo, claramente sem conseguir se segurar. — E se você voltasse para o dormitório e dormisse? — o amigo sussurrou para a ruiva, que piscou longamente para ele, não entendendo o que ele dissera. — Assim, pode ser só impressão minha e posso estar errado, mas você parece com sono. A Fontaine tentou sorrir, seus olhos m*l se abriam, fazendo com que ela piscasse exageradamente ao tentar focar o rosto do amigo. — Pode deixar que te passo a matéria perdida. — Você faria isso por mim? — indagou, buscando a mão dele para mostrar o quão agradecida estava quando ele assentiu com a cabeça, retribuindo o aperto. — Vou te recompensar. — Não precisa, só descanse direito antes das próximas aulas. Justin riu com a careta de horror que a ruiva fez, lembrando da grade horária que tinha que cumprir — não percebendo que tinha chamado a atenção da sala inteira para si, até mesmo do professor. — Désolé — ele pediu, um pouco envergonhado. O professor sorriu, não se ofendendo com a interrupção. Ele sabia que os dois eram ótimos estudantes e, com certeza, não fariam isso de propósito, voltando ao assunto da aula. Já Louise, estava vermelha, quase como o amigo e, sem perder tempo, pegou suas coisas para sair da sala, agradecendo mais uma vez ao Justin. Ela só esperava que chegasse inteira no dormitório, o sono ainda muito forte para que conseguisse ir sem problemas. No entanto, com muito custo, teve uma ideia que seria a sua salvação: chamar a cavalaria. Quando Charlotte chegou no bloco onde a ruiva deveria estar em aula, subindo os andares até sua sala, encontrou Louise dormindo sentada ao lado da porta. Um sorriso afetuoso estampado em seu rosto evitou que a morena risse e assustasse a amiga. Antes de acordá-la, tirou uma foto de sua situação para mostrá-la mais tarde, onde pudessem gargalhar juntas. — Lottie — murmurou, tentando manter os olhos abertos enquanto falava. — Você veio me salvar! — É claro, ma bichette — afirmou a morena, achada ao seu lado. — Como acabou aqui fora? Mas Charlotte não obteve resposta, pois a ruiva cochilou rapidamente. Não entendia como tinha ficado com esse sono todo, tinham dormido até cedo ontem. No entanto, deixaria as perguntas para mais tarde, precisava levá-la em segurança para sua cama. Ela não tinha condições de andar sozinha, m*l conseguia abrir os olhos por mais de dois segundos, quem diria os dez minutos até o destino final. Então Roux pegou os materiais dela, agradecida por ela guardar tudo na mochila e nada na mão ou seria um tanto difícil na locomoção. Depois, acordou-a momentaneamente para explicar o que faria, pedindo que quando acordasse nas escadas. E foi nesse momento em que a morena percebeu que poderiam pegar o elevador para facilitar sua vida. Charlotte achou que sair do bloco seria a parte mais complicada, porém, o dormitório superou, não tinha escada ou rampa, sendo um desafio divertido. Louise conseguiu tropeçar mais vezes do que seria possível, quase as derrubando no processo, mas a morena foi inteligente o suficiente para ficar ao lado do corrimão, segurando-o o tempo todo. — Pronto, Izzie — disse suavemente, colocando-a na sua cama. Andar mais três passos até a da amiga era demais. — Pode dormir em paz agora. A Fontaine sorriu, achando que tinha sonhado todo o percurso até ali, m*l sabendo ela que tinha sido muito real. E, com uma força incomum, puxou Charlotte para deitar consigo, murmurando coisas incompreensíveis para que a outra entendesse. A Roux não teve outra escolha, aconchegando-se a ela. Várias coisas se passavam em sua cabeça, não imaginando que cairia no sono e se juntaria ao reino dos sonhos tão rápido, um cansaço inesperado se fazendo presente. O que era estranho porque nem tinha feito nada até Louise a chamar para ajudá-la, contudo, o tempo que levou em frente ao computador planejando o presente do Pierre contava como exaustão. Sem saída, apenas aproveitou o momento, apertando a ruiva com força, em seu último segundo de consciência, desejando o que mais queria. O trabalho na pet shop era tranquilo, dando bastante tempo de sobra para não ficar tão sobrecarregado. Nathan, seu chefe, o treinou rapidamente, o mais novo aprendendo e pegando o jeito do negócio sem dificuldade nenhuma — essa era a vantagem dos jovens, o veterinário pensou. Thomas até achava entediante passar a tarde ali, com um tempo de sobra quando não aparecia nenhum cliente, o que ele achava bom, quanto menos animais de estimação sofrendo, melhor. E enquanto o semestre não começava, não tinha nada com o que se distrair no trabalho. Ele chegou a baixar um jogo para se entreter, mas não surtia muito efeito. Quase no final do seu expediente, um cliente apareceu com um filhote de cachorro, tinha sido o terceiro no dia e depois de fazer o cadastro dele, avisando que o médico não demoraria muito. Enquanto esperavam, o mais novo pediu permissão para brincar com seu animalzinho, querendo distraí-lo de que iria enfrentar uma barra dentro do consultório. A experiência que teve nesses dias ali, percebeu que todos começavam a tremer de medo e Thomas entendia completamente, também sentiria se ele. Infelizmente, o pequeno salsicha teve que ser internado por apresentar intoxicação alimentar, descobrindo que o dono dava exatamente os alimentos que não deveria dar para seu cachorro. E para a sorte do moreno, teria com quem passar uma parte do seu horário conversando e brincando com Rex, os outros tinham sido liberados no dia anterior — graças ao bom Dieu, a recuperação foi eficaz. Com cinco minutos para finalmente ir para casa, Leroy foi surpreendido pelo melhor amigo, que voltava da biblioteca da universidade — precisou terminar algumas pendências e em casa sabia que não conseguiria, sua capacidade de se distrair era bem alta. Pierre entrou com um grande sorriso e uma sacola com dois croissants para alegrar o dia do melhor amigo, que riu. — Como sabia que eu estava faminto? — o mais novo perguntou, aceitando de bom grado a comida. — Você pode ler minha mente ou algo assim? — Se eu pudesse, não diria ou não faria sentido ter um poder tão maravilhoso. — Oh — Thomas o encarou, segurando o sorriso que queria escapar dos seus lábios. — Então, você é daquele tipo de pessoa que usaria sua habilidade para o m*l. Bom saber, Renaud. Eles riram, o mais velho se apoiando na bancada da recepção. Não queria dizer nada sobre, mas o uniforme da pet shop caía muito bem no melhor amigo, combinando com seus olhos. Ele olhou ao redor, para disfarçar, achando que estava bem na cara o que pensava, imaginando que era o mais novo que tinha poderes sobre ele. — É melhor tomar cuidado com o que pensa perto de mim — avisou, como se fosse um desafio, erguendo uma sobrancelha. Thomas não conseguiu responder, Nathan saiu do consultório naquele momento, encontrando o moreno mais baixo em sua loja. No entanto, Leroy nem tinha bem uma resposta para jogar de volta para o amigo, agradecendo por seu salvo por seu chefe. — Pierre! — o dono falou, abrindo os braços para um abraço, que o mais velho correspondeu. — Quanto tempo! O que aconteceu que não apareceu mais, não adianta me dar qualquer desculpa, eu sei onde você mora. Os dois riram, o Renaud lhe explicando o tanto de trabalho e provas que estavam quase chegando, afinal, era quase final do semestre. E Thomas não entendeu nada, não fazendo ideia de que os dois se conheciam, expressando uma careta de pura confusão. — O que veio fazer aqui? Achou mais alguns gatinhos perdidos por aí? — Por sorte, não. — Riu, fechando os olhos no processo. — Vim buscar esse aqui. — Apontou para o melhor amigo e, agora, quem estava confuso era o veterinário. — Ele é meu melhor amigo da cidade natal e colega de quarto. — Oh! — Assentiu, balançando a cabeça algumas vezes. Agora tudo fazia sentido. — Devia ter imaginado no dia em que me perguntou onde ficava seu prédio. Ele se perdeu e veio perguntar para mim, sendo que estava bem na sua frente. Pierre riu com a história, o amigo não tinha contado a parte mais interessante de como tinha conseguido o emprego de meio período. Thomas tentou não ficar envergonhado e emburrado, não contando sua humilhação por um motivo. — Não fica assim, Tommy, eu também me perdi algumas vezes no início. O mais novo o encarou seriamente, querendo sumir dali. Era um jovem adulto e continuava passando vergonha desnecessariamente — principalmente na frente do melhor amigo, o que parecia ser milhões de vezes pior. O olhar que deu para seu chefe foi mais gentil, no entanto, a expressão era sem graça e Nathan pediu desculpas com sua expressão culpada, não querendo ter contado demais. — Bom, acho que está na hora, seu horário por hoje acabou — disse o chefe, olhando para o relógio. — Te vejo amanhã, Thomas. Pierre segurava o riso quando saíram do pet shop e o mais novo o empurrou com o ombro, o que fez com que a gargalhada saísse de vez. No entanto, Renaud o puxou para um abraço, fazendo com que fosse inevitável para Leroy sorrir com o gesto, perdoando-o sem muito esforço. Louise se recuperou bem do sono exacerbado que a pegou na segunda-feira, descobrindo junto com Charlotte que ter perdido uma noite de sono no final de semana mexeu com seu sistema mais do que imaginado. A partir de terça, foi muito mais fácil ficar acordada para as aulas e seus outros compromissos, sendo bem simples de pensar no que daria de presente para o moreno. Marcou um dia para que performasse a massagem completa nele, no melhor horário para ambos, aparecendo em sua casa na quinta-feira pela manhã. E quando Thomas ficou sabendo, exigiu uma também, prometendo até mesmo pagar por ela — o que não foi necessário, Louise concordou em fazer de graça, já estava ali, não faria m*l nenhum. Louise e Pierre trocaram um olhar em entendimento, o mais novo não podia saber do desafio, então evitariam falar sobre enquanto ele estivesse por perto. A ruiva preparou a mesa que carregou até ali, ajustando para que Renaud ficasse confortável ou não faria sentido fazer qualquer esforço na massagem. O mais velho nunca tinha recebido uma e ficou surpreso em gostar mais do que imaginava, a Fontaine tinha realmente muito talento no que tanto estudava para se graduar. O relaxamento foi tanto, que acabou cochilando. Louise teve um pouco de trabalho com os músculos tensos do amigo, desfazendo vários nós ao que passava suas mãos mais do que treinadas em cada um. Ela riu soprado, junto com o outro moreno quando teve que acordar o mais velho ao acabar, que ficou sem graça. Já Thomas, foi mais tranquilo, não tendo muito trabalho com nós, um ou dois abaixo dos ombros — ele ainda dormia um pouco desconfortável em sua cama, ainda em processo de adaptação. Ele também ficou impressionado, querendo uma massagem por pelo menos uma vez por semana, no entanto, Louise brincou, dizendo que, aí sim, cobraria. E Leroy teria fechado o acordo, mas percebeu que a ruiva estava lhe zoando. Ao final, o mais novo a chamou para que ficasse para o almoço, ele faria e queria sua opinião, não acreditando no melhor amigo, achando que ele o elogiava por pressão. E ela não teve como recusar, assistindo-o com uma curiosidade sincera, absorvendo as dicas que ele dava no processo. Tinha acertado em cheio em ficar, pois estava uma delícia, uma inveja branca lhe atingindo em cheio — será que só ela não sabia cozinhar? No entanto, esses pensamentos saíram rapidamente de sua mente, ideias promissoras invadindo sua cabeça. Charlotte demorou para terminar seu presente, contudo, estava muito satisfeita com o resultado. Como seria algo rápido, ligou para o mais velho, marcando um encontro com ele na sexta-feira à noite, após as aulas. Quando chegou na doceria que combinaram, um nervosismo a preenchia por inteiro. A dúvida de que, talvez, tivesse errado na ideia do que fez a deixando insegura. Contudo, ao vê-lo sorridente na cadeira dentro do estabelecimento a deixou mais leve. — Pier! — o chamou, acenando desnecessariamente ao que entrava e se sentava. — Como está? Parece que não nos vemos há anos. — Estou bem e você? — Ele riu, o sentimento de diversão que sempre sentia com a morena era reconfortante. — Realmente. Andou fugindo de mim? Os olhos semicerrados do moreno indicavam que ele se sentia seguro na sua presença, brincando com ela da mesma forma que Charlotte fazia consigo. — Olha, eu até tentei, mas não consegui — ela confidenciou, um riso saindo quando Pierre arregalou os olhos. Só depois de três segundos que ele entendeu, acompanhando-o na risada. Eles então pediram o que iriam comer e enquanto esperavam, Lottie pegou o envelope que trouxera, entregando a ele com uma expressão fofa. — Espero que goste — disse, a ansiedade fazendo com que seu coração corresse tão rápido quanto se estivesse em uma maratona. Pierre abriu com curiosidade, não sabendo o que esperar daquele presente. No entanto, seus olhos se arregalaram pela segunda vez, totalmente admirado com o trabalho minucioso que a morena tinha colocado naquele papel. Quando voltou a encarar a amiga, seus olhos brilhavam de encanto. Ele não precisava que ela explicasse o que era, entendendo exatamente seu propósito quando o viu pela primeira vez, contudo, Charlotte sentiu necessidade de dizer mesmo assim. — Pode ser cedo para pensar nisso, mas fiz uma logo para a sua clínica ou perfil pessoal do melhor fisioterapeuta que será um dia. A morena parecia tímida, o sorriso gengival sendo escondido ao que Pierre sorria largamente, sem palavras para agradecer o quanto estava emocionado dela ter pensado com tanto carinho em sua vida profissional. Sem pensar no que fazia, o mais velho levantou, querendo dar um abraço apertado na amiga, pois não tinha palavras para expressar a gratidão que sentia. E Charlotte entendeu o recado ao que apertava o corpo dele contra o seu, extremamente feliz com a reação dele com seu trabalho. Realmente tinha valido a pena ter passado cada minuto quebrando a cabeça no presente. — Estou honrado de receber um pedaço do talento da grande designer desse mundo — sussurrou em sua orelha, derretendo a morena por inteiro por dentro. Ficou acordado que ela passaria o arquivo pelo computador, caso ele quisesse fazer mais cópias ou colocar no i********: que ainda não tinha. E não teve forma melhor de comemorar se não fosse com os deliciosos doces daquele loja, cheio de risadas e olhares cúmplices. Aquela semana terminaria com expectativas grandes para o próximo desafio, Pierre se surpreendendo a cada dia em como poderia se sentir feliz com os amigos.
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