Extra VI - I will Take Care of You

3272 Words
O tempo fechou completamente nos últimos dias, complicando a vida da maioria dos estudantes em Paris. Louise foi uma dos azarados que se encharcaram em pelo menos quatro dias da semana, o que era muita chuva para uma pessoa só. Não sendo surpresa nenhuma quando ela acordou no sábado espirrando, o corpo inteiro doendo, tossindo e sem conseguir sair da cama. A primeira coisa que Lottie faria quando saísse seria comprar alguns guarda-chuvas, um só não daria porque eles, magicamente, sumiam na primeira oportunidade — como se fosse para Nárnia ou algo do tipo. Enquanto isso, a morena tratou de cuidar muito bem da melhor amiga. Com uma ligação nada suspeita, conseguiu pegar a receita da sopa de recuperação que ouviu sobre quando estava na casa dos pais da Lou. E melhor ainda, não a preocupou com a gripe da filha — ela se sentiu a própria ninja ao desviar do assunto toda vez que dona Giselle voltava aos questionamentos. Preparar a poção da melhora não foi tão difícil quanto Charlotte imaginou, por sorte, tinha todos os ingredientes em casa, facilitando muito sua vida — e a da melhor amiga. E enquanto a panela fazia o seu serviço, Lottie foi até Louise para a manter hidratada. Infelizmente, a cartela de remédio específico para gripe acabaria no dia seguinte, mas até segunda, esperava que a mais velha melhorasse o suficiente para ficar sozinha na cama sem sofrer muito no tempo em que comprava o que precisava na farmácia. — Ela descobriu? — a ruiva perguntou com a voz fanha, olhando a melhor amiga com uma expressão de dar dó. — Claro que não, ma bichette — retrucou a morena, sentando-se ao seu lado e entregando a bandeja com a tigela quente e esfumaçante. — Fui a James Bond do sigilo. Louise tentou rir, tossindo no lugar da risada, então, quando conseguiu parar, o rosto vermelho pelo esforço, sorriu agradecida e sem graça. Charlotte a observou comer, ambas em silêncio, evitando falar qualquer coisa que desencadeasse mais dor em sua garganta. Ao final do dia, Fontaine se sentia bem melhor — as tosses e nariz escorrendo ainda lhe deixando bastante desconfortável —, tendo que se agasalhar com mais casacos do que o necessário, uma ordem vinda da mais nova. Elas brincavam com essa questão da idade, Lottie tinha apenas dois anos a menos e não era como se Louise mandasse nela o tempo todo — tirando a parte em que ainda tinha um resquício de irmã mais velha em algumas situações em que se encontravam. E depois que a ruiva tomou um banho bem relaxante, conseguiu andar sozinha até a sala, sentando-se no sofá confortável. Logo em seguida, Charlotte trouxe seu cobertor e sua janta, mais sopa, observando-a negar a tigela cheia do líquido amarelo. — Sabe o que eu queria agora? — perguntou, usando a arma secreta que a morena sempre usava consigo, encarnando o próprio gato de botas. A Roux ergueu as sobrancelhas, levantando os lábios como se disse que não fazia ideia do que era, o que de fato não sabia. No entanto, aproximou-se dela, sentando-se ao seu lado. — Um pastel de queijo e outro de chocolate com banana. Charlotte riu, pensando que era alguma brincadeira, mas a expressão da ruiva não mudou quando sua risada morreu dentro da sua garganta. Ela pensou seriamente no pedido, sentindo seu estômago reagir com as imagens que passavam em sua mente. — Estou bem melhor, até consegui tomar banho — pontuou a amiga, sorrindo sem mostrar os dentes ao que se inclinava para mais perto da morena. — Esse foi o pior argumento que poderia ter dado. — Charlotte fez um carinho no topo da cabeça dela, piscando quando voltou a dizer. — Você tomaria mesmo que tivesse que se arrastar até o box. Louise nem se prestou a fazer uma careta ofendida, sendo um ponto verdadeiro e  indiscutível, então revirou os olhos, dando de ombros. Ela não achou que precisaria pensar em mais de um motivo, sentindo-se derrotada.  — Mas... — prolongou a vogal, fazendo um suspense bobo. — Vou comprar mesmo assim. A ruiva sorriu tão grande que chegou a seus olhos, jogando os braços ao redor da melhor amiga para um abraço em agradecimento, que saiu torto pelas posições em que estavam, mas elas não poderiam ter se importado menos com isso. Charlotte se levantou quando se separaram, buscando no telefone o número da pastelaria que sempre pediam comida. Ela até cantarolou que era só esperar quarenta minutos, voltando para o lugar que sentava há minutos atrás, puxando a ruiva para um abraço — que só então percebeu que se ficasse muito perto, passaria gripe para a morena. — Lou, por favor — disse Lottie, segurando em sua mão em um pedido silencioso para que não se afastasse. — Se fosse para isso acontecer, já teria pegado logo quando você começou a sentir os sintomas. Sou imune. O sorriso convencido que estava estampado em seu rosto só fez com que a Fontaine risse, um comportamento típico da melhor amiga quando não queria que ela se preocupasse consigo, sendo algo impossível de controlar. — Vai me dizer que é alguma super h*****a agora? — Se eu falar, serei obrigada a acabar com você. — É um risco que estou disposta a correr. O que era para ser uma brincadeira, acabou se tornando bem mais intenso e com sensações da qual estavam começando a se acostumar. Contudo, não sabia identificar o que estava nas entrelinhas, dando um ar pouco inocente com os flertes que trocavam inconscientemente, mas que gostavam bastante. Quando os pastéis chegaram, ambas já estavam preparadíssimas para jantar e nada melhor do que ter uma boa série para acompanhar. O catálogo da Netflix já tinha sido quase que completamente esgotado pelas amigas e os que faltavam assistir, esperava um momento juntas como aquele. Elas combinavam de ver em conjunto aqueles que sabiam que a outra iria gostar e nada melhor do que ter companhia para se surpreender ou não com os roteiros cinematográficos. A escolha da noite era You, atendendo as necessidades das duas: um romance distorcido e um stalker bonito que vinha das fantasias da morena desde sua adolescência com Gossip Girl. Louise se contentava com qualquer tipo de relação amorosa que lhe fosse apresentada, mas seus preferidos continuavam sendo os mais melosos. Tinham esperado ansiosamente pela terceira temporada chegar para iniciarem aquela aventura desde o início, evitando os spoilers em todos os lugares. — Ele é tão estranho e óbvio, como que Beck não percebe? — a ruiva se indignou, ficando frustrada com a burrice da principal. A ruiva tinha se sujado inteira com o chocolate do pastel delicioso, mas estava tão entretida que não percebeu. Charlotte se virou para ela, rindo da sua reação engraçada, reparando a bagunça que estava em seu rosto — focando na sua boca, principalmente. Nesse momento, a morena agiu por impulso, sem tempo nenhum de pensar muito sobre o que estaria prestes a fazer ou suas consequências. Louise só percebeu o que acontecia quando os dedos da melhor amiga pressionaram os cantos dos seus lábios, estavam tão próximas que podiam sentir a respiração uma da outra, um gelo subindo pela boca do estômago com a expectativa inesperada que crescia entre elas. O que se seguiu trouxe uma quentura em seus corpos, os olhares se conectaram ao mesmo tempo em que Charlotte lambeu o chocolate que tinha resgatado, tornando a cena um tanto quanto sexy. Ao fundo, ambas ouviam Beck e Joe transando, mas sem prestar a menor atenção na série, deixando o ar que as envolvia difícil de respirar. Lou não sabia se continuava encarando as safiras ou fitava os lábios carnudos entreabertos que a melhor amiga tinha, ironicamente, com um pouquinho do doce na parte inferior. Os corações batiam rapidamente, um sentimento crescendo ali dentro. Charlotte viu a ruiva morder os próprios, chegando a fechar os olhos com toda a estimulação que estava sendo criada naquele momento. Os segundo pareciam ter parado, presas em uma bolha só delas. E ainda sem conseguir controlar muito o que fazia, a morena inclinou ainda mais, os olhos fechados até encostar a testa na da amiga, aproximando ainda mais os rostos. Louise sentiu que precisava de mais ar, estava muito doloroso respirar só pelo nariz, entreabrindo, também, os próprios lábios. A pequena distância que ainda existia, era a segurança — e o medo de continuar com aquilo que não sabiam como lidar depois. O primeiro selinho e os quase beijos que tiveram as incentivaram a sentir algo que aquecia seus corações, liberando as borboletas que viviam dentro delas. No entanto, um barulho externo as assustou, fazendo com que se afastassem minimamente para verificar o que tinha acontecido — sendo apenas o controle da televisão que caiu da mesinha de centro. Elas trocaram olhares envergonhados e cúmplices ao mesmo tempo, rindo nervosamente pelo o que quase tinha acontecido, os corpos ainda reagindo pelas inúmeras estimulações que tiveram minutos atrás. Charlotte pegou um guardanapo e entregou para a melhor amiga, por mais que não tivesse mais nenhum chocolate restante, achou melhor que ela se assegurasse ou tentaria limpar do seu jeito novamente. E Louise apontou o ponto na própria boca como forma de avisar a morena que estava sujo. Roux abaixou os olhos, o rosto ficando vermelho com a ironia da situação ao se esticar até o papel, mas o que ela não previu — muito menos a ruiva —, foi a rapidez com a qual a melhor amiga se aproximou e usou a língua quente para passar pelo lábio inferior da morena, querendo tirar o doce insistente em não sumir nunca entre elas — o que, sendo sinceras, ambas não acharam nem um pouco r**m. A mais nova não teve tempo de reagir como seu cérebro entorpecido queria, perdendo a oportunidade de provar um beijo de verdade com Louise, pois ela recuou tão subitamente quanto agiu, um brilho no olhar. Por incrível que pareça, tudo voltou ao normal depois do incidente com o jantar, a série sendo realmente assistida com bastante atenção quanto no início. Elas não ousaram conversar sobre o que tinha acontecido, preferindo deixar como estava, mas na verdade elas não saberiam nem por onde começar com aquela situação. Quando o segundo episódio da próxima temporada acabou, ambas já se encontravam dormindo há muito tempo. Louise estava deitada por cima da morena, que tinha se ajeitado inconscientemente de barriga para cima para que a ruiva deitasse confortavelmente em sua barriga. Era incrível como a Fontaine não tinha acordado com os barulhos que a barriga da amiga fazia sozinha, seu ouvido encostado diretamente na fonte. Era mais de cinco horas da manhã quando Charlotte despertou, sua perna estava dormente e, sem alternativa, tendo que se movimentar, no que ela pensou que foi sutil, no entanto, ela quase derrubou a ruiva no processo. Louise gritou, achando que estava sonhando que caía, mas a mais nova a segurou bem a tempo. — O que aconteceu? — Fontaine indagou, os olhos arregalados ao que sentava em seus joelhos. — Por que me empurrou? — Pardon, Izzie — a morena pediu, tampando o rosto com as mãos. — Foi algum pesadelo? Louise se aproximou, puxando-a para um abraço quando a amiga começou a chorar inesperadamente. Estava confusa com o tudo, principalmente por Charlotte reagir dessa forma, temendo que tivesse sonhado que voltava para casa, onde ela sabia que odiava na mesma intensidade que tinha pavor. Já a Roux, ainda que não fosse sua intenção, sentia-se h******l por ter quase machucado a melhor amiga. O medo de que tudo acabasse entre elas vindo com mais força que o normal, a familiar insegurança de perder tudo o que lhe era importante. — Me desculpe — repetiu inúmeras vezes entre os soluços que insistiam em sair, as lágrimas rolando sem que se esforçasse. — Minha perna estava dormente, foi por isso que acordei e eu não queria te machucar quando tentei que parasse de doer. Sinto muito, de verdade! — Oh, Char — Louise sussurrou, afagando o cabelo macio da melhor amiga. O alívio percorrendo seu corpo. — Está tudo bem, você não me machucou. Não se preocupe com isso, por favor. O choro ainda continuou, a mais nova não conseguindo parar o choro incontrolável que a dominava. A ruiva continuou o carinho, dizendo palavras que geralmente acalmava a morena, surtindo efeito aos poucos. — Hey, olha aqui — pediu gentilmente, ajudando-a a se afastar até que seus olhos se encontrassem. — Está tudo bem, Char. Sem nenhum machucado, certo? — A morena assentiu, fungando algumas vezes. — Bom, exceto o restinho da gripe que peguei das chuvas na semana passada.. Charlotte riu, limpando o nariz na manga da blusa que vestia. Amava quando a melhor amiga deixava seu lado engraçado aflorar, sendo realmente boa com piadas — até mesmo mais que a própria morena, o que ela não admitiria em voz alta nunca em sua vida. Louise sorriu, sabendo que a morena ficaria melhor em questão de poucos minutos. — Desculpa — Lottie insistiu em pedir, jogando-se nos braços da ruiva. As lágrimas e os soluços estavam parando. Seu coração estava aquecido com o amor que recebia. — Prometo não te derrubar mais. Foi a vez da mais velha rir, puxando-a para que deitassem novamente, mas dessa vez estariam cara a cara, com Charlotte na ponta para que não houvesse outro incidente — o que a morena agradeceu. Quando já estavam ajeitadas e confortáveis, mesmo no escuro, conseguiam ver os olhos uma da outra. Roux estava bem mais calma, apenas alguns soluços escapando aqui e ali, mas a insegurança já tinha ido embora, restando o carinho que a melhor amiga emanava. — Agora você está igual a mim — Lou murmurou, sorrindo com a piada que falaria. — Como assim? Charlotte estava confusa, o sono começando a aparecer depois do tanto que chorou, os olhos piscando para tentar se manter acordada. — Fungando, nariz com todo sujo de secreção... Ela não precisou terminar de listar os sintomas parecidos, por mais que não viessem da mesma fonte. A morena riu, empurrando-a pelo ombro, o que não teve o menor efeito já que o estofado não cederia mais do que aquilo. — b***a — disse baixo, revirando os olhos. — Estou só apontando o óbvio. Dessa vez, Charlotte bagunçou o cabelo da ruiva, tendo um resultado melhor. Louise devolveu o gesto, iniciando uma guerra entre elas. No entanto, ambas se arrependeriam quando levantassem dali umas horas com o tanto de nós que encontrariam. Mas naquele momento, não poderiam se importar menos com as consequências. Não teve nenhuma vencedora e quando acabaram, respiravam rapidamente pelo esforço que fizeram. Agora, estavam sentadas, contudo, Louise estava no colo da mais nova e ambas sorrindo largamente. O escuro da madrugada deixava tudo mais especial, aqueles sentimentos de mais cedo voltando com tudo. No entanto, apenas voltaram a deitar como estavam antes, tentando acalmar a agitação que subia desde seus estômagos até a garganta. Já tinham tido aventuras demais por uma noite, respeitando os limites que qualquer amizade exigia, ainda que não entendessem que o que sentiam era muito mais. Charlotte já estava com seus olhos fechados, a respiração se acalmando conforme o sono voltava a lhe consumir para um descanso merecido. E Louise, bom, sem pensar muito sobre, avançou para dar um selinho longo de boa noite para a melhor amiga, sentindo-se muito corajosa desde o incidente do chocolate. Por sorte, a morena ainda estava acordada quando teve seus lábios preenchidos pelos os da amiga, sorrindo durante o gesto, fazendo com que a ruiva também esticasse os seus, voltando devagar para encostar sua cabeça no travesseiro no lugar certo, o sono para ela também. Era meio dia quando Louise acordou a melhor amiga, uma bandeja em mãos com o café da manhã tardio. Suas aulas de culinária pelo Youtube estavam sendo as melhores do mundo e agora ela conseguia fazer até mesmo as famosas panquecas americanas que tanto gostava. E foi exatamente o que preparou para a morena.. Charlotte ainda coçava os olhos inchados pelo choro, tentando mantê-los abertos por mais de dois segundos. Louise esperava ansiosamente pela reação da Roux, trocando o peso de uma perna para outra, mas esperou pacientemente. — Bonjour, mon amour — disse muito feliz assim que a morena despertou de fato. Tinha dormido como um anjo, desejando que ela também tivesse. — Fiz algo para você comer. Charlotte arregalou os olhos ao ver as panquecas cobertas de um creme de chocolate que compraram alguns dias atrás pelo simples fato de que precisariam em algum momento, a melhor desculpa que necessitavam. Estava surpresa e orgulhosa pelo desempenho dela na cozinha, superando totalmente o episódio do cupcake. De vez em quando, aparecia atrás da amiga para roubar um pouco do que era feito, mesmo que sempre que estivesse pronto, era a primeira a provar. Daqui uns dias, podia oferecer para se aventurarem em algum prato juntas, seria muito divertido e gostoso, Lottie tinha certeza. Ambas comeram tranquilamente, conversando sobre tudo e nada — nenhum sinal do que aprontaram na madrugada em vista, mas os sorrisos e brilho nos olhos diziam tudo o que não precisavam expressar em palavras. Louise se sentia quase cem por cento curada da gripe, a dor no corpo tinha desaparecido depois de toda aquela sopa milagrosa que a morena a fez tomar. Ela começou a acreditar que apenas o amor que a amiga tinha por si foi o que a curou, achando fofo e percebendo que estava assistindo muitos filmes de romance melosos e água com açúcar. E após o café delicioso, a maratona da série que começaram ontem retornou. Tiveram que voltar dois episódios por dormirem e perder o que aconteceu ou não entenderiam mais nada. Os baldes de pipoca bem temperada foram os novos companheiros para aquela tarde regada a sentimentos confusos sobre o personagem principal de You. Charlotte gostava tanto do ator que torcia para que ele conseguisse o que quer que ele queria, acreditando na sua evolução. Mas Louise não acreditava nem por momento nele, achando-o tão falso quanto todos os seus supostos amigos no ensino médio. — Não acredito que gosta dele — ela disse, os braços cruzados sob os s***s. — Espero que o policial pegue ele. — Vai dizer que se ele aparecesse aqui agora, não se sentiria atraída? — Charlotte retrucou, sabendo bem do gosto que a amiga tinha. Quer dizer, elas tinham um crush pelo mesmo cara, era óbvio que ficaria encantada. — Essa não é a questão, Lottie. — Ela desviou do ponto, não querendo dar razão para ela. — Ele é uma pessoa r**m. Você ficaria trancada na caixa dele se descobrisse o segredo dele? — Ah, com certeza. Louise a olhou espantada, vendo o sorriso bobo que ela tinha no rosto, para depois negar com a cabeça algumas vezes. — Louca — foi só o que conseguiu dizer, comendo algumas pipocas. — Qual é, Lou? Olha só essa carinha de bebê — murmurou, apontando para a televisão. — Eu guardaria ele em um potinho para protegê-lo desse mundo. Charlotte a fitou com os olhos do gato de botas, questionando-a por eles, sabendo que ela responderia daquele jeito. — Argh — resmungou, emburrada. — Às vezes odeio como você me conhece tão bem. A morena riu, feliz com a vitória. Era impossível resistir, tanto a sua estratégia quanto ao personagem seriamente perturbado. Depois disso, a ruiva passou a torcer para ele, percebendo seu carisma com Love, que era maravilhosa por ser mais esperta que o ultrapassado stalker principal.
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