O pior pesadelo dos estudantes chegou, a semana de provas.
Charlotte se sentia totalmente despreparada, enrolou mais do que previu — na verdade, passou bastante tempo fazendo o presente perfeito para Pierre que esqueceu totalmente de focar nas matérias. E depois de um bom puxão de orelha e uma massagem, para que pudesse relaxar quando pegasse firme nos livros, da melhor amiga, o final de semana foi totalmente um chato, em sua humilde opinião. Enquanto Louise apenas revisava os conteúdos das provas de segunda, totalmente relaxada.
No entanto, quando acordou no meio da noite para usar o banheiro, viu a luz da sala acesa e isso só podia significar que a morena estava estudando. Se ela continuasse, não conseguiria fazer nada além de dormir o domingo inteiro — sabia bem como a amiga funcionava. Por isso que depois de lavar as mãos, foi até Lottie com cinco argumentos prontos que a convencesse a dormir naquele instante — ainda que ela não precisasse de muito esforço, estava caindo de sono.
E quando o despertador tocou oito e meia em ponto — o horário que decidiu ser o melhor para começar o que tinha programado —, chamou a morena carinhosamente, croissants e capuccino bem quentinhos. Após o café e um banho gelado, a ruiva sentou com ela para que estudassem juntas todos os dias até sexta — o último dia do seu sofrimento. Foi a solução perfeita para Charlotte se animar com sua performance naquela semana.
Pierre foi outro que não teve problemas com as provas, estudar era seu ponto forte, sendo uma preocupação a menos em sua vida — que não o impedia de estar com a cara de dentro dos livros nos intervalos ou mesmo em casa. A verdade era que estava criando coragem para chamar Thomas para acompanhá-lo ao parque no final de semana, o pior já teria passado e estaria livre para fazer o que quisesse.
Ele sabia que não tinha dado muita atenção para o mais novo, alegando que precisava focar nos estudos para tirar as melhores notas, mas vinha se sentindo diferente nas interações que tinham. Não era nada distinto do que faziam quando adolescentes, tendo dificuldades em descobrir o que estava errado, no entanto, por mais contraditório que fosse, parecia certo, deixando-o muito confuso com tudo. Era seu melhor amigo no mundo inteiro, aquele pelo qual passou a pior fase da sua vida, não devia ter esse medo todo com algo tão simples quanto saírem juntos.
Thomas, pelo o outro lado, achava que estava tudo bem entre eles, sem suspeitar de nada. Bom, depois de alguns dias em que Pierre o buscava na pet shop, teve um insight de que nutria sentimentos românticos por ele. O choque que achou que teria não veio, achando até normal ter acontecido com toda a convivência próxima quando estavam no colégio e agora mais ainda, tudo sendo bem mais intenso. A única coisa que o preocupava era se estragaria a bela amizade que tinham quando o mais velho o rejeitasse, porque era claro que Charlotte e Louise gostavam dele também, ele não tão bobo para não perceber.
E para ser sincero consigo mesmo, sentia-se dessa forma há muitos anos. Talvez por isso nenhum outro namoro tenha dado certo, achou estar interessado em seus colegas de turma para abafar a ausência daquele que mais queria perto de si. Porém, saber de tudo isso não o deixou mais tranquilo, ficava constantemente nervoso quando estavam juntos, corando com uma facilidade incrível. Renaud uma vez o perguntou se estava tudo bem, achando ser uma gripe pronta para deixá-lo de cama por alguns dias, assim como Louise tinha ficado.
Então seu plano era simples: controlar seu corpo e não fazer nada que estragasse seu laço mais importante. Tinha dado certo nos primeiros quarenta minutos, no entanto, era bem mais difícil colocar em prática quando ele mesmo não tinha autoridade sobre como reagiria. A semana de provas ter chegado foi um alívio, pois assim poderia respirar direito com o outro moreno quase o tempo todo no campus. Seu trabalho também ajudou, mas ao sair, Pierre sempre estava lá e com um sorriso no rosto — isso porque eles moravam de frente para a loja.
Quando a quarta-feira chegou, Leroy contactou Charlotte para conversar, precisando de uma ajuda externa, combinando de encontrá-la bem cedo na padaria que tinha entre a casa de ambos, sendo justo com a distância. A morena se atrasou alguns minutos, sendo acordada na segunda soneca do despertador.
— Thomas, bonjour — ela saudou, dando dois beijinhos em seu rosto. — Desculpe o atraso, você já deve conhecer meu relacionamento abusivo com sair do sono mais gostoso essa hora da madrugada.
— Bonjour, Lottie. — Ele riu, acenando com a mão no ar como forma de dizer que não se importava. — Sinto muito por ter escolhido esse horário, eu só não aguentaria esperar o dia inteiro para conversar.
Um alarme soou na cabeça da mais velha, um nervosismo crescendo dentro do peito com a preocupação de alguma coisa estar errada com o moreno. Várias perguntas rondando sua cabeça prontas para serem lançadas ao mesmo tempo em que se sentava na cadeira de frente para o amigo, uma careta em sua expressão.
— Calma, está tudo bem — Thomas tentou a acalmar quando reparou seu rosto, rindo sem graça pela ideia errada que passou. — Não aconteceu nada de r**m, só queria tirar umas dúvidas e não posso fazer isso com o Pierre.
— Ainda bem, você me assustou, mocinho. — Apesar do que ela achou que foi uma bronca, suas linhas faciais recuaram, aparentando estar apenas com sono novamente, ainda que tivesse despertador por completo. — Pode mandar ver. Finalmente saberei algo que o Pier não faz ideia.
Ela riu, fazendo o pedido ao atendente que tinha aparecido na mesa deles, foi a pausa perfeita para que o mais novo criasse coragem para começar, já que a comida dele chegou antes mesmo que Roux tivesse chegado.
— Bom, descobri que gosto de alguém, mas é complicado. — Os olhos da morena se arregalaram, morrendo de curiosidade para saber quem era. — Me sinto inseguro de me declarar, o medo perder a amizade que temos é muito grande e assustador.
— Olha, não sei se serei de muita ajuda, nunca namorei ninguém até hoje — confessou, revirando as safiras, tinha totalmente superado seus fracassos do ensino médio. — E toda vez que tentei começar algo, eles sempre me rejeitaram.
— Sinto muito.
— Não se preocupe, agora sei que sou boa demais para aqueles fracassados. — Ela riu, jogando o cabelo para trás. — O que posso te dizer é que tome cuidado, já que não quer perder o contato com quem quer que seja. Tente perceber se a pessoa sente o mesmo com o jeito que ela reage.
O moreno assentiu, assimilando tudo o que Charlotte dizia. Não poderia ser tão difícil prestar atenção nesses detalhes, ele conseguiria, certo? Esperava que sim, porque tudo o que fazia era morrer por dentro a cada toque, olhar, palavras e outras interações em que ficavam tão perto que poderiam se beijar. Só com a menção, Thomas sentiu o coração acelerar de ansiedade com a expectativa.
— Não há nenhuma chance de você me contar quem é?
— Se a pessoa corresponder, será a primeira a saber.
— Isso é injusto — murmurou, pegando um pedaço do croissant que tinha acabado de chegar. — Estou te ajudando, deveria ficar a par antes mesmo de acontecer.
— Como tem certeza que ela sente o mesmo?
— Você é um jovem adulto incrível e olha que eu não digo isso para todo mundo. Sinta-se honrado. — Fez uma pausa dramática para beber seu café, mastigando o pão devagar. Thomas a olhava com olhos semicerrados por isso. — Qualquer um seria sortudo de te ter como namorado. É uma sorte não ter começado a estudar ainda ou você não teria paz.
Thomas gargalhou tanto que jogou a cabeça para trás, batendo o pé direito no chão no processo. Estava agradecido pela massagem no ego, mas, ainda assim, a insegurança não ia embora, afinal, era do Pierre de que estava falando — mesmo que ela não soubesse ainda.
— Desde quando gosta do Perry?
A pergunta inesperada veio como uma bomba para Charlotte, que engasgou com o líquido quente na boca, tendo que tossir várias vezes. Ela não tinha ideia de como ele sabia disso, será que o amigo tinha contado? Não, ele não faria isso, sua assinatura no guardanapo foi exatamente para que ninguém soubesse.
— É tão óbvio?
— Ele é um cara incrível, seria uma surpresa não senão. — Thomas, mais do que ninguém, entendia o que tinha acabado de dizer, controlando-se para não corar ou se entregaria ali mesmo. — Um dia fui esperá-lo na porta da sua sala e algumas garotas o rodeavam.
Charlotte riu, imaginando a cena e por incrível que pareça, não sentia nem um pouco de ciúme por saber disso. Óbvio que estava em um desafio para conquistá-lo com a melhor amiga, mas nem dela o sentimento vinha. A verdade era que ficaria bem feliz se Louise ganhasse, ela merecia ser feliz e se isso acontecesse ao lado do mais velho, era o que bastava para si.
— Isso porque ele nem conversa com elas, imagina se o fizesse.
— Pierre realmente é maravilhoso — concordou, apoiando o queixo na mão. — Se você quer mesmo saber, foi durante o cursinho, estávamos na mesma turma e foi impossível não reparar nele. Ele sabia todas as respostas, sendo o primeiro e melhor em tudo. Muita gente o achava metido, mas Lou e eu vimos o quão comprometido era. Acho que éramos as únicas que conversava com ele.
Ouvir sobre o tempo em que estava longe dele quando decidiu vir para capital estudar deixou o coração do mais novo quente. Era bom saber que Pierre foi bem tratado quando não pôde estar e a adoração que tinham por seu melhor amigo tanto quanto ele foi a melhor coisa que poderia ter descoberto naquele dia. Foi aí que Thomas percebeu que não sentia ciúme nenhum pelas mais novas amigas. E se o outro moreno decidisse namorar qualquer uma delas, estava tudo bem.
— Você sabia que quando estudávamos na mesma escola, eu era o único aluno que conversava com ele? Os outros idiotas o ignoravam completamente. — Leroy revirou os olhos, o ódio que sentia por eles ainda era bem forte.
— Acho que todos nós tivemos um passado parecido — Charlotte disse pensativa. — Os colegas da Louise se aproveitavam dela, fingindo serem seus amigos quando só queriam que ele fizesse as coisas para eles. Os meus me trocavam em questão de segundos, por mais que eu me esforçasse, ninguém nunca ficava.
Thomas esticou o braço para tocar a mão dela como forma de dizer que estava por ela e que não iria sair, ainda que ela quisesse. Os olhos se encontraram, trocando confissões de amizade e fechando o contrato de serem amigos para sempre.
Quando Charlotte chegou no dormitório para estudar com a melhor amiga, sua cabeça girava com a conversa que teve com o mais novo. Muitas informações importantes para apenas o início do dia, ela nem estava preparada para aquilo, achando que seria algo mais leve. E saber como o amigo se sentia por alguém a fez pensar nos seus próprios sentimentos.
Depois de ser rejeitada por aqueles que achava que gostava, apenas Pierre conseguiu quebrar o gelo que guardava seu coração. Tinha prometido que não iria se deixar levar por qualquer outra pessoa, era mais seguro ficar sozinha do que se expor ao ridículo como fez quando adolescente. No entanto, o moreno a conquistou sem muito esforço, sendo simples e sincero desde o começo. Charlotte até então achava que só ele tinha feito suas estruturas se abalarem, mas alguém muito antes já tinha enfraquecido as muralhas que a rodeavam, como forma de segurança. Louise foi a primeira e, se pensasse com atenção, perceberia que ela sempre esteve ao seu lado, mesmo que tentasse pensar nos tempos do colegial, era a única que aparecia em mente. E a ruiva só entrou em sua vida quando entrou no cursinho, mas parecia que a conhecia há muito mais tempo.
Thomas relatou como seu corpo reagia com as interações com a pessoa que gostava e se parasse para refletir, só sentia isso com Louise. Claro que no começo, era Pierre quem a deixava corada, nervosa e ansiosa, no entanto, a melhor amiga vinha se mostrando bem mais eficaz ao fazê-la sentir coisas que nunca teve a oportunidade antes.
Seu cérebro trabalhava intensamente com esse raciocínio, quase chegando a uma conclusão concreta, contudo, a ruiva apareceu toda sonolenta, chamando-a para estudar. Ela claramente estava exausta, ambas querendo que a semana acabasse logo para que pudessem descansar o tanto que mereciam após tanto exercício mental. Charlotte agradecia toda a ajuda que a amiga estava lhe dando, como sempre, não sendo diferente de quando se conheceram. Por isso, determinada a dar uma folga para ela, fez com que ela deitasse antes de ir para sua aula.
— Mas Lottie, nós combinamos — argumentou sem força, os olhos se fechando sozinhos.
— Gravei o método que você fez comigo nesses dias e consigo estudar sozinha — garantiu, puxando-a para um abraço apertado e rápido. — Pode deixar que te deixarei orgulhosa. Agora, vá dormir ou caíra de tanto sono.
Louise teria rido e ao invés disso, bocejou longamente, piscando os olhos até que chegasse na cama. A morena sorriu carinhosamente, o coração batendo um pouco mais rápido que o normal quando cobriu a melhor amiga com o cobertor florido que usava, dando um beijo em sua testa antes de ir para a sala cumprir o que tinha prometido. Foi tão rápido que não viu o levantar de lábios que a ruiva fez, achando que tinha sonhado com o gesto fofo da morena.
Por mais infinita que a semana de provas pareceu durar, o trio universitário saiu com um alívio de suas salas na sexta-feira. Até o ar parecia mais leve de respirar, sabendo que só precisavam esperar as notas nas próximas aulas e o semestre acabaria. Era a melhor notícia para todos os estudantes exaustos que só queriam que o diploma aparecesse em suas mãos e nunca mais passar pelo estresse que só a universidade poderia trazer.
Foi tudo tão corrido, que eles quase esqueceram da tarefa do desafio que tinham que fazer. Ir ao cinema seria complicado àquela hora da noite e o sábado estaria lotado de crianças e adolescentes, por isso, concordaram em ligar a Netflix para que, provavelmente, dormissem em frente a televisão. Esse era o nível de cansaço mental e físico que se encontravam.
No sábado à tarde, o quarteto estava sentado no sofá do apartamento em que Pierre e Thomas dividiam, algumas comidas e bebidas — dessa vez apenas refrigerantes e sucos, o mais novo ainda sentia a ressaca da última vez que bebeu algumas semanas atrás —, preenchiam a mesa de centro, prontos para começar Alerta Vermelho. Quem não queria assistir um filme com The Rock, Ryan Reynolds e Gal Gadot? Tinha tudo para ser um sucesso.
Depois de descansarem desde que chegaram ontem em casa até três da tarde, seria impossível de adormecerem durante a sessão cinema que fizeram especialmente para aquela ocasião e, bem, as regras da noite de jogatina ainda valiam para aquele desafio — a rolha queimada já estava preparada, ao lado das bombas de chocolate, para que servisse de aviso.
Thomas fez questão de sentar ao lado da morena, enganchando o braço no dela como se fossem os melhores amigos desde que estavam nas barrigas de suas mães. Então ficou o mais novo, depois Charlotte, Pierre e Louise. Ninguém reclamou, até porque se era uma tarefa que estavam cumprindo, o mais velho tinha que estar ao lado das duas meninas ou não faria sentido — o trio só não pensou nisso, deixando o destino decidir onde ficariam e, bom, tinha dado certo.
O filme começou e o silêncio predominou por completo, apenas o som alto da música e vozes tinham espaço naquele momento. O sofá não era muito grande para que os quatro ficassem como quisessem, a morena tinha as pernas encolhidas no peito, os ombros encostados com os do Pierre, que sentava normal. Louise queria muito sentar como os índios faziam, mas não tinha como e o mais velho percebendo seu desconforto, deixou que ela usasse sua própria perna como apoio.
— Merci — agradeceu, sorrindo tímida.
Era estranho e o calor que emanava dela para ele parecia um farol vermelho de tão consciente que estava com aquilo. Nem mesmo a interação engraçada dos principais não foi o suficiente para distrair sua mente, então levantou para ir ao banheiro, tentando buscar calma. Ela sabia que estava exagerando, era uma coisa tão simples. No entanto, não conseguiu.
Os outros que ainda estavam na sala pausaram o filme, esperando a ruiva voltar ou perderia o que estava acontecendo, mas ela não voltou tão cedo. Charlotte, aproveitando o momento, comia tranquilamente, estava morrendo de fome por ter perdido o café da manhã e almoço naquele dia. Contudo, a preocupação com a melhor amiga fechou seu apetite, avisando aos moreno que voltaria em breve.
— Lottie, sou eu — disse, batendo duas vezes na porta trancada. — Está tudo bem?
A resposta veio de outra forma, o barulho da tranca sendo aberta e a melhor amiga a puxando para dentro. Elas se encararam, a morena buscando qualquer coisa nas esmeraldas da outra e Louise totalmente perdida sobre o que sentia.
— Senta do meu lado — pediu em um fio de voz.
— O que aconteceu? — perguntou Charlotte, ainda preocupada. — Pierre fez alguma coisa?
— Não, de forma nenhuma. — A mais velha balançou a cabeça em negação, não sabendo explicar o que estava acontecendo consigo.
A morena, mais uma vez, percorreu seu rosto inteiro em busca de uma resposta, não encontrando nada.
— Então o que aconteceu? Quer trocar de filme? Está passando m*l? Se quiser podemos ir para casa.
— Não é nada disso — murmurou, abaixando a cabeça. — Mas também não sei o que é.
Charlotte assentiu, concordando silenciosamente. E segurando as mãos da ruiva, puxou-a junto ao se sentar no chão, uma de frente para a outra.
— Podemos ficar aqui até você se sentir melhor — a expressão de carinho acompanhou a frase que a morena disse, sorrindo o suficiente para mostrar sua gengiva.
Só com aquela frase e visão, o coração da ruiva começava a se acalmar. Queria poder ficar ali para sempre com a melhor amiga, onde ela estivesse, estaria tudo bem — não importava o que fosse.
Elas ficaram em silêncio por alguns minutos, mas Charlotte tinha uma necessidade de conversar, falando as coisas mais bobas nessas situações, e quando viram, Louise estava rindo até com os olhos, completamente esquecida do sentimento estranho que a preencheu de uma hora para outra. Com um aperto na mão da morena, avisou que estava pronta para continuar a sessão de cinema que planejaram.
E quando voltaram para a sala, uma hora e meia depois, Pierre e Thomas dormiam serenamente bem esparramados no sofá. O mais velho tinha o rosto apoiado na barriga do melhor amigo, uma mão embaixo do rosto como sempre fazia.
— Qual é aquela regra de quem cai no sono primeiro? — Louise sussurrou, sorrindo maleficamente para a morena, que devolveu o gesto, já buscando a rolha com os dedos ansiosos para ser criativa.