Extra VII - What do I get?

3427 Words
Ainda que o plano de fazer uma sessão de cinema improvisada no sábado não tivesse dado certo como esperaram, o quarteto não desistiu e assistiu o que faltava do filme após tomarem café no domingo de manhã. Pierre foi o primeiro a despertar, o corpo todo dolorido por ter dormido torto no sofá que dividiu com seu melhor amigo, colado a ele — se perguntando como e quando tinham trocado de posição no meio da noite. Ao abrir os olhos, encarou diretamente as costas largas do Thomas, um braço servia de travesseiro para a cabeça dele e o outro estava por cima de sua cintura fina, a mão repousada na barriga. O mais velho decidiu ficar por ali mesmo por mais alguns minutos, utilizaria a preguiça como a desculpa perfeita para continuar sentindo o calor do mais novo, que ressonava tranquilamente, e o cheiro de morango com chocolate do perfume que ele insistia em usar desde que se conheceram. Depois de tantos anos, independente de quem estivesse com o mesmo aroma, a imagem do melhor amigo sempre apareceria em sua mente, ninguém mais combinaria tão bem quanto ele. Pierre então fechou os olhos, concentrando-se nas sensações que ficavam cada vez mais familiares — de tanto que as sentia nos últimos dias —, respirando bem fundo ao que encostava devagar o rosto no mais novo. Era como estar em casa — o que não fazia o menor sentido, porque ele morava naquele apartamento —, no entanto, a definição daquele sentimento tinha uma intensidade muito maior do que simplesmente um lugar físico e o Renaud não tinha ideia do que acontecia consigo, apenas seguia o fluxo das coisas. Às vezes pensava em conversar e pedir ajuda às amigas, mas não saberia nem por onde começar a explicar o que se passava em sua cabeça. Pierre então suspirou em frustração, perguntando-se mentalmente como sua vida tinha ficado tão confusa. Estava tão distraído com suas indagações, que percebeu certa movimentação bem à sua frente tardiamente. Thomas tinha acordado não mais do que dois minutos antes, ouvindo as lamentações auditivas do mais velho, o hálito quente em contato com seu corpo através da camiseta fina que usava. — Consigo sentir a fumaça dos seus neurônios trabalhando daqui — o mais novo murmurou, a voz rouca pelo tempo em desuso, assustando o amigo, que sabia que suas bochechas estavam queimando de vergonha por estarem queimando. Sua sorte era que o outro não conseguia vê-lo, mas isso não o impediu de esconder ainda mais seu rosto nas costas dele, a mão que estava em sua barriga apertando-o no processo. Thomas riu soprado, tentando lidar da melhor forma que conseguia todas as sensações que seu corpo reagia ao menor estímulo a qualquer coisa que Pierre fazia consigo. — Como foi que ficamos desse jeito? — Leroy questionou depois de alguns minutos que precisou para se acalmar, percebendo a mesma coisa que o amigo. — Não tenho ideia — o mais velho sussurrou, afrouxando a cintura do outro moreno quando ele fez menção de se mover. Pierre achou que Thomas levantaria, obrigando-o a se sentar no sofá, no entanto, surpreendeu-se ao fitar, primeiramente, os lábios do mais novo, para só depois subir o olhar. O amigo fingiu não ver, deixando de comentar qualquer coisa sobre isso, tentando preservar seu coração, que já batia loucamente por ter agido sem pensar quando se virou para ele. Leroy ainda usava o braço dele como travesseiro ao que segurava a cintura do mais velho, devolvendo o gesto que recebia em seu próprio corpo. — Seu braço ainda está vivo? — perguntou baixinho, um sorriso pequeno no canto da boca. Renaud não tinha sentido nada até agora, sentindo-o começar a formigar com uma intensidade absurda. E tentando que o mais novo não saísse um milímetro do lugar, apenas mexeu a mão para que a dor passasse logo, o que não aconteceu tão rápido. A careta que fez durante sua estratégia falha, provocou uma risada leve no amigo, que o ajudou. Thomas se ergueu para que Pierre o tirasse dali, para massagear o local. Estava dando certo, no entanto, pela nova posição que se encontravam, o mais velho não tinha apoio nenhum, escorregando lentamente do sofá. Leroy tentou ajudar, só que como estavam com resquícios de sono sobre eles, ambos acabaram caindo no chão — pelo menos a queda foi rápida, já que a distância do sofá para o tapete era pequena. Por alguns segundos, eles riram, sem mover um centímetro do jeito que pararam lá. Thomas estava por cima e entre as pernas do outro, o rosto enfiado no pescoço do melhor amigo e uma mão de cada lado da cabeça dele. Pierre tinha o segurava pela cintura com um braço e o outro na nuca, alguns fios de cabelo entre os dedos, pois quando tentou se agarrar ao mais novo, foram esses os lugares que encontrou primeiro no desespero. Quando a graça acabou, o riso morrendo na garganta deles, eles hesitaram por um momento, finalmente se situando de como estavam. Um frio na barriga de cada um se fez presente com a expectativa de algo que esperavam há muito tempo, mas sem saber o que de fato era. No entanto, com muito custo, Thomas rolou para o lado, batendo com as costas na mesinha de centro — ele, definitivamente, não tinha pensado direito ao se esquivar de uma situação que poderia estragar tudo o que tinha de melhor em sua vida. Pierre estava confuso, o melhor amigo nunca tinha fugido dele dessa forma, contudo, deixou passar, engolindo a inquietação que preencheu seu coração. Foi só depois de alguns minutos que perceberam algo estranho, levantaram a cabeça ao mesmo tempo, apontando o indicador um para o outro, segurando a risada ao que viram os desenhos feitos com a rolha queimada nos traços faciais de cada um. — Acho que fomos os primeiros a dormir ontem — Thomas constatou o óbvio, contando silenciosamente quantos tinham no rosto do amigo. — Você tem seis lindas artes. Ficou bem mais bonito assim, devo dizer. O que acha de deixar permanente? — É uma ótima ideia, que tal começar por esse gatinho na sua testa? O mais novo mordeu o lábio inferior, os olhos brilhando com a troca de farpas que estavam trocando. Ele amava quando isso acontecia, o amigo soltando as garras sarcásticas era o que tinha de melhor nesse mundo. — E se fizermos esse laço no seu nariz ao mesmo tempo em que eu faço o meu felino? Pierre pareceu pensar sobre a proposta, o biquinho característico amostra. E bastou trocarem mais um olhar para gargalharem, deixando o clima mais leve entre eles. No quarto do mais velho, Charlotte e Louise dormiam pacificamente. Foi muito difícil escolher qual cama iriam usar, para no final deitarem juntas em uma só — tudo porque queriam conversar, já que estavam sem sono, apagando sem que percebessem. Durante a madrugada, a ruiva acordou com frio, notando que não tinham afastado o cobertor, que estava esticado até o topo, embaixo dos travesseiros. Ela teve um pouco de dificuldade para tirá-lo dali e cobrir a melhor amiga, que dormia igual uma pedra. Louise sabia bem o risco que corria se a acordasse, tentando pensar em uma solução segura. Charlotte tremia levemente com o frio que fazia naquela noite, fazendo com que a ruiva mordesse os lábios em frustração, odiando vê-la daquele jeito. Antes de tudo, verificou se a janela estava fechada, não era esse o problema. E enquanto a ideia não vinha, se aconchegou na morena, tentando cobrir todo o corpo dela com o seu, o que foi um pouco difícil sendo milímetros menor que ela. A amiga se acalmou um pouco, o calor corporal funcionando mais do que imaginou e quando estava quase caindo no sono, a solução veio quase como um sonho. No entanto, Charlotte não a deixou sair do seu lado, agarrando-a pela cintura ao que escondia o rosto em seu pescoço, trocando as posições. Louise sentiu cócegas, aquele ponto sendo bem sensível e o hálito quente da melhor amiga não ajudava em nada. — Char — chamou baixinho, com a esperança que ela colaborasse. — Preciso pegar um cobertor para te cobrir. A morena não disse ou fez nada por um momento, somente para esticar a perna e jogar por cima da ruiva, prendendo-a ali permanentemente. — Quer passar frio a noite inteira? — Tentou usar os fatos que tinha, apelando pela consciência adormecida da mais nova a escutasse. — Até agora a pouco, você tremia igual vara verde. Mais silêncio. Era como se Louise conversasse com uma parede, recebendo o mesmo resultado em todas suas tentativas. — Só está quente porque te abracei e aqueci com meu corpo. Era inútil continuar, mas algo nela não desistia, uma hora Charlotte iria a soltar, certo? Esperava que não estivesse dormindo quando isso acontecesse. — Então não preciso de coberto nenhum — a morena murmurou, apertando bem pouco o corpo contra o da ruiva. Louise abriu a boca em descrença, um arrepio percorrendo seu corpo por inteiro com a resposta da melhor amiga. O coração até errou algumas batidas e sua respiração acelerou, sua mente muito ciente de todas as partes em que elas se tocavam. Contudo, o seu lado racional tomou conta. —- Você estava me ouvindo esse tempo todo? — seu tom foi duro quando disse, movendo-se para tentar se soltar do abraço apertado que a morena de repente deu. — Pior! Me ignorando de propósito? A luta que se seguiu foi bem menos h******l do que elas pensavam. Charlotte ria das tentativas falhas que a ruiva tinha contra sua inesperada força, geralmente era ela quem vencia quando se tratava de esforço físico — culpa dos cursos profissionalizantes que a ensinaram como usar as mãos. E Louise estava distraída com todas as sensações dos estímulos novos que vinha sentindo nas últimas semanas, não conseguindo o que queria. A morena se encontrava no colo da mais velha, segurando seus braços para cima e prendendo as pernas dela com os pés. Tão contente com a vitória pela primeira vez na vida que não percebeu quando a Fontaine conseguiu trocar posições. No entanto, as duas deixaram de colocar força ao mesmo tempo, começando a se encarar no escuro. — Desculpa — Charlotte pediu, erguendo o corpo para sentar com Louise ainda em cima dela. — Eu só queria que você voltasse a dormir, aposto que acordou por minha causa. A ruiva respondeu com um abraço, ajeitando-se para que as duas ficassem confortáveis naquela nova posição. A mais nova circulou a cintura fina da melhor amiga, apertando o suficiente para não machucá-la. — Não foi culpa sua, eu também estava com frio. E para não te tirar do sono, que todo sabe o quão perigoso é, ia pegar o cobertor do Thomas. A Roux riu, dando de ombros pelo fato que a ruiva citou, ninguém gostaria de vê-la quando interrompiam seu sagrado momento de descanso. Então, com um sorriso de canto nos lábios, a morena se distanciou da mais velha e correu até o quarto do Thomas, voltando na mesma velocidade com o cobertor parecendo uma capa sobre sua cabeça. Quando chegou na cama, pulou desastradamente enquanto envolvia ambas sob o macio — e cheiroso — do pano grosso. Louise riu, se aconchegando para mais perto da morena. — Lembra a primeira vez que fizemos nossa própria cabana desse mesmo jeito na nossa, também primeira, festa do pijama? — Ou quando nos mudamos para o dormitório? — Fontaine continuou, as duas rindo com a nostalgia. — Não sei como conseguimos aguentar tanto tempo aqui dentro, eu já estou sem ar. — Ah, quando somos jovens tudo é possível. — Charlotte deu ombros, jogando o cabelo para trás. — Olha só você toda idosa. A mais nova fez uma careta ofendida e tentou empurrar o ombro da ruiva com o braço, errando f**o quando acertou o rosto dela. E apesar de não conseguirem enxergar nada, Louise devolveu o gesto, acertando os s***s da amiga. — Hey! — protestou a morena, indo com as duas mãos para cima da mais velha. — A pessoa tem que me pagar pelo menos um croissant antes de me tocar tão intimamente. Charlotte conseguiu segurar o seu objetivo, os s***s da amiga na primeira tentativa, sorrindo vitoriosa. No entanto, Louise deu um gritinho fofo, totalmente surpresa, mas não fez nada além de retrucar: — Eu já te comprei vários — disse, a voz rouca de repente. — O que eu mereço? O ar mudou ali dentro, ambas levantaram o rosto para se encarar, como se tivesse luz  o suficiente para que soubessem exatamente onde olhar. Elas se esqueceram completamente de onde as mãos curiosas da morena estavam, esperando ansiosamente pela resposta da mais nova — a expectativa crescendo como nunca. A mente da Charlotte parecia um furacão com todos os pensamentos desordenados com aquela pergunta. O tempo pareceu parar, não que fizesse diferença ali dentro, era o mundo delas — nada de r**m poderia acontecer. — Um beijo — um sussurro, porém, o bastante para que Louise escutasse muito bem. Elas não estavam preparadas para o que aconteceu a seguir, no entanto, de alguma forma, era o que precisavam. A Fontaine ergueu as mãos com a intenção de segurar o rosto da melhor amiga entre elas, puxando-a gentilmente para que chegasse mais perto e os lábios se encostassem em um selinho demorado. Isso era tudo o que tinham feito até então, não se aventurando em aprofundar aquilo que fazia com que seus corações parassem de bater por um segundo, somente para disparar logo em seguida. E por mais que ambas quisessem muito o próximo passo, nenhuma delas se atreveu a mover qualquer músculo. No entanto, quando sentiram que estavam mais calmas, separaram-se lentamente, os olhos fechados e a boca dormente com o contato. Ao mesmo tempo, as duas abaixaram os braços — Charlotte finalmente soltando os s***s da melhor amiga —, respirando fundo algumas vezes. Como se tivessem combinado o que fazer a seguir, tiraram o cobertor pesado de suas cabeças, o ar puro entrando no pulmão de cada uma, ajudando a sossegar o coração agitado. Naquele momento, foi muito mais fácil enxergar a outra e trocando um sorriso cúmplice, deitaram de conchinha para, enfim, voltar a dormir. Thomas achou fofo a cena que viu quando encontrou as amigas no quarto do mais velho — Louise dormia sobre a morena, com as pernas enroladas. No entanto, não teve dó de acordá-las. Ele tinha passado quarenta minutos tentando tirar os desenhos que elas tinham feito de madrugada, nada mais justo do que se vingar como podia. Contudo, o bom humor com o qual levantaram não deixou que brigassem com o mais novo, enchendo-o de abraços e beijos desnecessários — na opinião dele. Até Pierre não foi poupado daquela felicidade toda, estranhando a atitude, mas sentindo-se bem com o carinho. Elas trocavam olhares a todo momento e os amigos acharam que era por causa da rolha queimada que dava poderes mágicos para aqueles que não dormiam primeiro. Louise não foi questionada pelo o que tinha acontecido ontem na hora do filme, todos entendiam que cada um tinha seus momentos e razões, por mais que nem ela soubesse o que se passou — sua opção que mais fazia sentido era que estava completamente exausta depois de uma semana intensa e não conseguir se sentar como queria foi a gota d’água. Afinal, foram vários dias tendo que se portar corretamente em cadeiras desconfortáveis por horas seguidas. Ainda que estivesse preparada para cada prova, aquela restrição a tirava dos eixos desde o fundamental. Então terminar o filme ao lado do mais velho, na segunda tentativa, foi um sucesso. As posições continuaram as mesmas que da noite anterior e o bom humor de todos deixou tudo mais engraçado. Nenhum deles esperava aquele final surpreendente, Thomas comentando a todo momento. Foi tão bom que marcaram de reassistir, como se fosse a primeira vez, todos prometendo que prestariam atenção nas dicas que apareciam antes de ser revelado o segredo. Agora eles se encontravam em um silêncio rápido, ainda sentados no sofá, esperando a coragem de fazer algo importante em pleno domingo. No entanto, não precisavam porque estavam praticamente de férias — bom, menos Thomas, que tinha o trabalho. — Acho que devíamos ir para o dormitório — Charlotte comentou, sem realmente querer sair dali. — Não precisam — Pierre disse, olhando diretamente para a morena, um sorriso no rosto. — Se insistir muito, eu me mudo para cá — ela retrucou, devolvendo o gesto. — Seria ótimo ter as duas aqui com a gente. — Thomas pensou alto, realizando algo. — Perry, podemos dividir os quartos, o dos meninos e o das meninas. O quarteto gargalhou da forma que ele falou, uma animação totalmente infantil, como se fossem crianças que precisavam separar onde iriam dormir por ordem dos pais. Louise sabia bem como era essa situação, tendo Margot como colega de quarto por mais tempo do que queria. — Um sonho a ser realizado — Charlotte murmurou ironicamente, mostrando a língua para o mais novo, que a olhava com os olhos semicerrados, um pouco ofendido. — Não me leve a m*l, Tommy, ma biche, mas ninguém aguentaria ficar no seu quarto, você fede. Leroy abriu a boca em descrença e se esticou para pegar a rolha que ainda continuava em cima da mesa de centro para atacar a morena, que tentou se defender como podia — o que não foi muita coisa, ficando com dois riscos grandes e fortes atravessando seu rosto de um lado ao outro. Pierre e Louise apenas riam, agradecendo por estarem do outro lado do sofá, assim não sobraria para eles. Os dois mais velhos observavam a guerra que se tornou entre os outros dois, a morena achou um pouco de chocolate esquecido em um dos pratos, usando como sua arma de contra-ataque, no entanto, sem muito sucesso, apenas sujando a si mesma conforme Thomas movia os braços a seu favor. Saber quem foi o vencedor foi fácil, Charlotte se encontrava no banheiro há meia hora tentando se limpar, a ruiva a ajudando como podia. As risadas que soltavam mostrava que a mais nova não tinha ficado nem um pouco brava com Leroy, achando que deveriam fazer isso pelo menos uma vez na semana — mas estava disposta a negociar para duas vezes ao mês. O mais velho aproveitou o momento para perguntar o que vinha querendo, a coragem aparecendo de repente. Enquanto Thomas usava a pia da cozinha para lavar as mãos sujas, tanto de preto pela rolha queimada quanto de um pouco de chocolate. — Não bastava o que tive que limpar quando acordei, agora isso. — Ele suspirou, mas o sorriso que tinha em seus lábios contrariava o que disse. — Acho que acabei. Ele olhou o serviço que tinha feito, prevendo que não ficaria melhor do que aquilo. Quando virou para voltar para a sala, deu de cara com o melhor amigo, que mordia o canto da boca, significando que estava nervoso. — O que aconteceu, Perry? — perguntou, os olhos atentos a ele. — Está tudo bem? Pierre alternou sua atenção entre o rosto do amigo e as mãos ainda sujas, decidindo o que precisava falar primeiro. — Por favor, não use nenhum pano da cozinha. — Sua expressão era tão séria, que Thomas nem ousou o contrariar, secando-as na roupa. Renaud sorriu, mudando da água para o vinho. — O que acha de irmos ao parque? Thomas não sabia se ria ou desmaiava, ele sabia bem que o mais velho era metódico com várias coisas e a última vez que tinha feito algo assim, ambos eram adolescentes, demorando uma semana para que tirasse o bico chateado dele. Era uma experiência pela qual não queria passar de novo. — Vou me arrumar — disse, abraçando o moreno, sendo envolvido de volta por alguns segundos. E antes que saísse da cozinha, parou e voltou, uma insegurança inesperada aparecendo. — Pierre? O mais velho se virou, as sobrancelhas erguidas para o que quer que o melhor amigo quisesse. A dúvida pela forma que agiu agora a pouco o deixando preocupado. Será que tinha exagerado de novo? — Estou fedendo? Pierre riu, achando graça pela forma fofa que ele o olhava. O que Charlotte tinha dito, claramente, foi para perturbá-lo. — Você é o mais cheiroso de todos! Thomas sorriu, ajeitando o cabelo nervosamente pelo elogio do seu melhor amigo e crush supremo, saindo encabulado para finalmente se arrumar.
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