Interrogações

3542 Words
Domenico apanhou-os no meio da discoteca, segurou Jason para acompanhá-lo ate ao carro, depois de observar o seu irmão, ele percebeu que algo estava errado, alem do sangue nos sapatos bege de Jason. - Lari, vai buscar a Joanna, esta no nosso camarote, Maurizio espera por vocês, - Nico fez sinal para Maurizio perto deles, - Lari, rápido! – Nico assumia o controlo da situação, para que não se tornasse maior e pior o rumo da noite. Lari alcançou Jo, segurou a sua mão e arrastou-a para a rua atras de Maurizio. Na rua já eles tinham ido embora. - Que se passa Lari?! Onde estão eles? -Vamos, no carro explico-te tudo. No caminho de casa com Maurizio a conduzi-las, Lari contou tudo a Joanna, pelo caminho desconhecido até a Lari, ela pensava que iam voltar ao iate, mas agora era outro o rumo. Quando entraram por serras verdejantes, ela soube qual era o destino. Chegaram, o portão enorme abria-se, Maurizio estacionou, de seguida abriu a porta a ambas. - E agora estamos onde? – Jo pergunta a sua amiga. - Na casa que Jason me ofereceu… - Cala-te!!! Estes gajos são os maiores mafiosos que já vi na vida! E ricos… f**a-se, milionários! Sabes que o iate é do teu ricaço? Mas calma v***a, a discoteca, também é deles… - Lari sentiu-se zonza, o álcool juntamente com Jason espancar aquele homem, a informação que a sua amiga acabava de lhe dar, tudo junto sobrecarregou a sua mente. - Bebi demais Jo… estou tonta… - Anda, galderia, eu ajudo-te. Diz-me para onde ir.- Lari disse a Jo por onde entravam, apoiou-se na sua amiga e entraram na casa. Jason estava sentado no sofá de gelo numa das mãos, Nico falava italiano fluente, pelo calor do momento, Lari percebeu que Nico dava uma descompostura no irmão. Jaon viu Lari, correu para ela. -Lari! Esta bem pequena??? – o cheiro de álcool era demasiado evidente. Mas ela viu, apesar de bêbedo ele estav preocupado. - Nada, bebi demais, vou descansar. – Ela soltou-se da sua amiga e foi ate ao seu quarto, Jason seguiu atras dela, fazendo um gesto, de adeus, para Jo e Nico. Lari não tinha visto aquele quarto, se não estivesse tao bêbeda poderia ter disfrutado dos pormenores mais detalhadamente. Mas aquilo que o seu cérebro coletou foi agradável para ela, deu-lhe a sensação de lar, aconchego. A cama King size por cima tinha duas letras grandes” J e L” em dourado, um closet grande onde Lari procurou roupas, e para seu espanto , tanto as suas roupas como as de Jason já se encontravam arrumadas, por cores, organizadamente. Encontrou umas calças de pijama para Jason, uma t-shirt enorme, dele também, mas para ela. Com esforço despiu os dois, ajudou Jason a tomar banho. Deixou a agua fria alcançar os dois, por vários minutos. Depois arrastou-o para a cama, vestiu-lhe as calças, vestiu a t-shirt dele e aninhou-se no corpo dele, ate de manha. Dez horas da manhã, Jason já estava acordado, ele nunca acordava muito tarde, mesmo depois de uma noite de álcool. Lari dormia, pesadamente como habitual, b***a empinada, sem nada mais por baixo da t-shirt, que por sinal estav repuxada ate meio das costas. A visão dela acendeu o seu desejo matinal. “ sera que ela ficou chateada comigo… quer dizer, o filho da p**a mereceu! Não posso simplesmente tomá-la… ou posso…” Naquele momento ele so pensava em fazer amor com a sua pequena. Tentou se acalmar, respirou fundo várias vezes, manter-se frio, mas o seu sexo irrequieto dentro das calças não deixou. Ele acariciou as pernas de Lari, delicadamente, deslizando a mão até as nádegas redondas. “Ela não pode querer dormir assim ao meu lado se estiver chateada comigo! Se ela sabe que eu não consigo me controlar!” Naquele momento ele acabava de desistir do autocontrolo. Voltou as caricias, desta vez foi ate ao seu ponto sensível, ela não acordava. Ele despiu as suas calças subiu as pernas dela, ele tinha toda a acessibilidade que queria. Segurou as suas nádegas quando entrou. - Ahhh… Jason!!! – ela acorda com a surpresa gulosa. Chateada ou não, ela amava aquilo no seu amor. Ele manteve as investidas, sedento dela. - Perdoa-me… tu… és irresistível! Amo-te! – Lari esqueceu tudo, agora ela só queria fazer amor com ele. Ela empinou-se mais, aprovando o ato. Fê-lo ir mais fundo, ele delirou. Ela estava quase a atingir o clímax com as investidas maravilhosas dele. Ele sentiu os seus músculos contrair, apertando-o dentro dela, ele sabia o que estava para vir. Encostou os lábios no seu ouvido: - Vem te para mim minha pequena! – aquela voz rouca comandava o seu prazer. O seu corpo obedeceu ao comando do seu amor. Ele saiu, deitou se ao seu lado, puxou o corpo dela para si, agora ele abraçava as suas costas enquanto voltava a ação. Ele sussurrava no seu ouvido: - es tudo para mim… ah… meu amor! Quero dar-te prazer… todos os dias… - Apertou a sua cintura com força – ohhh… piccollina mia… vem te comigo meu amor!!! – deixaram-se embalar por aquela onda de amor intensa, unidos num so. Tudo o que ela desejava era que ele confiasse nela, que reinasse a sinceridade entre ambos, a cumplicidade era única. Agora ela já sabia que ele seria um m****o ativo da mafia, mas ainda assim ela queria saber mais daquele assunto. Ele viu um lado de Jason que desconhecia, não sabia que ele poderia ser tao violento como havia sido na madrugada anterior. Ela não fazia ideia de ate onde ele poderia chegar, aquele era outro homem completamente dominante, aterrorizador. - Amor… devemos conversar sobre a noite passada… tive medo da pessoa que vi a minha frente, da pessoa que espancou aquele homem… - Lari queria abrir o seu coração, não queria duvidas entre ambos. A sua cabeça descansava no peito de Jason, ela sentiu os batimentos dispararem, quando ela tocou no assunto. Jason levantou-se, sentando- se na beirada da cama. - escuta Lari, eu não sou perfeito… estou longe disso, muito mesmo. Tenho te dado apenas o que me fazes sentir, coisas boas, amor, paixão… mas a vida não foi leve comigo, nao tive outra alternativa, tive de passar a ser um bocado filho da puta… Não suporto pessoas que se tentam aproveitar da fragilidade dos outros. Todos os dias o lobo mau que habita em mim quer ganhar a luta, e não te vou mentir, tenho vontade varias vezes de deixa-lo assumir as rédeas. Mas não o faço, sabes porque Lari? Porque desde que te tenho ao meu lado fazes o lobo bom ser melhor e maior, é ele que controla tudo, tu é que fazes ele ganhar a luta diariamente… - Lari sentiu a dor por tras do mistério. Sentiu a sua sinceridade, ele abriu-se com ela, como tanto desejou. Ela aproximou-se dele envolveu os seus braços na sua cintura, colando o seu peito as costas tatuadas de Jason. - Amo-te meu amor… estou aqui, não irei a nenhum lugar, sem ti. Jason sentiu-se feliz pelas palavras dela, pela primeira vez ele não se sentia completamente sozinho. Cada vez amava mais aquela mulher, ela compreendia-o, apoiava-o, dava-lhe amor e sossego. Ela estava o seu lado, aquilo era tudo o que ele precisava. - Vamos meu Jay… tomar um duche. – ele foi, ele iria para onde ela quisesse. Ele ensaboou Lari com amor, carinho, como se de um cristal delicado se tratasse, beijou cada pedaço do seu corpo, namorou-a longamente. Agora, debaixo do chuveiro, faziam amor, lenta e demoradamente, como se despissem as suas almas, expondo-se um para o outro. Aqueles momentos eram a perfeição no mundo que conheciam, eram eles e a sua ligação, intemporal. Sentaram-se na mesa do terraço, so eles, conversaram sobre tudo ate Nico e Jo chegarem, de mãos dadas. Jason e Lari trocaram olhares cúmplices. Aquela relação parecia estar a desenvolver muito bem, os dois juntos de fato faziam sentido. -bom dia, galdérios! – Jo estava animada, bem-disposta. - buon giorno famiglia! - Nico estava tao bem quanto Jo. A manha estava a ser agradável, apesar do incidente da madrugada. - Nico, temos de acertar pontos para a viagem… antes de eu sair falamos sobre isso, ok? - Viagem? – Lari perguntou, tendo em conta que ele não tinha falado sobre tal assunto com ela. - sim, pequena, vamos viajar, os quatro… que acham disso? - acho que já deveríamos ter tido esta conversa antes… - Lari… não foi por m*l amor… - a questão não é essa, porque achas que deves agir sem falarmos antes? Falamos sobre tantas coisas hoje Jason, era apenas mais uma, tu resolves e nos aceitamos? – Ela não estava chateada, mas na sua opinião, ele não podia decidir algo que também a envolvia, sem antes falar com ela, a experiencia passada com o seu ex-marido não lhe iria deixar que assim fosse, ela já tinha percebido que Jason era um líder, ela via a sua altivez, e sabia que ele teria uma face dominante, mas não ia permitir que ele escolhesse o que fosse por ela. - Amor… desculpa, pensei que fosses gostar da ideia. - ainda não percebeste qual é o erro nisso tudo Jay?... – Lari levantou-se da mesa, sentiu-se sufocada, lembrou-se de como Anthony mandava nela, não lhe dava qualquer tipo de livre-arbítrio, como se sentia presa, como Anthony conseguiu fazer dela uma escrava para seu bel-prazer. Dirigiu-se ao escritório. Entrou fechando a porta atras de si. Foi ate a secretaria enorme, colocou as palmas das mãos em cima, deixou a cabeça cair para a frente, segurou-se, a ansiedade estava ao rubro, respirou, afastou os pensamentos sobre o seu maldito passado. “Lari, Jason não é igual a Anthony, ele salvou-te ele ama-te!” buscou amparo em si mesma. De repente a porta do escritório abre-se, Jason entra, fecha a porta atras de si, não se aproxima de imediato, ele viu o que acabara de acontecer, não queria faze-la sentir-se dominada, era apenas uma surpresa, mas com Lari teria de ser com calma, ela havia passado demasiado com o seu ex- marido para puder se libertar das amarras tao cedo. - Picollina… - a voz saiu-lhe rouca, aproximou-se mais dela, que não se movia, ainda de cabelos á frente das faces, palmas das mãos no tampo da secretaria, respirando rapidamente. - Meu amor… - agora Jason acabava com qualquer distancia entre eles, tocou devagar nas suas costas, acarinhando, tentando acalmar a sua ansiedade. - Amor, eu nunca te irei fazer m*l… só quero te dar o melhor… acalma-te pequena mia… por favor… - a voz de Jason na sua nuca deu-lhe arrepios até á alma. A cabeça dela rolou para tras, Jason sentiu a disponibilidade e colou o seu corpo ao dela, enlaçando a sua cintura, fazendo-a apoiar a cabeça no seu peito. - d… desculpa… - Ela falava num sumiço. - Eu é que tenho de te pedir desculpa, não posso me esquecer tudo o que aconteceu contigo. Não quero parecer algo que contigo nunca serei, jamais te farei m*l, és tudo para mim, eu não mando em ti meu amor, não quero tal coisa. O teu espírito é livre! Eu sei disso, quero ajudar-te a voar… - Lari já estava desarmada com o seu toque, aquelas palavras alimentaram-na de positividade, naquele momento ela so queria ama-lo, já não havia qualquer duvida, qualquer passado que a detivesse. Virou-se para olhar o seu amor. Olharam-se dentro dos olhos, em silencio, Lari agradeceu por ele estar ali, Jason sabia disso, pois aqueles olhos nunca mentiriam para os dele. Ela beijou-o, segurou os seus ombros, colou o seu corpo ao dele veemente. - amor… - Jason ia dizer-lhe, como depois dela se sentir ansiosa deveriam ter calma, mas ela não deixou, continuou a beija-lo, agora com desejo. - Lari… não sou de ferro… amor… - ele tentou avisá-la entre beijos, as mãos dela desceram ao fecho das suas calças, abriu e acariciou o seu sexo. As mãos de Jason viajaram pelo seu corpo, ele já não aguentava, ia possuí-la ali, depois do que havia acontecido. Tirou a t-shirt dela num ápice, segurou os seus s***s, beijou-os, mordiscou. Lari desejava-o, ela queria fazer amor com ele ali, naquele momento. Gemeu de felicidade quando ele desceu os shorts dela. Num movimento astuto, Jason levantou-a para a colocar no tampo da secretaria, com uma mão, mandou tudo o que estava perto para o chão, deu espaço para deita-la. Baixou as suas calças e penetrou a sua amada. - ahhhh!!! Lari… f**a-se! Oh… - Jason era devoto daquela mulher, do seu poder sobre ele. Investiu na sua amada intensamente, louco, apaixonado por aquele corpo e aquela alma, ele sentia-se alimentado quando a amava. Uma das suas mãos seguravam a cintura dela, a outra segurava o seu pescoço, enquanto a consumia, tal como ela desejava. - AHHH… Jason! – ele sentiu a contração a sua volta, puxou Lari para si, queria olhar nos seus olhos quando ela atingisse o pico do desejo, por ele. Ela segurou os seus ombros, ele beijou a sua boca. - mostra-me meu amor…ahhhh!!! – jason pediu, ela sabia o que ele queria. O clímax levou-a nas ondas do desejo, ele adorou o seu olhar de luxuria completo e seguiu a sua pequena no momento delicioso. -ahhh… L… Lari… amor… - ele apertou-a nos seus braços. – Pequena… - amo-te… - ela declarou, envolta no seu corpo. - eu também te amo meu amor! – Jason levantou-a no seu colo, sem se desligar dela, sentou se na poltrona. - és a minha loucura, o meu desejo, és a mulher da minha vida Lari Bellagio! – Beijou-a , Lari retomou a ação no colo dele. - Amor… ohhhh… vou chegar tao atrasado a lisboa!!! – segurou o seu rosto, olhou nos seus olhos, enquanto ela satisfazia o desejo de ambos. Ele já não queria saber de nada mais, nem lisboa, nem Nico e Jo la fora, nada mais perturbava a sua mente, ali ele só a via a ela, a ama-lo como ele nunca havia sido amado, o desejo dela por ele era único, ele nunca tinha conhecido alguém que o quisesse tanto como ela. Ela dançou no seu colo, sensual, carregada de excitação, Lari não queria que ele saísse dali, quando eram so eles não existia lugar para maldade, apenas eles e o seu mundo oculto, so deles, onde as emoções e sentimentos eram a melhor formula. - ahhhh! Jason!!! – uma vez mais Lari ia arrasta-lo consigo ao abismo do prazer e ele ia, sem pestanejar ele seguia no precioso instante. - ohhhh!!!! PEQUENA!!! – Jason gritou e apertou a sua cintura com força. Ficaram abraçados enquanto as replicas do orgasmo os atingia. - Lari… amor… - ele segurou o seu rosto nas mãos. – tu não podes ser real… sou completamente… apaixonado por ti!!! – Lari sorriu, sentia-se bem agora, depois de amar o corpo que ela admirava e alma que lhe fazia bem. - amo-te meu Jay… - beijaram se, sentiram os batimentos um do outro, alongaram os minutos, ate saírem. Já havia passado quase duas horas quando voltaram, Nico estava na mesa de volta do computador portátil, Jo deitada no puf. - Nico, podemos então ter a nossa conversa irmão? – Jason chamou o irmão. Jo olhou para Lari e gargalhou descaradamente. - que é que foi Joanna?! - essa cara de v***a satisfeita que trazes! – riu-se sozinha novamente. - Jo pára! – Lari sorriu também. - Não era preciso inventares uma desculpa para comeres o teu ricaço. - eu não inventei nada, não achei bem a atitude, não posso deixar que mandem em mim novamente, Jo. – minutos de silencio passaram. - Lari… sei que não deve ser fácil depois do que passaste, mas ele ama-te, o homem faz o que quiseres… esta mesmo apaixonado por ti. Eu percebo o que dizes, tu não queres te sentir comandada, tu es livre, mas ele sabe disso. Para mim foi apenas mais uma surpresa dele para nos, mas amiga, eu sei e entendo o que te fez sentir. -sim… eu entendi que exagerei, mas… passaram episódios da minha vida com o demónio que Anthony era. Passei-me, preciso de lamber as feridas e deixar que sarem… - e ele ajuda-te nisso, ele faz tudo para te ver sorrir v***a… e tu estas completamente doidinha por ele! – Lari sentia-se mais calma, afastou os pensamentos sobre Anthony, Jason era um homem de verdade, não era um psicopata. Ele dava- lhe tudo, fazia tudo por ela de fato. Ela so queria que eles fossem amigos antes de qualquer coisa, companheiros e cúmplices nas suas vidas. Jason teria de ir para Lisboa, Lari Jo e Nico iam ficar na casa de Lari, ela queria conhecer mais, não sabia tudo o que envolvia aquela enorme propriedade. Lari despediu-se de Jason, que partiu para Lisboa, ele ia uma vez mais tentar controlar a situação com Kora. Os três que ficaram em cas foram conhecer o resto da propriedade, todo o terreno envolvente. Descobriram uma pequena capelinha, notava-se que havia sido remodelada recentemente. Não caberiam mais de cinco ou sei pessoas, o altar era lindissimo de apontamentos, que ao que pareciam, ser ouro, o teto era baixinho, completo de pinturas manuais. Descendo a propriedade, descobriram um pontão que Lari havia visto antes, ao longe. Dois barcos pequenos de madeira encontravam-se presos por cordas ao mesmo. Um sitio verdadeiramente maravilhoso. Nenhum deles tinha almoçado já passava bastante da hora, Nico resolveu leva-las a um dos negócios da Familia Positano. Alem de ser um restaurante era também um espaço para casamentos e celebrações, como uma quinta. No jardim haviam esculturas de anjos feitas em pedra mármore branca, deslumbrante, todas ascores do arco-iris reinavam na quantidade de flores que se entendiam pelos relvados verdejantes. Trepadeiras repletas também elas de flores eram bastantes espalhadas por muros, bancos, pilares. Domenico pediu aquilo a que um bo italiano chama de Tabua Fiammetta, onde existiam varias qualidades de queijos, chouriços, presuntos, nozes, azeitonas. Lari e Jo deliciaram- se com aquela novidade, o vinho era maravilhoso, convidando o paladar a querer mais um pouco a cada gole dado. A vista panorâmica era a cereja no topo do bolo, avistava-se todo o mar, bancos de areia branca espalhados aqui e alem, a continuidade daquela serra verde, repleta das mais variadas arvores altas, imponentes. Demoraram-se horas preguiçosas, conversando, petiscando, bebendo o seu delicioso vinho, uma tarde extraordinária onde puderam ver o sol a pôr-se, no seu tom de laranja-escuro. - Nico… apetece-me sair para dançar. Ah e claro, mais, mais álcool. – Joanna que já havia bebido muito vinho, adorando farras como so ela, queria mais. - Eu também não me importaria nada! Ia ser bom! – Lari também já estava bastante tocada pelo álcool, sentia-se animada e queria dançar também. - Meninas… Jason não vai adorar essas vossas ideias… se algo acontecer, ele vai me matar, sabem disso certo? - Não vai acontecer nada Nico! – Lari tentava convencê-lo. Depois de muita pressão de ambas, Domenico cedeu aos caprichos delas. Nico levou-as a casa para que trocassem de roupa, enquanto esperava havia tentado ligar a Jason várias vezes sem ter qualquer sucesso. Quando Jo desceu ele ficou deslumbrado com a sua namorada, uma saia curta verde exército, um top fino caicai, um blazer também ele branco aberto, de botas altas, o tubo alongava-se pelas pernas quase ate as coxas. Lari optou por um vestido curtinho, rosa-velho, de alças finas, costas abertas, Lari adorava roupas de costas abertas, saltos Lou Bouttin pretos, abertos dos lados. Quando Nico observou Lari, os receios voltaram a tona, mas tinha de dar o seu melhor para manter a sua namorada e a mulher da vida do seu irmão, sempre protegidas de qualquer perigo. Na discoteca as amigas foram diretas para o bar, depois de terem começado a beber vinho, agora queriam mais festa. Nico sentou-se com Maurizio numa mesa onde poderia ver quase tudo. Lari e Jo de copos na mão dançavam como duas miúdas no meio da pista de dança. Depois de muito tempo Lari segurou a mao da sua amiga levando a consigo ao toilete. Ao passar pelo bar, achou que os seus olhos lhe pregavam peças, ou então o álcool fazia alucinações. Ela ia jurar ter visto o maldito do seu ex-marido. “ Acho que bebi demais… não pode ser… estou a ficar demasiado bêbeda!” Pensou em dizer a sua amiga mas achou não valer a pena. A caminho da mesa de Nico, ela olhou novamente para o bar, onde supostamente havia avistado Anthony, mas não havia sinal de tal pessoa. Afastou os pensamentos sombrios, depois de se sentarem a mesa, Nico foi ao bar buscar mais bebidas para todos. Ela sentiu o seu telemóvel vibrar dentro da pequena bolsa, tirou e viu o nome do seu amor, avisou Jo que ia atender a chamada dele e correu para a rua, para puder escutar, quando ia atender a chamada sentiu uma presença atras de si, sem que pudesse ver alguém agarrava-a com brutalidade, colocando um lenço com um cheiro demasiado forte, fazendo a escuridão envolve-la. Lari desmaia, sem sequer perceber o que tinha acabado de acontecer…
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