Por favor... Salva-me!

2639 Words
Nico pousou as bebidas na mesa e pergunta a Jo onde estava Lari, ao que Joanna lhe explicou que Lari tinha ido atender a chamada de Jason. Naquele preciso instante, antes de Nico ter tempo de formar um pensamento, o telemóvel vibra, Jason ligava-lhe. Nico correu para fora da discoteca e atendeu o seu irmão. -Domenico!!! Porque Lari não atende o telemóvel? Chamou varias vezes, dando na caixa postal, depois disso so da sinal de desligado!!! – Jason gritou involuntariamente com Nico. - Eu… eu… não sei irmão… eu fui buscar bebidas e ela saiu da discoteca para atender a tua chamada sem que alguém a pudesse acompanhar. não percebo… - O QUE?! Discoteca Domenico?! – Jason estava furioso, se Nico estivesse com ele naquele momento saberia que teria de se afastar, pois o demónio iria ser solto se ele não percebesse onde estaria Lari de imediato. - eu tentei te ligar varias vezes Jason, para dizer que elas não pararam de me pressionar para sairmos, não atendeste, pensei que não ia haver m*l… desculpa-me irmão… - Nico! ENCONTRA-A AGORA!!! Onde é que estão?! - No Lunar. Vou encontrá-la! – Jason não esperou que ele terminasse a frase e desliga a chamada, Nico sabia que ele estaria naquele instante a dirigir-se ate eles. Na rua Nico procurou por toda a aparte não via Lari, mas viu o seu telemóvel, partido no lado oposto, onde ele atendera a chamada de Jason. Agora o pânico instalava-se, ele sabia que algo havia acontecido. Entrou falou com Maurizio, acionou os seus seguranças de imediato. - Domenico, que se passa?! – Jo alarmou-se de imediato. - A Lari Joanna… não sei dela, encontrei o telemóvel… - Nico mostrou- lhe o telefone da amiga, completamente partido. - Meu deus… como… quem… não compreendo! – Jo estava abalada e confusa. - bebe calma, eu vou resolver isto e Jason esta a caminho, vou mandar levarem-te a casa. - Nem penses! Eu quero saber onde esta minha amiga! Não saiu daqui ate encontra-la! – Nico nunca tinha visto Joanna naquele desespero, abraçou-a. - Anda! Não podemos perder tempo. – Ele segurou a mao de Jo e arrastou-a consigo. Numa porta sem fechadura ou maçaneta , apenas uma camara por cima, Nico parou, bateu na porta com força e olhou diretamente para a lente da camera. Não esperou muito ate que um homem abrisse a porta para ele, alto de nariz adunco, expressões pesadas, cabelos negros espetados olhos escuros, desviou se da entrada da porta. - Domenico! – cumprimentaram-se. – que te tras aqui amigo? - Henrique, não é uma visita, tens de fechar a discoteca, agora! – Nico dava uma ordem de forma indireta. - Domenico, amigo, sabes que não temos problemas entre nos, eu não vos afeto em nada. Fechar a porta agora, assim, não parece ser uma ideia excelente para os meus negócios… - Henrique era um ambicioso traficante, realmente não atrapalhava a vida deles mas teria de acatar a ordens superiores, se queriam manter os seus negócios e a sua vida. - Acho que não percebeste bem o que te estou a dizer! Se não queres que o futuro Don entre aqui e mate toda a gente, é melhor fechares a discoteca! – as palavras de Nico forma mais que suficientes, Jo viu a expressão de regozijo desaparecer dos seus olhos, quando Domenico falou. Henrique deu ordens pelo walkie talkie para os seguranças fecharem a discoteca, onde ninguém entrava ou sai, ate as suas novas ordens. Jo não estava a perceber nada daquela conversa, aquela historia do Don, que poderia isso dizer para amedrontar o homem de tal modo… e porque o tal don iria ate ali matar alguém. Agora Nico falava com ele. - Henrique, eu entrei na tua discoteca hoje com a minha namorada, - apontou para Jo – e a minha cunhada, Lari, ela é mulher de Jason e desapareceu ao ir atender uma chamada na rua que da acesso ao parque de estacionamento. Temos de encontra-la, se Jason chegar antes disso, sabes o que vai acontecer certo?! – O tom de Nico era ameaçador, Jo estava estupefacta com aquele Domenico. - Podemos ver as camaras para tentar perceber o que se passou! – Agora Henrique colaborava de muito bom grado com Nico, - não pode a mulher de Don Jason desaparecer logo onde? Dentro da minha discoteca!!! – a cabeça de Jo estalou com informação, Nico olhou para ela, pois sabia que era a bomba de informação para Joanna. Então Jason era o futuro Don, só faltava era ela entender quem era o Don, o que significava aquele estatuto dentro da mafia. Henrique passava as imagens das camaras de segurança, quando Jo viu uma cara que ela conhecia. - PAREM AS IMAGENS AI!!! Não acredito… - na imagem congelada do bar, Joanna via Anthony. - Nico! É o ex-marido dela!!! Anthony! – Nico agarrou o telemóvel do bolso, fazendo chamadas e falando sempre no seu italiano raiz. - Henrique, podes retomar as tua atividades. - Não! Nem pensar Domenico, os meus homens estão prontos para ajudar-vos. Toda a força armada que precisarem nos oferecemos! -obrigado Henrique! – Nico levou Jo pela mao ate a rua, os seguranças com Maurizio a comandar, já haviam saído para bater a área em busca de Lari. - o que me esta a escapar… - Nico andava de um lado para o outro, ansioso, esperando uma pista que tivesse escapado aos seus olhos. Jason chega naquele momento. Sai do carro alcança Nico e Jo. - Nico! Atualiza-me! – Jason não parecia a pessoa que Jo havia conhecido estes dias todos. - foi o ex… o ex-marido dela, Jason! – Nico falou a medos. -f**a-SE! FILHO DA p**a! EU SABIA QUE HAVIA DE O TER MATADO NAQUELE DIA!!! – Joanna viu o demónio dentro de Jason, o fogo do odio brilhava intensamente no seu olhar. Jason virou se de costas para ambos, socou o seu suv a sua frente varias vezes. - EU VOU MATAR O FILHO DA p**a!!! – O sangue de Jason fervilhava e quem quer que passasse via isso. A raiva e o odio acabavam de tomar posse dele. Jo percebeu o temor que sentiam em relação ao Don, mesmo não percebendo o que aquilo significava, sabia que ate a ela amedrontava. Aquele ser, bom ou mau, iria mover o mundo para encontrar Lari. - quero ver as malditas cameras, Domenico! Tem de haver algo mais, o filho da p**a é um amador! – Ainda não tinha acabado a frase, Jason lançou-se ao caminho. Nico e Jo acompanhavam-no atras dele. Jason bateu a porta, Henrique abriu em segundos. - Don Jason! Entre! – os três entraram. - Mostra-me as imagens todas Henrique á hora do desaparecimento! - o homem obedeceu sem se pronunciar. Eles demoraram-se nas imagens mais próximas do acontecimento, ate que Nico se lembra de algo. - irmão! Esta camara da acesso ao parque de estacionamento, não se ve muito mas se ele levou Lari tem de mostrar pelo menos a saída dele a leva-la ate ao carro! – Jason assentiu. Henrique andou novamente para tras ate a hora do suposto rapto. As imagens confirmavam a teoria, Anthony mais um homem, levavam Lari desacordada para um carro escuro. - Don Jason, olhe aqui! – Henrique apontou para onde se via a matrícula do automóvel em questão. Nico segurou o telemóvel, fez a chamada onde informava a matricula do carro. Desliga. - Irmão temos de esperar um pouco. È o tempo de rastrearem a matrícula do carro… - Não tenho tempo Domenico!!! – Jason fechou os olhos, eram 5 horas da manhã, Lari estava nas mãos do psicopata já faziam quase quatro horas, ele sabia o que iria acontecer com a sua pequena se não a encontrasse rapidamente. Nico sabia que ele não ia ficar parado a espera, mas antes que ele pudesse dizer algo ao seu irmão, o seu telefone toca. - “Rua de Santo Elói numero 7 “ – Nico desliga. - Irmão temos a morada!!! Jo ia a caminho de casa mesmo contra a sua vontade, enquanto Nico e Jason, mais o batalhão de homens que tinham com eles iam para a morada localizada pelo contacto de Domenico. Na mente de Jason existia um turbilhão de pensamentos, haviam passado varias horas, a imagem de Anthony a fazer qualquer das suas maquiavelices a sua pequen deixavam-no com cada vez mais cede de vingança. Com este pensamento ele carregou o pé no acelerador. Lari Lari acordava, confusa, abriu os olhos, tentou perceber o ambiente a sua volta, não fazia ideia de onde pudesse estar. Tentou sentir o corpo, sentiu-se dorida, como se tivesse caído no asfalto sem qualquer amparo. A cabeça doía, como se estivesse de ressaca, depois os tornozelos e pulsos estavam em sofrimento e pressão. Zonza, não conseguia assimilar o que estava a acontecer consigo, de repente alguém a molhava, sem delicadeza, agua gelada. Sentiu-se magoada do choque e surpresa. -Acorda, acorda! Dorminhoca! – ela contraiu-se, estremeceu ao reconhecer aquela voz , qual voz do d***o. Mais agua era- lhe atirada. - Não ouviste! Quero-te acordada, se não de nada me serves! Sempre foste uma pedra no meu sapato! – Anthony e toda a sua loucura estavam ali, a sua frente. As lembranças do que havia acontecido na porta da discoteca começavam a assombrar a mente de Lari. Ela abriu os olhos novamente. - Isso! Olha para mim! - a… Anthony… - a cabeça dela estava completamente desnorteada. - sim! Eu mesmo minha querida, em carne e osso! Ainda te lembras que sou teu marido?! Eu sei que andaste muito ocupada, a fingir ser algo que nunca seras na tua vida miserável! Esse filho da p**a convenceu-te que eras mais? Achavas que ele, mesmo sendo quem é, te iria tirar simplesmente, de mim? - Tu… es completamente… psicopata! -UAU bravo!!! Pelo menos fez-te ter voz! Ele fez-te mesmo acreditar que estavas segura? – riu-se com gargalhadas de escarnio. Aproximou-se dela, Lari tentou fechar os braços sobre si mesma e encolher as suas pernas, agora o coraçao entrava em pânico, ela estava presa, deitada naquela cama e amarrada aos quatro cantos, por pulsos e tornozelos. Ela havia acreditado que não voltaria a ver aquele demónio e agora estav refém da sua loucura doente. As imagen de Jason passavam na sua cabeça, ela suplicou a Deus que ele viesse em seu socorro. As lagrimas caiam nas suas faces. - podes chorar o quão quiseres, não vai valer a pena, hoje, ou morremos juntos ou então morres sozinha, não seras de mais ninguém, é a mim que pertences!!! – ele tocou a sua perna, ela retraiu-se o mais que conseguia. - sabes Lari, eu amo-te. – ela não estava acreditar no que ouvia, depois de anos a espanca-la, como teria ele coragem de dizer que a amava? – sempre te amei e sempre quis que fosses minha, por isso tirei te das mãos do teu papa abusador. Mas esta parte minha, que ainda gosta mais de te bater, de ter-te na minha mao, saber que me obedeces e fazer o que bem me apetecer de ti, ela ganha sempre. E não te iludas sua reles, tu és minha! – ela mantia-se calada, deixando as lagrimas rolarem livremente. - Eu quero-te e sabes que vou-te ter, quero demorar-me, quero matar saudades tuas! – ele ria-se da sua própria insanidade. Subiu o toque na sua perna ate chegar as suas cuecas, ela queria se proteger e não tinha como faze-lo, chorou mais, desesperada para que ele parasse de lhe tocar. Desejou que Jason a viesse buscar, antes dele poder espanca-la e viola-la. Anthony aproximou-se mais, deu-lhe uma chapada violenta. Fazendo o barulho ecoar pelo quarto inteiro, ela sentiu-se zonza novamente com o impacto. Depois subiu para as suas pernas e deu-lhe chapadas seguidas, exercendo a força do seu corpo sobre o dela, pequeno e frágil perante o seu. Ela desmaiou com o choque daquele momento atroz. Novamente, ele acorda-a com água gelada. - Já disse para acordares sua p**a!!! O teu dever e obrigação é me divertires! Pensei primeiro em desfigurar-te… - segurou uma faca e passou o gume pela sua face, ao que ela se encolheu. – Mas eu gosto dessa cara reles! - Ele estava completamente alucinado. – deixa-me contar-te, casei contigo porque sabia que serias uma ratinha assustada quando eu te mostrasse quem eu seria, nunca quis que nenhum homem te tocasse, tu eras para ser só minha!!! – na última frase a voz saia-lhe embargada, como se estivesse prestes a chorar. Ele proferiu outro golpe no seu rosto. - Nunca deverias ter ido com aquele filho da p**a! Se não fores minha, então não serás de mais nenhum outro homem! – ele estava transtornado, doente, louco de raiva. -D… deixa-me… ir por favor! Ele … ele vai-te encontrar… e vai- te matar! - Lari sabia que Jason iria em seu auxílio, ele jamais a deixaria ali a morrer. -Ele nunca vai chegar até aqui! E eu vou fazer de ti o que eu quiser! - Se tens qualquer… tipo de con… consideração, deixa-me ir Anthony… - ela sentia-se destruída, mas sabia que ele a iria violar e quem sabe mata-la de pancada. -Queres fazer um acordo Lari? – ele fazia voz de falsa bondade. – Fazes amor comigo, com vontade, como se me amasses, dás-me tudo de ti, enquanto eu te bato, ai eu posso ate pensar mesmo em desistir de ti… - ela não acreditava em uma virgula da sua conversa. Mas mesmo que tal fosse verdade, ela preferia morrer a atender ao seu pedido sórdido. - tu… es completamente, doente! Precisas… de ajuda! - isso quer dizer que não aceitas? Porque, vejamos, eu vou ter o que quero, a bem ou a m*l, mas dou-te a escolher como preferes! - prefiro morrer!!! Jason… ele… vai chegar… - ela perdia os sentidos novamente. Mais uma dose de agua e desta vez continha ainda pedaços de gelo que a atingiam como se fossem pedras. - Vai chegar? Acorda sua vaca! Achas que ele vem te salvar? – novamente cego de odio, proferiu chapadas violentas sobre o seu rosto. Deitada e indefesa ela so queria que a escuridão a envolvesse para que não sentisse mais dor. De repente batidas na porta fizeram no parar. Dirigiu se a mesma e abriu. - Senhor, Paulo pensa ter detetado movimentos na estrada principal, a de acesso a casa. - Manda 5 homens para verificar, mas não será nada com certeza. Não incomodem a não ser que seja mesmo importante!- ele não tinha o menor receio de ser localizado, pensava realmente que não existia forma de ser rastreado. Voltou a focar-se em Lari e no seu desejo doentio sobre ela. A tortura da agua gelada voltava a ação, ela abriu os olhos mas desta vez custou-lhe ainda mais, doía-lhe tudo. -então vamos ao que interessa minha querida esposa. – Anthony tirava as suas roupas, casaco, desapertou os botões da sua camisa e os das suas calças, a fobia de Lari estava a ser confirmada, como poderia ele ter prazer depois de tanto a maltratar? Ela sentiu-se enojada, não aguentando o estomago, vomitou sobre a cama. - mas que raio, sua reles! Fazes tudo para eu não te tocar! – ele foi buscar toalhas, limpou os lençóis. Depois sentou-se ao lado dela. - vou-te dar um momento – ele fazia caricias nos cabelos dela – depois faremos amor, vai ser bom minha querida esposa, vais adorar! – esperou alguns minutos, observando-a chorar. Levantou-se, rasgou as cuecas de Lari, o choro dela agora era compulsivo. Queria lutar mas era impossível, mesmo que não estivesse presa já não haveria forças suficientes depois do que ele havia lhe feito. Um baque ensurdecedor ecoou pelo quarto, Lari voltou a ser envolvida no escuro, no silencio que a engolia lentamente…
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