Rowena foi naquele dia sem anunciar nada a ninguém. Não discutiu. Não exigiu. Não implorou. Apenas caminhou até a porta dos aposentos do rei… e ficou ali. De pé. As mãos cruzadas à frente do corpo, a postura ereta, o olhar fixo na madeira pesada da porta que a separava de Ewan. Os guardas trocaram olhares incertos. — Vossa Majestade… — um deles murmurou. — A senhora não pode ficar aqui. Rowena não respondeu. As horas passaram. Criados passaram em silêncio. Curandeiros entraram e saíram. O castelo seguiu seu ritmo. E ela continuou ali. Lá dentro, Ewan sentiu. Sentiu antes mesmo de lhe dizerem. A respiração mudou. O ar ficou denso. O lobo despertou. — Ela está aí, não está? — perguntou, a voz baixa, dura. O curandeiro hesitou. — Sim, majestade. Desde o amanhecer. Ewan

