XCIII

1112 Words

Por um momento, ficaram apenas se olhando. Não havia pressa. Não havia protocolo. Apenas o calor suave da estufa, o brilho das velas refletido no vidro e o perfume das flores misturado ao pão recém-assado. Ewan foi o primeiro a se mover. Ajoelhou-se sobre as almofadas e estendeu a mão para ela. — Venha. Rowena aceitou, sentando-se diante dele. O vestido azul espalhou-se como noite estrelada sobre os tecidos claros. Ele serviu o vinho. Não chamou criados. Não delegou. Serviu com as próprias mãos. — Ao quê brindamos? — perguntou ela, observando-o por cima da taça. Ele pensou por um instante. — À coragem. Ela inclinou levemente a cabeça. — Sua ou minha? Um canto do lábio dele se ergueu. — Nossa. As taças se tocaram com um som leve. O jantar começou simples, mas carregado de

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