A noite caiu pesada sobre o castelo. O vento uivava contra as muralhas, infiltrando-se por frestas antigas, e a lareira lutava para aquecer o quarto real. Mesmo envolta em várias camadas de cobertores grossos, Rowena tremia de leve, tentando não chamar atenção para o frio que lhe percorria o corpo. Ao seu lado, Ewan estava acordado. Ele sempre estava. Deitado de costas, os olhos fixos no teto escuro, sentia cada pequeno movimento dela. O estremecer quase imperceptível. A respiração que mudava quando o vento batia mais forte. Rowena apertou o cobertor contra o peito. Pensou no mercado. No poço. Nas crianças brincando com gravetos. Se ali, cercada por pedra, fogo e lã espessa, o frio era c***l… o que restava aos que dormiam em casas de madeira m*l vedadas? — Ewan… — chamou em voz b

