Na manhã seguinte, o quarto real ainda estava envolto por uma penumbra fria e silenciosa. Rowena despertou devagar, como aprendera a fazer desde que passara a dividir a cama com um homem treinado para a guerra. Antes mesmo de abrir completamente os olhos, percebeu o ritmo da própria respiração e, quase no mesmo instante, sentiu algo mudar ao seu lado. Ewan permanecia imóvel. Respiração profunda. Regular. O rosto sereno demais para alguém que realmente dormia. Ela não se mexeu de imediato. Ficou ali, observando-o de soslaio, atenta a detalhes que poucos notariam: a tensão quase imperceptível no maxilar, o peito que subia e descia com uma constância excessivamente controlada, a mão repousada perto da espada mesmo dormindo. Ele acordou, pensou. Não era a primeira vez. Rowena tinha qu

