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Segunda chance

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Blurb

Cristal quer encerrar sua carreira de modelo internacional e ter um pouco de paz. Durante anos essa foi sua vida, porém, lhe faltava algo. Daniel foi o único que ela deixou se aproximar, entretanto, ele não soube lidar com sua fama e lhe pôs uma escolha, ou sua carreira ou ele.

Sete anos se passaram desde aquele dia e o seu amor por Daniel nunca morreu. Em sua festa de encerramento de carreira, o destino os coloca frente à frente e toda a esperança que seu coração cria vai por água abaixo quando ela fica sabendo que ele está casado.

Acreditando ter perdido de vez o amor da sua vida, ela deseja voltar ai passado e ter mais uma chance de escrever sua história. Essa oportunidade é dada quando ela acorda em 2008 e pode fazer tudo diferente.

Embarque nessa viagem e descubra que o destino às vezes gosta de pregar peças, e que a força do amor vai além do impossível.

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Dia tumultuado
Olho-me no espelho e custo acreditar que sete anos já se passaram. Sete anos que vivi pelas passarelas do mundo. Estive em Paris, Alemanha, Nova York, Roma, Chicago. Em tantos lugares que m*l lembro o nome. Fiz fortuna, comprei as melhores roupas, os melhores sapatos e carros. Apartamentos? Comprei um em quase todos os lugares por onde passei. Consegui tudo que eu queria, mas para ter isso tudo, tive que abrir mão de algo que foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. Continuo sentada diante do espelho no meu quarto, tento encontrar um pedacinho, o menor que seja da pessoa que eu fui no passado, e não consigo encontrar. Não me sinto suja, pois o meu trabalho foi honesto. Eu vendi a minha imagem, não o meu corpo, na minha profissão isso é raridade. Meus olhos ainda são os mesmos, embora tenha perdido o pouco de brilho na caminhada. Meu rosto de porcelana, como sou conhecida nas passarelas, continua igual, com uma pequena ajuda de produtos de limpeza. Meus cabelos, estes tiveram mais cuidados, sempre bem tratados, nada de química, continua com sua cor natural, castanhos. O meu corpo sempre foi minha maior preocupação. Sempre tomando cuidado com tudo que eu comia. Não podia ganhar um quilo extra, isso significaria um contrato a menos. Era o que minha agente falava o tempo todo. — Eu não acredito que você ainda está assim Cristal! E de pijama! É Estella, minha assessora pessoal e minha melhor amiga. Nos conhecemos no primeiro ano da faculdade de psicologia. Eu estava chegando de outra cidade e estava perdida no meio da república. Ela me ajudou a encontrar meu quarto e para minha surpresa era minha colega, desde então passamos a sempre estar juntas em todos os lugares que íamos. Estella se formou em jornalismo, estava procurando emprego, perguntei se ela gostaria de ser minha assessora e para minha total surpresa aceitou na hora. Ela esteve comigo durante esses sete anos, nunca me deixou na mão, em momento algum. Usava uma calça social com listras de giz preta, salto alto. Uma regata de cetim branca com blazer preto por cima. Ela sempre soube se vestir bem, mesmo na época da faculdade, onde tínhamos que ralar para comprar uma roupa. Estava com suas longas madeixas loiras, presas em um r**o de cavalo, sua maquiagem era tão suave, que parecia dormir e acordar assim. Estava próxima de completar 26 anos, dois anos mais nova do que eu. Seria em duas semanas, havíamos combinado de viajar para o Havaí e passar o dia na praia, desfrutando de praia, sol e homens gostosos. Claro que estávamos brincando sobre os homens gostosos. Os paparazzi viviam na minha cola, e qualquer coisa era motivo para o meu nome sair nas revistas de fofocas. Perdi a conta de quantas vezes meu nome foi ligado a algum ator, cantor e modelo famoso. — Ainda são nove horas Estella, aonde pretende me levar tão cedo? — Perguntei me levantando da penteadeira e voltando para a cama. — Nem pense que vai ficar deitada aí, enquanto eu tenho que fazer todo o trabalho. Você tem uma coletiva às duas da tarde... — Não sei por que minha aposentadoria é tão importante. O presidente dos Estados Unidos se aposentou e ninguém falou nada. — Falei puxando o edredom até minha cintura. — Por que o presidente não se chama Cristal Bittencourt. Só por isso. — Grande coisa. — O que está acontecendo com você hoje? Está ranzinza e chata. Está na TPM? Eu te falei para não parar de tomar os remédios. — Estella, para um pouco, está falando igual à minha mãe. Ela me olhou por alguns segundos, depois largou a pasta que estava em suas mãos em cima do criado-mudo, soltou um longo suspiro e sentou ao meu lado. — O que houve? Você não deveria estar feliz? Não foi isso que esteve falando durante os últimos seis meses? Olha só! Chegou o grande dia! Estella abriu os braços como se tivesse feito a grande descoberta. — A partir de amanhã, você será conhecida apenas como a ex-modelo Cristal Bittencourt, e em breve, será esquecida por todos, como é o seu desejo. — Eu estou feliz por esse dia ter chegado... É só que... — O quê? — Eu estava aqui pensando... Será que valeu a pena... Tudo que larguei... As pessoas que eu deixei para trás... — Ah! Aí está o motivo da sua tristeza novamente! Daniel. — Não é sobre o Daniel, quer dizer, não é só sobre ele... Ai, eu não sei de mais nada. Joguei o edredom no meu rosto. — Eu não sei por que você fica se martirizando. Se deixasse o medo de lado e procurasse Daniel... — Ele me odeia Estella! — Cristal, já se passaram sete anos, uma pessoa não pode carregar tanta raiva assim por todo esse tempo. — Eu o magoei demais, falei palavras que machucaram de verdade. Eu mesma não me perdoaria. — O problema está em você mesma. Por que não aproveitamos que estamos só nós duas e fazemos uma pesquisa sobre ele no Google? — Você pirou de vez. Eu não quero. — Qual é o seu medo? O que pode acontecer em uma simples pesquisa da internet? — Eu não estou preparada para saber da vida dele. E se ele estiver casado e feliz... Se tiver filhos? No que isso vai me ajudar? Vou descobrir que ele conseguiu seguir sem mim, que não fui ninguém importante na vida dele. — E se isso não aconteceu? Daniel pode estar solteiro, esperando você procurar por ele... — Você sabe que isso é quase impossível. Nós duas sabemos o quanto ele era bonito. — Não vamos ter certeza de nada se não procurarmos. Vem, vamos pesquisar juntas... — Não Estella. Eu não quero saber. — Falei por fim. — Vamos logo terminar com isso. Como você mesma acabou de falar, amanhã eu serei uma ex-modelo. Você vai me ajudar a escolher minha roupa? Encaminhei-me para o meu closet e encarei a quantidade de roupas que tinha nele. Não me lembrava de serem tantas assim. — Já cuidei disso também. Você só precisa escolher a roupa para irmos ao salão. Os paparazzi estão espalhados lá embaixo na recepção do hotel, louco por uma oportunidade de tirar uma foto sua. Então capricha no visual. Eu realmente não sei o que seria de mim sem a ajuda de Estella. Claro que sei escolher uma roupa que me deixe linda para os olhos dos fotógrafos, contudo na verdade, não gosto muito de me arrumar, prefiro um bom jeans surrado, uma camiseta e um tênis. No entanto, ainda estou com contrato para seguir, pelo menos até a meia-noite de hoje. — Onde está indo? — Perguntei quando a vi pegando sua pasta e seguindo para a porta. — Meu trabalho aqui já terminou. Tenho alguns detalhes para acertar. — Não vai comigo ao salão? — Não vai dar, desculpa. Tenho que ver como está indo a arrumação no salão onde vai acontecer à coletiva. — Não gosto de ir sozinha, você sabe. — É, eu sei. Selecionei a Janete para lhe acompanhar. Ela é um doce e super engraçada. Não vai deixar as meninas do salão se meterem muito na sua vida. Fique tranquila. — Pelo menos vamos almoçar juntas? — Humm... Deixa-me ver aqui. — Disse olhando na sua agenda. — Sim, vamos almoçar juntas. Meio-dia no restaurante do hotel. — Não podemos almoçar fora daqui? — Podemos, entretanto você não teria paz. Cristal, você tem que entender que todos te conhecem, por fotos, jornais... Enfim, não te deixariam almoçar em paz. — Essa é a parte r**m da fama, não ter privacidade. — É preço alto que se paga. Beijos minha querida, nos vemos no almoço. Estella me joga um beijo e sai. Eu fico parada diante das roupas, tentando encontrar algo confortável, mas que encha os olhos dos fotógrafos. Danem-se os fotógrafos! Vou vestir o que eu quiser. Vou à parte dos meus jeans e escolho uma calça de lavagem escura. Uma regata preta com detalhes em pratas na frente e um sapato scarpin preto também. Vou ficar linda sem exagerar. Prendo meus cabelos em um coque frouxo e sigo para o banheiro. Tomo uma chuveirada rápida e volto para cuidar do meu make. Um pouco de base abaixo dos olhos para disfarçar as olheiras, um lápis para realçar meus olhos castanhos e um batom rosa quase invisível aos olhos nu. E pronto!

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