Bijou, South Lake Tahoe, CA
O loiro me levou ao banho e voltou a me procurar — convenhamos, eu também estava tesuda, então não tinha um porquê para tentar negá-lo.
Lucas que me perdoasse, mas o filho dele era irresistível...
Dessa vez, o loiro não pareceu tomar cuidado — talvez nem conseguisse pensar nisso. Ele me pegou com tanta vontade que conseguiu me cansar bem rápido.
Sem saber quando Matheus voltaria, eu só me concentrei em não ser muito escandalosa — apesar da vontade louca de gemer bem alto toda hora.
Foi uma total loucura. Levi conseguiu mais duas. Sempre fui muito cuidadosa, mas nem consegui voltar a cobrá-lo para gozar fora — afinal, ele não parecia capaz de ouvir.
Na última, ele ainda agarrou forte em meu cabelo. Ofegante, recostou a cabeça na minha — tive a impressão de sentir as fortes batidas de seu coração.
— Loiro... — Eu o chamei.
— Porrä, assim você me faz querer mais...
— Cuidado com essa vontade, hei! — alertei. — Pode ser perigoso.
— Estou tentando, ruiva. — Ele me imprensou na parede do banheiro. — Não faz ideia do quanto estou...
O membrö ainda estava dentro e eu pude senti-lo voltar a ficar ereto. Trinquei os dentes para conseguir não gemer — funcionou e só ofeguei.
— Fala comigo, loiro... o que há com você?
— Você não me faz ter culpa, eu acho...
Ele voltou a penetrar e eu gemi.
— Não me manda parar...
Ele soltou meu cabelo para descer uma carícia ao meu corpo. Beijou minhas costas e segurou minha bundä com força para seguir a penetração.
Eu me apoiei na parede com dificuldade — a perna já estava implorando para parar de funcionar.
— Você devia parar de gozar dentro de mim! — Tentei repreender e ele só riu. — Não é para rir, Levi!
— Eu tento, mas aí você aperta gostoso... como é que eu vou negar? — sibilou e eu só fechei os olhos.
Nem consegui respondê-lo. Ele voltou a penetrar bem fundo e um gemido escapou. Senti o corpo estremecer da cabeça aos pés.
— Como? — Ele ofegou em meu ouvido.
O tom safado me só fez eu me empinar. Ele voltou a esquentar e, dessa vez, gemeu baixo em meu ouvido enquanto gozava.
— Cacetë, loiro! — Eu o repreendi.
Ele envolveu minha cintura e enterrou a face em meu pescoço, beijou por muitas vezes até meu ombro.
— O ruïm de estar sendo aconselhado por você sobre Lindsay é que... ela me manda o corpo dela... e eu tento seguir seu conselho... mas lembro do seu corpo.
Deu para ouvi-lo engolir seco.
Mesmo deixando de estar ereto, o membrö pulsou. Ele gemeu baixo e apertou o abraço em mim.
— Ainda conseguiria dar várias se pensar o tanto que eu venho resistindo no último dia! — Ele beijou meu pescoço. — Você me deixa louco, ruiva!
Apoiei em seu corpo, recuperando o ar.
— Vocês estão me enlouquecendo!
Ele voltou às carícias ao meu corpo e o silêncio reinou. Talvez só desse para ouvir nossa respiração ofegante do outro lado da porta do banheiro.
— A gente pode se deitar — sugeri.
— Acho que é bom. — Soou cansado.
— Pode deixar que eu peço a pílula... — Empinei a bundä para que o membrö saísse devagar. — Espero que aprenda a ser bonzinho...
Deu para ver aquele lindo peito sarado arrepiando enquanto uma de suas mãos só se moveu para apertar a minha bundä.
— Precisamos... Quer dizer... Eu preciso ter com o seu cliente e a filha. — Levi falou enquanto eu me virei para ajudá-lo a relaxar na banheira.
— Está de folga hoje, ‘né? — perguntei e ele assentiu. — Precisa descansar, mas não é um problema se formos até a cabaninha... eu aviso o cliente.
— Ainda não a moveram?
— Não. A moça da saúde mental disse ser bom usufruir da quietude do ambiente pelos próximos dias — sorri-lhe. — Apesar de tudo, não estava tão mäl.
— Que bom! — Ele sorriu aliviado.
— Ainda é relativamente jovem. Acho que ela consegue passar por essa. — Era raro, mas eu estava realmente otimista pela menina.
— Tomara, ruiva...
Acabamos abraçadinhos na banheira. Eu o ajudei com o banho, observando seu olhar me implorar por mais sexo — nem sei se ele percebia o pedido que fazia.
Durante o banho, ele pareceu sentir desconforto.
— Ei... O que sente?
— N-nada... — Ele meneou a cabeça e pôs a mão no peito, parecendo estranhar. — Só... incômodo...
— Vê se tira um tempinho da sua folga para ir a um médico! — alertei e ele assentiu com a cabeça.
Saindo do banho, Matheus já tinha chegado da rua, mas estava deitado no sofá. Já parecia dormir, então segui com Levi ao seu quarto.
Fui à cama primeiro e o convidei a deitar bem perto de mim. Ele se agarrou em minha cintura e deitou a cabeça em meus seiös, respirando fundo.
— Se eu levantar mais cedo, cuido do café ‘pra vocês e vou sair, tudo bem? — Eu acariciei os loiros fios e ele só assentiu com a cabeça. — Boa noite, loiro...
— Noite! — Ele respirou fundo.
O ar quente chegou a me arrepiar.
Nem precisei manter as carícias por tanto tempo para ele cair no sono. Preocupada, ainda velei seu sono por muito tempo até conseguir pregar os olhos.
Como já era esperado, não consegui dormir muito e acordei com o sol. Do jeito que estávamos quando adormeci, continuamos até aquela hora.
Era até impressionante que ele não se movesse nem um pouco enquanto dormia. Eu ainda o fiz uma carícia enquanto deixava a cama.
Levi parecia cansado, murmurou algo, mas não acordou quando saí. Beijei sua testa e me levantei.
Eu me arrumei e deixei um bilhete carinhoso ao lado da mesa de cabeceira. Como prometi, deixei o café da manhã pronto e saí para trabalhar.