Capítulo 15. Fogo!

1002 Words
Summerlin, Las Vegas, Nevada A tal festa foi providencial. Por entre aqueles amassos que foram muito mais sérios do que eu gostaria, deu para ver grande parte dos meus alvos. Era uma e meia quando observamos um trio chegar. Tinha uma mulher muito branca, talvez albina, e dois homens muito parecidos, próximos a ela. Ambos usavam smoking. Não omitiam o volume da arma que portavam e a mulher tinha um vestido branco, tão pomposo quanto o vestido de Natasha. O rosto dela não me pareceu desconhecido, mas realmente não consegui pensar de onde eu o conhecia. Observei por uns instantes, cuidando para memorizar. Ainda passeamos pela festa, trocando meia dúzia de palavras com o povo, mas partimos. Conseguimos passar próximos do trio em nossa saída e os homens, óbvios latinos, tinham algum laço sanguíneo entre si dada à similaridade ainda maior. A mulher provavelmente era nativa de terras geladas, talvez Rússia, pela forma como se portava; ao falar, parecia exprimir palavras de um idioma forte. Chegamos na porta do lugar e Natasha parou a minha frente para pousar a mão em meu peito e sorrir. Mordiscou o lábio e envolveu meu pescoço para voltar a me beijar. O corpo já estava me implorando para eu parar com aquela maldita tortura. Foi só uma buzina do nosso motorista. No carro, eu sentei afastado dela, tentando recuperar meu fôlego e o meu juízo. A viagem foi silenciosa, claro. Eu não tinha a menor condição para falar de absolutamente nada! Foquei nos rostos que vi na festa para não deixar aquilo se perder com as reações que ela me causou. Não era nem um risco, já que eu conseguia lembrar de seus nomes, suas patentes, local de atuação. — Está tudo certo. Boa noite! — O tal Williams falou quando chegamos no hotel. — Divirtam-se! Deixei o carro para abrir a porta à ruiva. Cuidei para não beber muito, mas o sangue corria muito rápido no corpo... piorou o efeito das poucas doses. — O quanto da festa foi teatro, loiro? — Ela me arguiu enquanto parada a minha frente no elevador. Nem consegui respondê-la. Ela seguiu andando na frente quando deixamos o elevador. A distância entre nossos corpos era pequena, preenchida pelo que parecia um vento quente. Natasha foi quem destrancou a porta para entrarmos e eu cuidei de trancá-la. Ela fez uma carícia na minha nuca de novo e eu só me virei. Pousei a mão em seu rosto para beijá-la, lhe guiando na direção da cama. Seu beijo era quente, como eu nunca experimentei um beijo antes. A mistura com o perfume me dava vontade de repetir, descontrolada e ininterruptamente. Só levantei o vestido, acabei ouvindo o frágil tecido rasgar. — Que isso! — Ela acabou rindo. Pousou as mãos no paletó para desatá-lo enquanto eu corri a mão por todo seu corpo, apenas para sentir sua pele macia e quente. Eu realmente sentia falta do contato. — Posso ceder, mas tem que se comportar. — Natasha pegou meu queixo para fitar meus olhos. Acabei ignorando e apenas lhe beijando. — Ei, ei... me ouve! — insistiu, enlaçando os dedos no meu cabelo para puxar. — Tenta me ouvir, ao menos. Ela aproximou a boca de meu pescoço para beijar por repetidas vezes enquanto sussurrava: — Você vai se deitar e eu vou guiar você. Assenti com a cabeça, incapaz de negar. — Ótimo! Deita! — Soou mandona e eu apenas o fiz. — Pode puxar o cabelo, apertar, bater... o que quiser, mas não pode mudar nossas posições, entendeu? Ela escalou meu corpo para tirar o resto da minha roupa. Ajudei, mas o corpo estava tenso ao ponto de eu ter uma dolorida ereção. — Precisa relaxar... — Ela sussurrou com a boca bem próxima ao membrö, me fazendo gemer alto. — Hm... sensível — riu, passando a língua. Segurei na cama e fiquei muito ofegante só com isso. Muito fantasiei com algo que já ouvi falar, mas nunca realmente vivi, senti, um sexo oral antes. Foi rápido para o corpo estremecer completa e intensamente. Segurei em seu cabelo e ela forçou para engolir todo o membrö enquanto gozei. O olhar chegou a revirar com aquela que foi a mais intensa sensação que eu senti até então. Ela ainda masturbou enquanto tirou a boca e lambeu a cabeça. Acariciou minha coxa para subir em meu corpo. — Tem nojinho? — Deu um safado sorriso. Meneei a cabeça para negar e ela me beijou. Mais experiente, ela nem tinha dificuldade de se impor sobre mim, não tinha dificuldade de mandar em mim, o verde olhar era ainda mais lindo quando excitadö. — Caralhö... Que tesäo, loiro! — Ela sibilou. Sua voz no meu ouvido me arrepiou. Nem sei se a ereção partiu em algum momento, mas confirmei que estava lá quando ela serpentou para me fazer sentir a úmida cavidade quente. Sua cintura serpenteou mais e ela controlou o quanto penetrava. Tinha um satisfeito sorriso lascivo no rosto e nem avisou antes de relaxar sobre meu corpo. Gemi alto e ela também. Envolvi sua cintura e apertei sua bundä, o corpo apenas seguiu o movimento só, implorando por mais. Em dado momento, ela se sentou, apoiando as mãos em minhas coxas. O sorriso, o olhar, o decote tornaram senti-la mais fundo algo ainda mais intenso. O ar escapou rápido quando o calor acumulou rápido no baixo ventre e eu nem pude reagir. Apertei em sua coxa e o volume de seu gemido diminuiu. O corpo ficou tão tenso que eu cheguei a ter câimbras. Ela contraía muito forte, como eu nem sabia ser possível, tampouco sabia se era de propósito. Natasha manteve o lento rebolado em cima de mim com a cabeça erguida enquanto o corpo sofria de esporádicos espasmos e seu baixo gemido se estendia. — Caralhö, loiro... a gente precisa repetir isso! — Ela falou ofegante, saindo de cima de mim para deitar ao lado. — Putä merda... Eu quero um cigarro! — Eu não fumo — ri.
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