Capítulo 20. Passionalidade de Sangue

1066 Words
Bijou, South Lake Tahoe, CA — Impressionante... — Eu observava o que Levi conseguiu montar, até então, e era uma mina de ouro tão brilhante que me fez sorrir largo. Após o encontro com Bakie, eu voltei em casa só para me lavar, colocar uma roupa mais confortável, peguei a moto e segui ao encontro do loiro. Ele me atendeu e seguimos ao sofá enquanto ele explicava o que fez em seu dia quanto aos policiais — era um trabalho formidável em tão pouco tempo. — Ainda tem muito nome para juntar aí, mas eu me encerrei por hoje — falou. — Estava pensando em como exatamente eu vou usar essas informações. — Concluiu algo? — perguntei. — Observarei os agentes locais. Sou novato, então é questão de tempo para receber propostas. A situação com Van ainda pode dar um empurrãozinho. — Com certeza! — assenti com a cabeça. — Já sei das figuras mais comprometidas e lidei com um desgraçadinho que pode estar se relacionando com uma mocinha do comitê... Isso me deixou curioso. — Quem!? — Até eu fiquei curiosa. — Na altura da área de esqui. Bea é o nome da mocinha. Herdeira do empreendimento de sucesso, recém-advogada, trilhando bons caminhos no jurídico. — Eleita!? — Levantei uma sobrancelha. — Sim. Dois meses depois, começaram as fotos na internet — riu. — Acho que até eu consigo fazer um trabalho mais furtivo do que esse cara. Ele nem tentou. — Posso dar uma olhada, se quiser — sugeri, voltando ao sofá e o olhando. — Depois de tanto alvo macho, pode ser bom ter uma fêmea para variar. — Não perder o costume, ‘né!? — brincou. Acabei rindo e assentindo com a cabeça. — Falando sério, falei com Bakie na polícia e as coisas não devem ficar ruins para você. — Ele deu um aliviado suspiro. — Ele vai ficar de olho pela amizade. — Obrigado! — Ele sorriu amarelo. — Van veio aqui e eu não atirei nele. Consigo me sentir vitorioso — riu. — Conhece alguém no Barton Memorial? — Conheço umas meninas, por quê? Quer uma enfermeira hoje? — sorri de canto de boca, provocativa. — Não! — Ele sorriu acanhado. — Existe a chance de ser recorrente que Lindsay administre algo no menino. Deve haver um registro de outras entradas... — Vai se meter? — Levantei uma sobrancelha, meneando a cabeça. — Sabe que não precisa, ‘né!? — ri. — Se ela realmente está fazendo isso... porrä! — Seu rosto chegou a torcer de desgosto e nojo. — E-eu realmente gostaria de saber... é uma vida, ruiva! — Vida nascida de uma filha da putagem feita contigo, loiro. Devia deixar o casal se fodër. — Revirei os olhos, não crendo no quanto ele era bonzinho. — Consegue ou não? — Ele fitou meus olhos. — Putä merda, loiro! — suspirei. — Consigo. — Obrigado! — Ele sorriu e eu meneei a cabeça. — O que fará, se a suspeita se confirmar? — arguí com desconfiança. — Vai à polícia? Parecerá um stalker! — Entrego para Van e ele age em cima disso. Descobri que ele estava treinando fora, não deve saber do hábito de Lindsay, se for verdade — deu de ombros. — Ele não seria estüpido de não proteger a criança. — E se for? — insisti. — Mato os dois. — O calmo mar azul em seu olhar agitou. — Não será mais sobre um sonho que não vivi, mas sobre um sonho que eles optaram por matar. — Não sei se gosto ou desgosto do que ouço — ri. — Você até engana com essa calma, mas é passional igual seu pai e isso é muito perigoso, loiro. — Vou tentar não me desequilibrar, prometo. — Ele sorriu amarelo. — Só não seria justo esperar que eles conseguissem dar cabo à vida da criança. — Esquematizamos assim: te apresento a uma recepcionista. Pode levá-la ao trabalho no dia seguinte, talvez ajude para você conseguir o que quer. — Gosto... — Enquanto isso, me empenho na outra moça. Amanhã você folga, ‘né!? — Olhei e ele assentiu. — Difícil conseguir, mas tentarei para amanhã, pode ser? — Perfeito! — deu de ombros. — Tem que ser à noite. Vou separar o dia para ficar com a pequena e isso é bem inadiável — riu —, eu já prometi. — Sem problema. Planos para hoje? — perguntei. — Nenhum. — Nunca te chuparam antes? — perguntei. — Quê!? — Surpreso, ele acabou tossindo. — Sexo oral, bobinho... — Como chegamos a esse assunto? — Franziu o cenho, me olhando com muita curiosidade. — Por quê? — Estou curiosa — ri, dando de ombros. — A forma como seu corpo lidou foi muito particular. — Foi realmente o primeiro... — Soou acanhado. — Que fofo! — ri e só faltou ele explodir. — Deixa eu adivinhar, ela era do tipo que tinha posições e não-me-toques bem específicos que você devia atender? — Um pouco... Acostumei rápido. A inexperiência ajudou bastante para acabar se tornando normal. — E a sensibilidade? — Passeei com a ponta da unha em seu rosto e ele arrepiou. — Sempre foi assim? — S-sim! — arfou, assentindo. — Por isso perguntei se machuquei, sei que o toque pode não ter tanto controle da minha parte — riu. — Entendo — suspirei. — Devia ir ao médico. — Tentei não soar séria. — Se tem um pouco da condição do seu pai, é bom descobrir e saber se é nocivo. — Não sou viciado em sexo! — riu. — Não falei disso! — retruquei. — A disfunção hormonal causava uma hipersensibilidade forte. Fiquei na dúvida por isso, seu bobo. Não vou te tarar. Ele acabou rindo, mas assentiu com a cabeça. — Vou dar uma olhada, assim que possível. Sempre achei bem normal e, convenhamos, vendo o pessoal na adolescência tão tarado, fazia sentido. — Até que faz, ‘né!? — assenti com a cabeça. — Mais o que ela nunca fez com você? — perguntei, agora meramente pela safadeza. — Quais posições podia? — Isso é forte, ruiva! — Ele meneou a cabeça. — Já comeu ela de quatro? — impliquei. Ele não me respondeu e eu apenas ri. — Duvido que tenha. É uma posição que exige o toque. — Provoquei e ele só levantou para ir à cozinha.
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