Florela: Me despedi do chefe com um aceno curto. Nada de bajular nada de sorrisinhos. Negócio feito é negócio marcado o resto é barulho. O Vapor já me esperava com o carro ligado. A porta abriu sozinha, como se até o carro soubesse quem tava entrando. Entrei sentei reta, caixa de ferramenta no colo. A mansão ficou pra trás. O morro descia diante dos meus olhos, cada viela parecendo agora mais clara, mais minha. Não demorou muito até chegar na oficina. A rua estreita, poeira no ar, aquele calor grudando no pescoço. Mas o que tinha ali, naquele momento… era silêncio o carro parou porta abriu e desci. E aí, vi todos os olhares. O povo da oficina parou. O som do rádio morreu de fundo. Um dos amigos do meu pai quase deixou cair a peça que segurava. Até o cachorro, que vivia lati

