Caneta: Chegamos na mansão ela desceu com a caixa de ferramentas na mão Florela não basilou no passo, seguiu direto até onde eu apontei tinha mandado fazer um ajuste no motor do meu blindado coisa rápida, só pra testar mas quem foi testado fui eu. Ela resolveu o problema com perfeição, como quem nasceu pra isso no fim, ainda me largou uma.. —Florela: Da próxima vez que quiser me ver, não estraga carro bom. Fiquei só olhando, sério, mantendo a pose. Já tinha mandado um dos meus funcionários deixar uma bebida e dois copos por ali quando ela terminou, servi pra nós dois ela aceitou sem cerimônia. Tava tudo em silêncio depois do trago. Ela de pé, encostada, olhando o horizonte. E eu sentado, calado, absorvendo. De longe, dava até pra ouvir um passarinho teimoso cantando no fio da luz.

