Caneta: Fui informado que ela tava lá. Na arquibancada improvisada do campinho, gritando, vibrando, vivendo e algo em mim... virou não tinha nada demais. Era só um jogo mais um domingo qualquer no morro. Mas eu quis ver com meus próprios olhos. Desci devagar, no carro, sem alarde. Estacionei longe, deixei o rádio desligado. Fui a pé até uma das beiradas do campinho, onde o povo finge que não olha, mas vê tudo e vi ela de pé na arquibancada de tijolo e madeira, de short surrado e camiseta larga, com o cabelo preso de qualquer jeito e o riso solto como vento de fim de tarde. Torcendo, gritando, xingando o juiz (o moleque de 13 anos que m*l sabia apitar). Vibrando de verdade. A alegria dela me pegou no meio do peito. Não era pra mim mas mesmo assim…bateu. E o ciúme? Ah… esse cresc

