Florela: Então, foi segunda por aqui. Não soube se tinha ganhado o jogo. O afastou o jogador, mas no fundo só queria que ele não tivesse sumido. A aula tinha acabado. O Breninho falava qualquer coisa do jogo, da oficina, da vida... Mas minha cabeça já tava em outro lugar. A gente descia o morro devagar, rindo de bobeira, quando um carro preto parou do outro lado da rua. Vidro fumê farol alto. Sinal de luz — três vezes. Não precisei ver muito pra saber quem era. Só dei um sorriso de lado, curto, contido. — Vou nessa, Breno. — Breninho: De novo esse carro? — Fica tranquilo. Ele quis insistir, mas conhecia meu tom. Me despedi, segui direto, sem hesitar. A porta de trás se abriu com aquele clique seco. Entrei silêncio só o som do ar-condicionado e do motor redondo demais pra

