Prólogo
A festa está realmente linda, olho tudo com admiração e atenção, junto as mãos e sorrio satisfeito, meu pai não podia negar que não sou bom em organizar festas porque ficou ótimo, com a ajuda da minha mãe , claro.
– Senhorita, senhorita – , exclama uma das atendentes, avançando em minha direção.
Eu me viro completamente para encará – la.
– O que está acontecendo? – Pergunto, olhando para ela confuso.
– O Sr. Lombardi está aqui – , ela me diz nervosamente.
Meu peito se abre de emoção, nosso convidado especial, Sr. Lombardi, havia chegado, ah não quero imaginar minha irmã quando eu o ver, será que ele vai mesmo pedir a mão da minha irmã? Por mais que eu tentasse convencê – la de que ela não poderia passar a vida se casando assim, embora a maioria dos casamentos fossem assim, eu esperava que ela quisesse algo diferente, mas de jeito nenhum, ela vive uma vida normal.
– Já vou, diga ao meu pai – , ordeno, e corro em direção à porta. Paro bem em frente à porta, prendo o cabelo e deixo – o por cima do ombro. Tomo coragem e abro a porta, minha mãe diz que eu deveria ser mais delicado, tenho tendência a ser muito desajeitado, não me importo como os outros me veem mas olha, sou de uma família grande, tenho que me comportar de acordo.
O loiro alto de olhos cinzentos espera pacientemente relaxado na porta, nos dedos tem um rosário que acaricia com a ponta dos dedos repetidas vezes.
– Boa noite, sejam bem – vindos – , saúdo, baixando a cabeça e me afastando da porta para eles passarem, já que há dois caras atrás deles.
– Boa noite – , ele responde, com a voz grossa e autoritária. E tem uma certa segurança. Ele dá um passo e os dois homens atrás dele fazem o mesmo.
Quando ele entra, seus olhos não desviam os meus, estranhamente não desvio o olhar, sei que deveria fazer isso por educação mas não gosto de me sentir intimidada.
– Obrigado – , ele murmura e eu aceno.
– Você quer ver meu pai ou quer ir ao jardim? – te pergunto.
– Muito gentil, quero ver seu pai – , diz ele sério.
Dou – lhe um pequeno sorriso, muito falso, na verdade. – Siga – me – , eu ordeno.
Avanço em direção à sala, meus calcanhares estalando a cada degrau, subo as escadas para chegar ao escritório de meu pai, no caminho não me atrevo a olhar se ele ainda está atrás de mim, seus passos me confirmam. Se bem me lembro, conheço ele de uma festa que fomos com meu pai, ele sempre sai com a gente, sem medo, porque é respeitado por todos e tem muitos relacionamentos.
– Está aqui – , eu digo, abrindo a porta do escritório. – . – Com licença, pai, – eu digo quando entro. – . O senhor Lombardi já está aqui – , aviso, avançando em sua direção.
– Oh, obrigado, querido – , ele exclama, levantando – se da cadeira. – . Como vai tudo? – me pergunta.
– Você deveria me dar dez – , eu pisco para ele, divertida.
– Não me diga – , ele parece consternado. – . – Você vai para a universidade para aprender a preparar festas? – , ele me censura.
– Pai – , eu rosno, fingindo estar triste.
Ele inclina o braço e eu o deixo envolver meus ombros. – E aí, eu só estava brincando, princesa – , ele beija minha cabeça.
– Bem, vou deixar você, tenho uma festa para organizar. – Sorrio para ele, divertida, enquanto me afasto.
– Claro.
Balanço a cabeça em despedida do Sr. Lombardi, que me olha de forma estranha, mas eu o ignoro. Desço as escadas correndo e vou em direção à cozinha, grande e espaçosa.
– Chegou a bebida especial da Itália? – Pergunto, batendo as palmas das mãos no balcão.
– Sim senhorita.
– Perfeito – , exclamo, virando – me. – . – Preciso que alguém esteja na porta em quinze minutos, os convidados continuarão chegando – , exclamo antes de subir para o meu quarto.
Minha mãe está se arrumando junto com minha irmã, já que sou a última já que sou a organizadora da festa, a ideia foi minha, bom, eu queria saber como era fazer isso, mamãe reclamava.
Entro no meu quarto e caminho em direção à minha cama, mas de repente sinto mãos na minha cintura me fazendo soltar um grito curto enquanto ele cobre minha boca com a mão.
– Sou eu, shh – , diz ele, me liberando lentamente.
Viro – me para ver quem é e abro os olhos em estado de choque.
– Lênin? Pelo amor de Deus, o que diabos você está fazendo aqui? – Pergunto sussurrando.
– Isso não importa – , ele me puxa pela cintura. – . – Eu vim para ficar com você – , ele me beija.
Eu cortei o beijo.
– Deus, não, Lenin – , murmuro. – . Eles poderiam te matar, entendeu?
– Entre como de plantão – , ele segura meu rosto com as duas mãos. – . – Estarei na festa como um deles – , ele me beija novamente, mas dessa vez com mais intensidade, suas mãos descem até minha cintura e descem até tocar minha b***a.
– Ei – , eu digo, afastando – o. – . Desça, quero você vivo – beijo seus lábios brevemente e o pego pelos braços, guiando – o até a porta. – . Com cuidado.
Fecho a porta e suspiro, ele é louco, mas eu o amo, não temos tanto tempo para dizer que o amo, ele é um ótimo menino, só espero que quando chegar a hora meus pais o aceitem.
Entro no banheiro e tomo banho novamente, já que já tinha feito isso antes, depois saio e me visto para a festa. Meu vestido é branco, chega acima dos joelhos, não revela nada além dos meus ombros nus, não é tão justo para não ter dificuldade em andar rápido, meus saltos são médios e da mesma cor, como eu tenho a pele levemente escura. Que meu pai gosta de usar cores que contrastem com a minha pele mulata.
Desço e me certifico de que está tudo bem antes de sair para o jardim, no caminho encontro Lenin carregando algumas bebidas, muito esperto.
– Filha – , ouço a voz da minha mãe e procuro – a com os olhos.
Avanço em direção a ela e faço um gesto de menininha balançando meu corpo com entusiasmo.
– Você gosta?
– Amei, você só precisava ser mais sexy – nós dois rimos do comentário.
– Eu já volto – , digo a ele.
Eu me afasto dela para ir até a cozinha e fingir que monitoro as coisas, quando na verdade queria ter certeza de que meu namorado não estava se metendo em problemas.
Volto para o jardim, mas encontro o Sr. Lombardi, sorrio para ele continuar, ele sorri de volta para mim, mas de grande satisfação.
Passo e começo a procurar minha família, vejo eles ao longe discutindo secretamente, não entendo nada então corro para me aproximar mas vejo minha irmã correndo em direção a casa, olho para meus pais e depois para ela , Faço a mesma coisa várias vezes até decidir ir atrás dela.
Eu corro atrás dela.
– Mariella! – Grito para ela parar, mas ela sobe as escadas correndo, ainda de salto alto.
– O que está acontecendo? – Pergunto, pisando em seus calcanhares.
– Deixe – me Carina – , ela ordena irritada.
– Fale comigo – , insisto.
De repente ele se vira para me ver. – Ele te ama! – ele grita, e entra em seu quarto, batendo a porta.
Ele me ama?
Olho para a porta com a testa franzida, ainda sem conseguir assimilar nada.
ELE ME AMA!?