23. Sarah

1120 Words

A casa estava silenciosa demais. Entrei devagar, fechei a porta sem fazer barulho e fui direto pro quarto. Minha mãe não apareceu. Meu pai também não. Mesmo assim, eu andei leve, como sempre. Tirei o uniforme, coloquei uma camiseta velha e sentei na cama com o celular na mão, encarando a tela como se ela fosse decidir minha vida por mim. A resposta do Caique veio rápido. "Pode. Amanhã depois do teu serviço. Te busco." Eu li duas vezes. "Te busco." Meu estômago apertou. Não era medo dele. Era medo do que isso significava: eu indo pra casa deles de novo, com horário marcado, como alguém que tem compromisso. Como alguém que é esperado. E, ao mesmo tempo, eu senti uma coisa que quase parecia alívio. Eu digitei: "Tá." Apaguei. Digitei: "Tudo bem." Apaguei também. No fim, mandei só:

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