— Eu não vou te enrolar. Eu preciso de alguém com o Kevin em alguns horários. Principalmente no fim da tarde e em noite que eu precisar sair. Minha mãe ajuda, mas não dá pra jogar tudo em cima dela. E eu quero uma pessoa de confiança. Você. Eu respirei fundo, tentando manter a voz firme. — E como seria isso... na prática? Ele encostou na parede, braços cruzados, como se estivesse tratando de algo sério, e estava. — Buscar ele quando precisar, ficar com ele aqui em casa, dar comida, banho se for o caso, ajudar com rotina. Ele dorme cedo. Você não precisa ficar rodando na rua com ele. É aqui, dentro de casa. Seguro. E eu pago por semana, certinho. A forma como ele disse "seguro" fez um nó estranho se formar na minha garganta. Eu me forcei a continuar no lado prático, porque era o único

