A brincadeira foi indo, e eu fui esquecendo, aos poucos, que eu estava "tentando dar conta". Eu só... estava ali. Fazendo o que ele pedia. Respondendo do jeito mais simples possível. Sem gritar, sem assustar, sem corrigir cada coisa que ele falava. Eu percebi que ele não precisava disso. Ele precisava de atenção. No meio da brincadeira, ele parou de repente e olhou pro corredor, como se fosse ouvir o pai. Depois voltou pra mim. — Você vai embora? A pergunta veio do nada, mas não era do nada. Era do jeito que ele falava quando queria garantir que algo não sumia. — Eu vou daqui a pouco, quando seu pai voltar. — Mas depois você volta? — Volto. — Promete? — Prometo. Ele ficou me olhando como se estivesse tentando medir se promessa era de verdade. Eu sustentei o olhar e não desci os ol
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