Luz, câmera, ação

3552 Words
  B U C K Y Eu não percebi direito quando minha consciência voltou, mas abrir os olhos foi algo doloroso. As luzes do lugar onde eu estava eram fortes demais e, a temperatura do meu corpo não era igual a do ambiente. Um calafrio percorreu minha pele e eu estremeci sentindo o sangue voltar a circular em minhas veias e a pulsação voltar ao meu corpo. Passei os olhos pelo local e vi o Rei de Wakanda à minha frente, com as mãos nos bolsos e uma expressão indiferente. Eu não sabia o que pensar ou falar, então continuei parado até meu corpo se acostumar com o ambiente. — Consegue me ouvir? Você está bem? Ele perguntou e eu fiz um leve aceno de cabeça afirmando que estava tudo bem. Será que ele achou algo que me livre dos domínios da Hidra? — Você vai se cuidar agora e, em meia hora eu vou te dar as respostas para as possíveis perguntas em sua mente. — ele me tranquilizou — Salazar irá te levar até seus aposentos. O lugar onde o baixinho me levou era pequeno, porém aconchegante. Tinha uma cama de solteiro, um pequeno guarda-roupas e um pequeno banheiro. No guarda-roupas, algumas roupas simples estavam ali. Tomei um banho frio, ainda tentando me acostumar com a temperatura ambiente, e vesti uma calça jeans, uma blusa preta e, com um pouco de dificuldade, calcei o tênis. Meu cabelo estava uma zona, mas eu os penteei para trás. Meu reflexo no espelho não era dos melhores e eu tinha um braço a menos que as pessoas normais, mas tudo bem. Não quero nada que me lembre a Hidra. — Deve estar se perguntando por quê eu te descongelei. — T'Challa disse depois que eu estava sentado em seu escritório, com uma caneca de café na mão — É, confesso que não sei que resposta esperar. — Primeiro, gostaria de te informar coisas que aconteceram, durante esse tempo congelado. Steve e Tony estão de trégua. — Menos m*l. — Nem tanto assim. Descobrimos que a namorada do Tony trabalhava para a Hidra e, assim como você, sua cabeça era manipulada. — Espera! — eu analisei — Tony está namorando a Víbora? — Ela tinha a missão de roubar informações dele. Mas isso, ela mesmo irá te explicar. Ele apertou um botão e o>— Oi, Bucky. — Steve disse com sua voz calma — Olá, Barnes. — Víbora me cumprimentou — Deve estar se perguntando o quê queremos com você. Há pouco mais de dois anos atrás eu fui recrutada para uma missão: roubar informações de Tony Stark, passá-las para o inimigo e, assim, causar a terceira guerra mundial. Como pode ver, houveram reviravoltas e eu estou trabalhando com os Vingadores. — Mas, as informações foram passadas mesmo assim, e precisamos recuperá-las. — Steve completou o raciocínio — O plano é atacar a minha antiga base, mas para isso, precisamos hackear o secretário do gabinete do senador. Quanto à isso, fique tranquilo. Está em andamento. — Precisamos de você para ajudar Kayla e destruir a Hidra. Você tem uma chance de fazer diferente, amigo. E, então, o que vai fazer? A imagem congelou e eu tentei assimilar cada informação recebida. — Você também vai ajudar nisso? — olhei para T'Challa — Meu povo já foi muito machucado com guerras. O que eu puder fazer para impedir mais uma, farei. — ele assegurou — E, vocês querem a ajuda de um homem maneta? — levantei uma sobrancelha — Quanto à isso, não se preocupe. Vamos resolver isso. — Minha mente não é segura. — Assim como a de Kayla também não é, mas precisamos arriscar. — E se nós formos corrompidos? — Minha equipe está trabalhando juntamente com os melhores profissionais, para tentar reverter isso. — Vão arrancar a Hidra da minha cabeça? — Por enquanto, os estudos não chegaram à um resultado. Mas, o mais breve que podemos fazer, é inserir uma trava de segurança. — Como assim? — O caderno vermelho que estava com Zemo foi roubado, mas não antes de eu copiar algumas páginas. Eles têm o controle de vocês e eu também. — Está falando de ativar o modo soldado e nos enviar com uma missão? — É o único jeito que achei deles não corromperem vocês. — O que os outros acham disso? — questionei pensativo — Ainda não tive tempo de falar sobre isso. — Tudo bem, eu tô dentro. Vamos m***r esse parasita.                     K A Y L A Entrei na Starbucks e avistei a mulher ruiva sentada numa mesa mais afastada. Caminhei até lá roubando alguns poucos olhares dos funcionários do local e me sentei de frente para a mulher. — Bom dia. — me lembrei dos bons modos — Você é uma cretina por me fazer vir aqui. — ela resmungou e o garçom se aproximou de nós — Bom dia, o que deseja? — ele me lançou um sorriso educado — Um café com leite e um croissant de queijo, por favor. A bebida com mais leite. — disse sorrindo — Sim, senhora. — ele se retirou sorrindo — Você tinha a opção de negar. — disse vendo-a tomar seu café — Você disse "Tony" e eu perdi a sanidade. Mas já estou começando a me arrepender. O mesmo garçom sorridente veio me servir e disse que eu poderia chamá-lo sempre que quisesse. Isso fez a ruiva à minha frente revirar os olhos. — Por que os homens estão sempre babando em você? — ela questiona — Não viemos discutir isso. Preciso da sua ajuda. — Achei que fosse pelo Tony. — Nós iremos para uma missão que talvez seja suicida para mim. — O que te faz pensar que eu ficaria triste? — Não ligo se for suicida pra mim, o problema é eles voltarem a me controlar e eu acabar matando os Vingadores. — ela arregalou os olhos — Sim, eu poderia fazer isso. — Quer que eu a ajude a tirá-los da sua cabeça? Como? — Você tem os melhores funcionários e os melhores especialistas. Pode se juntar à uma outra pessoa, do outro lado do mundo, e salvar Tony e o resto do grupo. — Certo, mas eu estou às cegas. Não sei como começar. — Fique tranquila. — disse tomando minha bebida pela metade — Ao aceitar, receberá um email com tudo o que precisa saber para continuarmos nos falando e como começar. — Tudo bem, eu aceito. — ela confirmou — Ótimo, agora eu preciso voltar. — disse embrulhando meu croissant no guardanapo e levantando — Se Tony descobrir que saí, alguém se dará m*l por estar me ajudando. Ah, prometo que te reembolso. — disse antes de sair sem pagar                    W A N D A Assim que cheguei na sala, avistei Tony, Sam, Steve e Visão. Tony e Visão jogavam xadrez e Steve assistia ao noticiário ao lado de Sam. Todos me olharam e me cumprimentaram, fazendo eu me sentir culpada e quase pôr tudo a perder. — Não vi Kayla hoje. — Sam comentou — Eu fui levar o café dela e ela disse que não tá afim de sair do quarto. Disse estar com dor de cabeça. — tentei soar o mais casual possível — Dor de cabeça? Sei. — Tony resmungou — Ou talvez seja a indisponibilidade dela de correr o risco de discutir com você. — Steve alfinetou — É, talvez seja. — ele deu de ombros e Natasha entrou no ambiente — Onde Kayla está? — a ruiva perguntou — No quarto dela. — afirmei — Acabei de vir de lá. Tá tudo vazio. Nesse exato instante, todos os presentes olharam para mim com olhar de dúvida e acusação. m***a! É isso que a gente ganha por tentar acobertar quem a gente gosta. — Ué, mas ela se queixou de dor e disse que não levantaria. — reforcei — Wanda, se você estiver acobertando-a, saiba que... Tony começou a falar, mas se calou assim que Kayla cruzou o ambiente, trajando sua roupa de ginástica e bandagens nas mãos e nos pés. Ela, casualmente, se aproximou do balcão da cozinha e pegou uma maçã, logo saindo em seguida. — Parece que a dor passou. — Visão comentou — Ou, talvez, ela só quisesse ficar sozinha. — Sam rebateu — Vou falar com ela. — Steve levantou e seguiu pelo caminho que ela traçou                     B R U C E Olhei mais uma vez e conferi exame por exame, me certificando de que todos estariam ali. Não quero falhar com Kayla e nem com todos os meus amigos. Pelo bem de todos, eu preciso tirar a vantagem que a Hidra tem sobre nós. — Você não sai mais deste lugar. — ouvi a voz de Tony, mas continuei a enviar os emails, me certificando de que ele não iria xeretar — Irônico você ser a pessoa a chamar minha atenção. — digo indiferente e fecho o notebook — Vou começar a trabalhar no programa de encriptação. — o olhei e ele havia se sentado, ligando seu computador central — Sexta-feira, vamos trabalhar. — Sim, chefe. — a voz eletrônica respondeu — Acha que demora? — pergunto fingindo interesse — Sabe que não. Amanhã mesmo iremos atacar. — ele disse fazendo alguns cálculos — Já avisou Kayla sobre isso? Ela precisa se preparar. — Avisarei quando tudo estiver pronto. — Tony, o que ela disse... — ele me olhou e eu procurei uma boa maneira para prosseguir — Sabe que é verdade, não sabe? — Sobre eu estar me fazendo de vítima? — Sabe que não estou falando disso. O silêncio se instalou no local e, por um tempo, achei que ele não fosse me responder. Tony me encarava nos olhos, permitindo-me vê-lo por inteiro. Ele estava sofrendo com isso, mas também sofria por acreditar nela. — Eu sei que uma parte dela me ama, mas eu não sei qual parte. Ele suspirou e baixou o olhar por alguns segundos, enquanto pensava em algo. Estava sendo verdadeiro. — Existem duas dela e eu não sei qual é mais forte. Não sei qual realmente ela pode ser. — Podemos tentar... — ele me interrompeu — Eu já estou tentando, Bruce. — ele voltou a me olhar — Sexta-Feira está trabalhando na melhor das hipóteses. — Conte comigo. — o apoiei                     K A Y L A — De novo! — disse ao ver Sam ser levado ao chão — É sério isso? — ele esbravejou e se levantou — É o Capitão América. Não dá para derrubá-lo. — resmungou — Vá tomar uma água, então. — disse subindo ao ringue — Nada pessoal, Sam. — Steve sorriu e Sam desceu revirando os olhos — Pra Hidra, nada é impossível. — comecei meu papinho motivacional — A força não ganha uma guerra sozinha. Ela deve se aliar à inteligência. — comecei a rodear Steve Demorou um pouco, mas Steve se tocou de que eu era a ameaça e subiu a guarda para mim. Eu continuei caminhando por sua volta. — É assim desde os primitivos. Não se ganha nada na pura força bruta. Deve-se estudar seu oponente. Qualé, Sam! Você luta ao lado do Steve há anos. — O que quer dizer? — Sam questionou nos olhando Ameacei uma cabeçada em Steve, que veio tentar sua tática de socar a costela e logo depois o rosto. Quando ele veio, eu estava pronta. Segurei seu punho e lhe dei uma banda, fazendo-o estalar as costas no tatame. Coloquei o pé direito em seu peito, sem forçar, apenas mostrando domínio. — Que devia prestar mais atenção nas pessoas. — virei a cabeça para o lado, notando a presença de Natasha e Hill — Eu disse que ela o derrubaria. Tá me devendo quinze dólares. — Natasha disse — É, ela é boa. — Maria comentou — Que bom que gostaram. — tirei o pé de cima de Steve e o ajudei a levantar — Precisa renovar seus golpes. Você pensa demais. — Obrigado pela dica. — ele agradeceu um pouco m*l humorado — Stark quer você na oficina dele agora. — Nat disse e eu pisquei tentando assimilar — Quem disse isso? — Ele mesmo. — Maria confirmou — Vai lá. — ouvi Cap me encorajar — Vai continuar treinando-o? — Não se preocupe. Vai. Respirei fundo e desci do tatame, caminhando até a porta, pegando uma toalha no móvel que havia no caminho. Tony já deve ter acabado o programa que nos ajudará a descobrir a base da Áustria. O que me surpreende é o fato de ele querer ficar sozinho comigo num lugar. O que tá pegando? Respirei fundo e entrei no laboratório, vendo-o sozinho no meio de uma representação holográfica. Parecia um cérebro e um programa juntos. Era tudo muito complexo. Não faço ideia de como ele ainda não ficou louco. — Com licença, Tony. — disse após pendurar a toalha suada no pescoço — As meninas me disseram que você queria me ver. — O programa está pronto. — ele diz fazendo um gesto e fazendo todo o holograma sumir — Ah, que bom. — engoli seco — Quero ouvir o que pretende fazer. — ele sentou e me olhou — Quer mesmo? — tentei não fazer uma careta — Não quer me contar porque tá tramando ou porque tem medo da minha reação? — ele perguntou e eu baixei o olhar, um tanto culpada — Essa é a sua chance de me mostrar suas faces. Kayla, Carol, Camila, tanto faz quem você foi. — ele deu de ombros — No momento, quero tentar entender quem você é. Me aproximei alguns passos e me encostei na mesa, pensando no que estava acontecendo. Tony Stark estava propondo uma trégua. Trégua para o bem de todos, literalmente. — O que você fará com Natasha ao seu lado? — ele questiona — Um homem não faz o que uma mulher é capaz de fazer. — digo com o olhar baixo — Tá me dizendo que pretende seduzir o tal secretário. — ele entende — Certo. Como vai copiar os arquivos? — Natasha o tem observado. Ele tem um pequeno apartamento no centro, mas vive em bordéis. Ele irá à uma boate para influenciar homens importantes para contribuir com o começo dessa guerra. Eles precisam de recursos e, acredite em mim, conseguirão. — Entendi. Enquanto uma se infiltra nessa reunião, presumo que a outra esteja em seu apartamento. E se alguma coisa der errado? Você precisa de apoio nisso. — Você chama muita atenção, por isso, estava treinando Steve e Sam para irem comigo. — Está me dizendo que você será a que invade a boate? — Exato. — E se ele te reconhecer? — Ele não vai, fique tranquilo. — Certo. Hill acompanha Natasha nessa? — É melhor. — confirmo — Ok. — ele respira fundo e estende a mão, onde o pequeno pen drive está. Ergo a mão e o pego — Estarei observando tudo. — Certo. Atacaremos ainda hoje. + + + Olhei para a mulher à minha frente, demorando para reconhecê-la. A mulher ruiva me olhava com seus olhos cor de mel, fazendo-me pensar de onde ela veio. Ela aparentava estar decidida e segura, mas eu não estava assim. A mulher era eu. O espelho me dizia algo diferente do que eu sentia. A cinta liga complementava o look sexy e deixava meu corpo extremamente marcado. Me peguei tentando lembrar o que mamãe diria ao me ver assim, mas espantei esse pensamento. Já fazem anos e eu nunca havia pensado assim, não seria agora que pensaria. Aquela Kayla de sessenta anos atrás morreu e aqui está a Víbora. Coloquei a máscara n***a cobrindo parte do rosto e saí daquele camarim pisando firme com meus saltos. Nesse momento, todas as minhas inseguranças somem e eu assumo o lugar de outra pessoa. Talvez eu não tenha um lugar no mundo. — Imagino que Steve não esteja muito à vontade. — ouvi a baixa risada da Nat pelo comunicador — Concentre-se na sua missão, Romanoff. — Steve rebateu — Já está quase concluída, meu caro Rogers. — Parem de discutir na minha cabeça. — disfarcei — Ela tem razão. — a voz de Tony quase me fez travar — Calem a boca e a deixem trabalhar. A boate estava cheia de magnatas e strippers. Acho que já vi uns três homens de confiança do secretário de segurança se esfregando com umas ninfetas e eu tive que controlar o vômito. Caminhei entre todas aquelas pessoas ouvindo várias palavras obscenas em relação à mim e, logo, me aproximei do grupo que eu queria. Inácio Herrera estava sentado num canto reservado da boate com mais três homens importantes do gabinete da presidência. — Alvo encontrado. — disfarcei parando no bar — Estamos indo de encontro a você. — ouvi Sam — Não. Fiquem próximos às saídas. — Tem certeza? — Steve perguntou preocupado — Tenho. — confirmei — Natasha? — Últimos ajustes. Te aviso assim que possível. — Certo. Minha hora chegou. — vi o sorriso estampado na cara de Herrera — De acordo com o que tô vendo, já conseguiu o que queria. Montei a bandeja com copos e uma garrafa de Johnnie Walker. Comecei a me aproximar e passei pelas cortinas vermelhas e transparentes, chegando no cômodo privado. Tranquila, comecei a serví-los. — Senhores, esse é o começo de uma longa parceria. — Inácio disse sorrindo e propondo um brinde — Dance para nós, querida. — um dos homens pôs um bolo de dólares em minha meia Com o coração cheio de ódio, sorri doce e subi no pequeno palco que ali havia. Algumas meninas entraram e se sentaram em suas pernas, observando atentamente meus passos no pole dance. — Mais uma coisa que eu não sabia que você fazia tão bem. — ouvi a voz de Tony e meu abalo quase se tornou visível — Tá conseguindo acompanhar bem das câmeras, Tony? — Steve questionou — Melhor que vocês. — Vacilo. — Sam resmungou — Se liguem, babões. Hill e eu já estamos de saída. Serviço concluído com êxito, Kayla-Carol. — Ótimo. Sai daí, Kayla. — Steve diz — Ela não pode sair saindo desse jeito. Vocês não entendem nada de espionagem. — Nat resmungou — Já estamos à caminho do Complexo, Stark. Pode sair do esquema de segurança. — Ok, tô saindo. Ignorei a conversa vinda do meu comunicador e desci lentamente do palco, sentando-me no colo do tal Inácio. Ele sorriu para mim. — Deixe-me ver seu rosto. — ele sussurrou em meu ouvido Neguei com um gesto de cabeça e as meninas foram levando os homens para os ambientes particulares, deixando apenas nós dois. — Por favor, deixe-me vê-la. Sem opções, retirei lentamente a máscara do meu rosto e notei Inácio me olhar admirado. Seu sorriso era extremamente malicioso e seus dedos tocaram minha bochecha, num carinho bem lento. — Você está ainda mais linda, Víbora. Congelei com um sorriso doce no rosto, enquanto calculava rapidamente o que fazer. — Ele te reconheceu, Kayla. Sai daí agora. — Tony disse nervoso — Vamos, Steve. — Sam disse, também nervoso — Ela é experiente, galera! — Natasha se meteu — Esperem o sinal dela! Agradeci mentalmente por ter Natasha ao meu lado nessa e troquei meu sorriso doce por um sorriso maquiavélico. — Não me lembro da última vez que nos vimos. Como se chama? — mantive minha postura confiante — Inácio Herrera. Dá última vez que eu a vi, você estava morena, cacheada e num site de fofoca ao lado de Tony Stark. — disse acariciando meus cabelos ruivos — É, mas eu estou fugindo, agora. — Eu sei. — ele manteve o sorriso — Quanto me dariam de recompensa por devolvê-los sua Víbora Preciosa? — Kayla, sai daí agora! — ouvi Tony em meu comunicador — Esperem, crianças. — Nat controlava os ânimos — Quer me levar de volta? — mantive o sorriso — Me leva. Me levantei de seu colo e fiquei encarando-o com os braços cruzados. Inácio deu uma baixa risada e tomou mais um gole de seu uísque. — O que está fazendo, Kayla? — ouvi Steve questionar — Você vem comigo. — ele levantou — Steve, prepare o carro. Sam, me espera do lado de fora. — comandei — Agora! — Obedeçam! — Nat reforçou — Não está sozinha. — Inácio sorriu Cinco segundos depois, Inácio começou a tossir e a fazer careta. De pé, eu o vi tombar e cair sentado naquele sofá de couro, tentando tragar o ar, sem êxito. Meu sorriso maquiavélico se fortaleceu quando vi o mesmo parar de respirar e seus olhos sem vida. Coloquei minha máscara e o arrastei até o banheiro, colocando-o numa cabine com restos de drogas ao seu lado. Daria para enrolar até a invasão. Saí caminhando em passos tranquilos e, logo, cheguei do lado de fora da boate. Sam me envolveu num sobretudo preto e nós fomos abraçados até o carro, onde Steve fingiu ser motorista e abriu a porta traseira para nós. — Você envenenou o copo dele. — ouvi Tony dizer — Consegui a cópia da lista dos aliados. — disse tirando o papel amassado do sutiã — Ótimo. — Steve disse arrancando com o carro — Vamos para casa.
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