B U C K Y
Eu não percebi direito quando minha consciência voltou, mas abrir os olhos foi algo doloroso. As luzes do lugar onde eu estava eram fortes demais e, a temperatura do meu corpo não era igual a do ambiente.
Um calafrio percorreu minha pele e eu estremeci sentindo o sangue voltar a circular em minhas veias e a pulsação voltar ao meu corpo.
Passei os olhos pelo local e vi o Rei de Wakanda à minha frente, com as mãos nos bolsos e uma expressão indiferente. Eu não sabia o que pensar ou falar, então continuei parado até meu corpo se acostumar com o ambiente.
— Consegue me ouvir? Você está bem?
Ele perguntou e eu fiz um leve aceno de cabeça afirmando que estava tudo bem.
Será que ele achou algo que me livre dos domínios da Hidra?
— Você vai se cuidar agora e, em meia hora eu vou te dar as respostas para as possíveis perguntas em sua mente. — ele me tranquilizou — Salazar irá te levar até seus aposentos.
O lugar onde o baixinho me levou era pequeno, porém aconchegante. Tinha uma cama de solteiro, um pequeno guarda-roupas e um pequeno banheiro. No guarda-roupas, algumas roupas simples estavam ali.
Tomei um banho frio, ainda tentando me acostumar com a temperatura ambiente, e vesti uma calça jeans, uma blusa preta e, com um pouco de dificuldade, calcei o tênis. Meu cabelo estava uma zona, mas eu os penteei para trás. Meu reflexo no espelho não era dos melhores e eu tinha um braço a menos que as pessoas normais, mas tudo bem. Não quero nada que me lembre a Hidra.
— Deve estar se perguntando por quê eu te descongelei. — T'Challa disse depois que eu estava sentado em seu escritório, com uma caneca de café na mão
— É, confesso que não sei que resposta esperar.
— Primeiro, gostaria de te informar coisas que aconteceram, durante esse tempo congelado. Steve e Tony estão de trégua.
— Menos m*l.
— Nem tanto assim. Descobrimos que a namorada do Tony trabalhava para a Hidra e, assim como você, sua cabeça era manipulada.
— Espera! — eu analisei — Tony está namorando a Víbora?
— Ela tinha a missão de roubar informações dele. Mas isso, ela mesmo irá te explicar.
Ele apertou um botão e o>— Oi, Bucky. — Steve disse com sua voz calma
— Olá, Barnes. — Víbora me cumprimentou — Deve estar se perguntando o quê queremos com você. Há pouco mais de dois anos atrás eu fui recrutada para uma missão: roubar informações de Tony Stark, passá-las para o inimigo e, assim, causar a terceira guerra mundial. Como pode ver, houveram reviravoltas e eu estou trabalhando com os Vingadores.
— Mas, as informações foram passadas mesmo assim, e precisamos recuperá-las. — Steve completou o raciocínio
— O plano é atacar a minha antiga base, mas para isso, precisamos hackear o secretário do gabinete do senador. Quanto à isso, fique tranquilo. Está em andamento.
— Precisamos de você para ajudar Kayla e destruir a Hidra. Você tem uma chance de fazer diferente, amigo. E, então, o que vai fazer?
A imagem congelou e eu tentei assimilar cada informação recebida.
— Você também vai ajudar nisso? — olhei para T'Challa
— Meu povo já foi muito machucado com guerras. O que eu puder fazer para impedir mais uma, farei. — ele assegurou
— E, vocês querem a ajuda de um homem maneta? — levantei uma sobrancelha
— Quanto à isso, não se preocupe. Vamos resolver isso.
— Minha mente não é segura.
— Assim como a de Kayla também não é, mas precisamos arriscar.
— E se nós formos corrompidos?
— Minha equipe está trabalhando juntamente com os melhores profissionais, para tentar reverter isso.
— Vão arrancar a Hidra da minha cabeça?
— Por enquanto, os estudos não chegaram à um resultado. Mas, o mais breve que podemos fazer, é inserir uma trava de segurança.
— Como assim?
— O caderno vermelho que estava com Zemo foi roubado, mas não antes de eu copiar algumas páginas. Eles têm o controle de vocês e eu também.
— Está falando de ativar o modo soldado e nos enviar com uma missão?
— É o único jeito que achei deles não corromperem vocês.
— O que os outros acham disso? — questionei pensativo
— Ainda não tive tempo de falar sobre isso.
— Tudo bem, eu tô dentro. Vamos m***r esse parasita.
K A Y L A
Entrei na Starbucks e avistei a mulher ruiva sentada numa mesa mais afastada. Caminhei até lá roubando alguns poucos olhares dos funcionários do local e me sentei de frente para a mulher.
— Bom dia. — me lembrei dos bons modos
— Você é uma cretina por me fazer vir aqui. — ela resmungou e o garçom se aproximou de nós
— Bom dia, o que deseja? — ele me lançou um sorriso educado
— Um café com leite e um croissant de queijo, por favor. A bebida com mais leite. — disse sorrindo
— Sim, senhora. — ele se retirou sorrindo
— Você tinha a opção de negar. — disse vendo-a tomar seu café
— Você disse "Tony" e eu perdi a sanidade. Mas já estou começando a me arrepender.
O mesmo garçom sorridente veio me servir e disse que eu poderia chamá-lo sempre que quisesse. Isso fez a ruiva à minha frente revirar os olhos.
— Por que os homens estão sempre babando em você? — ela questiona
— Não viemos discutir isso. Preciso da sua ajuda.
— Achei que fosse pelo Tony.
— Nós iremos para uma missão que talvez seja suicida para mim.
— O que te faz pensar que eu ficaria triste?
— Não ligo se for suicida pra mim, o problema é eles voltarem a me controlar e eu acabar matando os Vingadores. — ela arregalou os olhos — Sim, eu poderia fazer isso.
— Quer que eu a ajude a tirá-los da sua cabeça? Como?
— Você tem os melhores funcionários e os melhores especialistas. Pode se juntar à uma outra pessoa, do outro lado do mundo, e salvar Tony e o resto do grupo.
— Certo, mas eu estou às cegas. Não sei como começar.
— Fique tranquila. — disse tomando minha bebida pela metade — Ao aceitar, receberá um email com tudo o que precisa saber para continuarmos nos falando e como começar.
— Tudo bem, eu aceito. — ela confirmou
— Ótimo, agora eu preciso voltar. — disse embrulhando meu croissant no guardanapo e levantando — Se Tony descobrir que saí, alguém se dará m*l por estar me ajudando. Ah, prometo que te reembolso. — disse antes de sair sem pagar
W A N D A
Assim que cheguei na sala, avistei Tony, Sam, Steve e Visão. Tony e Visão jogavam xadrez e Steve assistia ao noticiário ao lado de Sam. Todos me olharam e me cumprimentaram, fazendo eu me sentir culpada e quase pôr tudo a perder.
— Não vi Kayla hoje. — Sam comentou
— Eu fui levar o café dela e ela disse que não tá afim de sair do quarto. Disse estar com dor de cabeça. — tentei soar o mais casual possível
— Dor de cabeça? Sei. — Tony resmungou
— Ou talvez seja a indisponibilidade dela de correr o risco de discutir com você. — Steve alfinetou
— É, talvez seja. — ele deu de ombros e Natasha entrou no ambiente
— Onde Kayla está? — a ruiva perguntou
— No quarto dela. — afirmei
— Acabei de vir de lá. Tá tudo vazio.
Nesse exato instante, todos os presentes olharam para mim com olhar de dúvida e acusação. m***a! É isso que a gente ganha por tentar acobertar quem a gente gosta.
— Ué, mas ela se queixou de dor e disse que não levantaria. — reforcei
— Wanda, se você estiver acobertando-a, saiba que...
Tony começou a falar, mas se calou assim que Kayla cruzou o ambiente, trajando sua roupa de ginástica e bandagens nas mãos e nos pés. Ela, casualmente, se aproximou do balcão da cozinha e pegou uma maçã, logo saindo em seguida.
— Parece que a dor passou. — Visão comentou
— Ou, talvez, ela só quisesse ficar sozinha. — Sam rebateu
— Vou falar com ela. — Steve levantou e seguiu pelo caminho que ela traçou
B R U C E
Olhei mais uma vez e conferi exame por exame, me certificando de que todos estariam ali. Não quero falhar com Kayla e nem com todos os meus amigos. Pelo bem de todos, eu preciso tirar a vantagem que a Hidra tem sobre nós.
— Você não sai mais deste lugar. — ouvi a voz de Tony, mas continuei a enviar os emails, me certificando de que ele não iria xeretar
— Irônico você ser a pessoa a chamar minha atenção. — digo indiferente e fecho o notebook
— Vou começar a trabalhar no programa de encriptação. — o olhei e ele havia se sentado, ligando seu computador central — Sexta-feira, vamos trabalhar.
— Sim, chefe. — a voz eletrônica respondeu
— Acha que demora? — pergunto fingindo interesse
— Sabe que não. Amanhã mesmo iremos atacar. — ele disse fazendo alguns cálculos
— Já avisou Kayla sobre isso? Ela precisa se preparar.
— Avisarei quando tudo estiver pronto.
— Tony, o que ela disse... — ele me olhou e eu procurei uma boa maneira para prosseguir — Sabe que é verdade, não sabe?
— Sobre eu estar me fazendo de vítima?
— Sabe que não estou falando disso.
O silêncio se instalou no local e, por um tempo, achei que ele não fosse me responder.
Tony me encarava nos olhos, permitindo-me vê-lo por inteiro. Ele estava sofrendo com isso, mas também sofria por acreditar nela.
— Eu sei que uma parte dela me ama, mas eu não sei qual parte.
Ele suspirou e baixou o olhar por alguns segundos, enquanto pensava em algo. Estava sendo verdadeiro.
— Existem duas dela e eu não sei qual é mais forte. Não sei qual realmente ela pode ser.
— Podemos tentar... — ele me interrompeu
— Eu já estou tentando, Bruce. — ele voltou a me olhar — Sexta-Feira está trabalhando na melhor das hipóteses.
— Conte comigo. — o apoiei
K A Y L A
— De novo! — disse ao ver Sam ser levado ao chão
— É sério isso? — ele esbravejou e se levantou — É o Capitão América. Não dá para derrubá-lo. — resmungou
— Vá tomar uma água, então. — disse subindo ao ringue
— Nada pessoal, Sam. — Steve sorriu e Sam desceu revirando os olhos
— Pra Hidra, nada é impossível. — comecei meu papinho motivacional — A força não ganha uma guerra sozinha. Ela deve se aliar à inteligência. — comecei a rodear Steve
Demorou um pouco, mas Steve se tocou de que eu era a ameaça e subiu a guarda para mim. Eu continuei caminhando por sua volta.
— É assim desde os primitivos. Não se ganha nada na pura força bruta. Deve-se estudar seu oponente. Qualé, Sam! Você luta ao lado do Steve há anos.
— O que quer dizer? — Sam questionou nos olhando
Ameacei uma cabeçada em Steve, que veio tentar sua tática de socar a costela e logo depois o rosto. Quando ele veio, eu estava pronta.
Segurei seu punho e lhe dei uma banda, fazendo-o estalar as costas no tatame. Coloquei o pé direito em seu peito, sem forçar, apenas mostrando domínio.
— Que devia prestar mais atenção nas pessoas. — virei a cabeça para o lado, notando a presença de Natasha e Hill
— Eu disse que ela o derrubaria. Tá me devendo quinze dólares. — Natasha disse
— É, ela é boa. — Maria comentou
— Que bom que gostaram. — tirei o pé de cima de Steve e o ajudei a levantar — Precisa renovar seus golpes. Você pensa demais.
— Obrigado pela dica. — ele agradeceu um pouco m*l humorado
— Stark quer você na oficina dele agora. — Nat disse e eu pisquei tentando assimilar
— Quem disse isso?
— Ele mesmo. — Maria confirmou
— Vai lá. — ouvi Cap me encorajar
— Vai continuar treinando-o?
— Não se preocupe. Vai.
Respirei fundo e desci do tatame, caminhando até a porta, pegando uma toalha no móvel que havia no caminho.
Tony já deve ter acabado o programa que nos ajudará a descobrir a base da Áustria. O que me surpreende é o fato de ele querer ficar sozinho comigo num lugar. O que tá pegando?
Respirei fundo e entrei no laboratório, vendo-o sozinho no meio de uma representação holográfica. Parecia um cérebro e um programa juntos. Era tudo muito complexo. Não faço ideia de como ele ainda não ficou louco.
— Com licença, Tony. — disse após pendurar a toalha suada no pescoço — As meninas me disseram que você queria me ver.
— O programa está pronto. — ele diz fazendo um gesto e fazendo todo o holograma sumir
— Ah, que bom. — engoli seco
— Quero ouvir o que pretende fazer. — ele sentou e me olhou
— Quer mesmo? — tentei não fazer uma careta
— Não quer me contar porque tá tramando ou porque tem medo da minha reação? — ele perguntou e eu baixei o olhar, um tanto culpada — Essa é a sua chance de me mostrar suas faces. Kayla, Carol, Camila, tanto faz quem você foi. — ele deu de ombros — No momento, quero tentar entender quem você é.
Me aproximei alguns passos e me encostei na mesa, pensando no que estava acontecendo. Tony Stark estava propondo uma trégua. Trégua para o bem de todos, literalmente.
— O que você fará com Natasha ao seu lado? — ele questiona
— Um homem não faz o que uma mulher é capaz de fazer. — digo com o olhar baixo
— Tá me dizendo que pretende seduzir o tal secretário. — ele entende — Certo. Como vai copiar os arquivos?
— Natasha o tem observado. Ele tem um pequeno apartamento no centro, mas vive em bordéis. Ele irá à uma boate para influenciar homens importantes para contribuir com o começo dessa guerra. Eles precisam de recursos e, acredite em mim, conseguirão.
— Entendi. Enquanto uma se infiltra nessa reunião, presumo que a outra esteja em seu apartamento. E se alguma coisa der errado? Você precisa de apoio nisso.
— Você chama muita atenção, por isso, estava treinando Steve e Sam para irem comigo.
— Está me dizendo que você será a que invade a boate?
— Exato.
— E se ele te reconhecer?
— Ele não vai, fique tranquilo.
— Certo. Hill acompanha Natasha nessa?
— É melhor. — confirmo
— Ok. — ele respira fundo e estende a mão, onde o pequeno pen drive está. Ergo a mão e o pego — Estarei observando tudo.
— Certo. Atacaremos ainda hoje.
+ + +
Olhei para a mulher à minha frente, demorando para reconhecê-la. A mulher ruiva me olhava com seus olhos cor de mel, fazendo-me pensar de onde ela veio. Ela aparentava estar decidida e segura, mas eu não estava assim.
A mulher era eu. O espelho me dizia algo diferente do que eu sentia.
A cinta liga complementava o look sexy e deixava meu corpo extremamente marcado. Me peguei tentando lembrar o que mamãe diria ao me ver assim, mas espantei esse pensamento. Já fazem anos e eu nunca havia pensado assim, não seria agora que pensaria. Aquela Kayla de sessenta anos atrás morreu e aqui está a Víbora.
Coloquei a máscara n***a cobrindo parte do rosto e saí daquele camarim pisando firme com meus saltos. Nesse momento, todas as minhas inseguranças somem e eu assumo o lugar de outra pessoa. Talvez eu não tenha um lugar no mundo.
— Imagino que Steve não esteja muito à vontade. — ouvi a baixa risada da Nat pelo comunicador
— Concentre-se na sua missão, Romanoff. — Steve rebateu
— Já está quase concluída, meu caro Rogers.
— Parem de discutir na minha cabeça. — disfarcei
— Ela tem razão. — a voz de Tony quase me fez travar — Calem a boca e a deixem trabalhar.
A boate estava cheia de magnatas e strippers. Acho que já vi uns três homens de confiança do secretário de segurança se esfregando com umas ninfetas e eu tive que controlar o vômito.
Caminhei entre todas aquelas pessoas ouvindo várias palavras obscenas em relação à mim e, logo, me aproximei do grupo que eu queria.
Inácio Herrera estava sentado num canto reservado da boate com mais três homens importantes do gabinete da presidência.
— Alvo encontrado. — disfarcei parando no bar
— Estamos indo de encontro a você. — ouvi Sam
— Não. Fiquem próximos às saídas.
— Tem certeza? — Steve perguntou preocupado
— Tenho. — confirmei — Natasha?
— Últimos ajustes. Te aviso assim que possível.
— Certo. Minha hora chegou. — vi o sorriso estampado na cara de Herrera — De acordo com o que tô vendo, já conseguiu o que queria.
Montei a bandeja com copos e uma garrafa de Johnnie Walker. Comecei a me aproximar e passei pelas cortinas vermelhas e transparentes, chegando no cômodo privado. Tranquila, comecei a serví-los.
— Senhores, esse é o começo de uma longa parceria. — Inácio disse sorrindo e propondo um brinde
— Dance para nós, querida. — um dos homens pôs um bolo de dólares em minha meia
Com o coração cheio de ódio, sorri doce e subi no pequeno palco que ali havia. Algumas meninas entraram e se sentaram em suas pernas, observando atentamente meus passos no pole dance.
— Mais uma coisa que eu não sabia que você fazia tão bem. — ouvi a voz de Tony e meu abalo quase se tornou visível
— Tá conseguindo acompanhar bem das câmeras, Tony? — Steve questionou
— Melhor que vocês.
— Vacilo. — Sam resmungou
— Se liguem, babões. Hill e eu já estamos de saída. Serviço concluído com êxito, Kayla-Carol.
— Ótimo. Sai daí, Kayla. — Steve diz
— Ela não pode sair saindo desse jeito. Vocês não entendem nada de espionagem. — Nat resmungou — Já estamos à caminho do Complexo, Stark. Pode sair do esquema de segurança.
— Ok, tô saindo.
Ignorei a conversa vinda do meu comunicador e desci lentamente do palco, sentando-me no colo do tal Inácio. Ele sorriu para mim.
— Deixe-me ver seu rosto. — ele sussurrou em meu ouvido
Neguei com um gesto de cabeça e as meninas foram levando os homens para os ambientes particulares, deixando apenas nós dois.
— Por favor, deixe-me vê-la.
Sem opções, retirei lentamente a máscara do meu rosto e notei Inácio me olhar admirado. Seu sorriso era extremamente malicioso e seus dedos tocaram minha bochecha, num carinho bem lento.
— Você está ainda mais linda, Víbora.
Congelei com um sorriso doce no rosto, enquanto calculava rapidamente o que fazer.
— Ele te reconheceu, Kayla. Sai daí agora. — Tony disse nervoso
— Vamos, Steve. — Sam disse, também nervoso
— Ela é experiente, galera! — Natasha se meteu — Esperem o sinal dela!
Agradeci mentalmente por ter Natasha ao meu lado nessa e troquei meu sorriso doce por um sorriso maquiavélico.
— Não me lembro da última vez que nos vimos. Como se chama? — mantive minha postura confiante
— Inácio Herrera. Dá última vez que eu a vi, você estava morena, cacheada e num site de fofoca ao lado de Tony Stark. — disse acariciando meus cabelos ruivos
— É, mas eu estou fugindo, agora.
— Eu sei. — ele manteve o sorriso — Quanto me dariam de recompensa por devolvê-los sua Víbora Preciosa?
— Kayla, sai daí agora! — ouvi Tony em meu comunicador
— Esperem, crianças. — Nat controlava os ânimos
— Quer me levar de volta? — mantive o sorriso — Me leva.
Me levantei de seu colo e fiquei encarando-o com os braços cruzados. Inácio deu uma baixa risada e tomou mais um gole de seu uísque.
— O que está fazendo, Kayla? — ouvi Steve questionar
— Você vem comigo. — ele levantou
— Steve, prepare o carro. Sam, me espera do lado de fora. — comandei — Agora!
— Obedeçam! — Nat reforçou
— Não está sozinha. — Inácio sorriu
Cinco segundos depois, Inácio começou a tossir e a fazer careta. De pé, eu o vi tombar e cair sentado naquele sofá de couro, tentando tragar o ar, sem êxito. Meu sorriso maquiavélico se fortaleceu quando vi o mesmo parar de respirar e seus olhos sem vida.
Coloquei minha máscara e o arrastei até o banheiro, colocando-o numa cabine com restos de drogas ao seu lado. Daria para enrolar até a invasão.
Saí caminhando em passos tranquilos e, logo, cheguei do lado de fora da boate. Sam me envolveu num sobretudo preto e nós fomos abraçados até o carro, onde Steve fingiu ser motorista e abriu a porta traseira para nós.
— Você envenenou o copo dele. — ouvi Tony dizer
— Consegui a cópia da lista dos aliados. — disse tirando o papel amassado do sutiã
— Ótimo. — Steve disse arrancando com o carro — Vamos para casa.