Bater de Frente

3450 Words
T O N Y Acordei com a claridade incomodando minha vista. Eu estava deitado no sofá da minha oficina e a luz das lâmpadas pareciam fritar meus olhos. Me sentei no sofá e pus a mão na cabeça, notando um barulho de teclado. Meus olhos percorreram o espaço até encontrarem a ruiva teclando furiosamente em meu computador. — Achei que fosse dormir mais. — ela diz sem se virar para mim — O que faz aqui? — pergunto de olhos fechados, com a cabeça apoiada na mão esquerda — Steve e eu queremos um jeito de arrancar a Hidra da cabeça dela. Ah, m***a! Já vamos falar de Kayla tão cedo. Que m***a! Mil vezes m***a! — Boa sorte. — digo me levantando — Teremos uma reunião mais tarde. Por favor, não saia hoje. — ela diz ainda teclando — Certo. Saio da oficina e vou para o meu quarto, onde encontro paz e silêncio. Tomo um banho frio, me visto e saio para comer alguma coisa. O Complexo parece estar vazio, mas sei que cada um está focado em suas tarefas para impedir que a Hidra comece uma guerra. Quando chego na cozinha, Kayla está sentada ao balcão, segurando uma caneca. Seus trajes me chamam atenção, mas faço o possível para não olhar diretamente para ela. Está usando um top cinza de academia, um short preto da Adidas e tem bandagens nas mãos e nos pés. Seu cabelo está amarrado num r**o bagunçado e ela está suada, o que sugere que esteve treinando. Passo reto por ela e me sirvo de café puro. Ela nota minha presença, mas não diz nada. Apenas ficamos calados, fazendo nossas coisas. Ela, lê meu jornal com atenção e eu fico pensando. — Quer seu jornal? — ela pergunta sem olhar para mim — Sim, mas pode terminar de ler. — digo indiferente — Desculpa. — ela fecha o jornal e empurra no balcão — É que eu não tenho acesso à nenhum computador daqui. — E não devia, mesmo. — me aproximo do balcão e pego o jornal — Com licença. — ela diz e sai Abro meu jornal e começo a ler as notícias, embora não esteja conseguindo focar muito. — Está sendo muito duro com ela, Tony. — a voz de Bruce me desperta — Ela me enganou. — dou de ombros — Aliás, enganou à todos, mas parece que vocês já esqueceram. — Não, nós não esquecemos. Mas, também não podemos ignorar os fatos. — Fica quietinho, Bruce. — digo lendo algo sobre a política do país — Bom, te espero no laboratório às três. Teremos uma reunião. — Natasha me alertou. É pra quê? — Kayla tem um esquema com Capitão para atacar a base em que ela estava. Tiro os olhos do jornal e olho na direção do Bruce, que estava comendo uns biscoitos. — Ela e o Picolé andam muito juntos, não acha? — comento — Ciúmes? — Bruce põe um sorrisinho cínico no rosto e eu reviro os olhos — Fala sério, Bruce. É lógico que não. — volto a ler a notícia que não me recordo o assunto — Que bom, porque não há motivo para isso. — Steve diz entrando no ambiente — Impossível ficar sozinho aqui. — reviro os olhos, deixo o jornal ali e saio andando Não sei direito como me sinto em relação à Kayla. Boa parte de mim acredita que ela esteja dizendo a verdade, mas outra parte de mim está magoada e, esta parte, se aliou ao meu ego e ao meu orgulho. Esses três juntos, são um perigo total. Entro em minha armadura recente e parto sem direção no céu. Só quero um lugar pra relaxar e pôr a cabeça em ordem, com calma e paciência. Sem notar, já estou em Malibu. Atravessei o país em pouquíssimo tempo. Deixo a armadura em um dos meus galpões e saio caminhando pelas ruas. Algumas pessoas me olhavam estranho, não acreditando que um bilionário estava passeando tranquilo pela rua. " — Pode entrar, Kayla. — digo fazendo meus cálculos — Já te vi aí. — Desculpe. — ela diz se aproximando e se apoiando em meu ombro esquerdo — Você estava tão concentrado, não quis atrapalhar. — Você nunca atrapalha. — sorrio e beijo sua testa, ainda focado no cálculo. " Sorrio com a lembrança e sigo caminhando pelas ruas, logo chegando ao calçadão da praia incrível de lá. Haviam pouquíssimas pessoas, era quase deserto. " — Ei, acorda. — ela diz acariciando meus cabelos — Vai se atrasar. — Queria ficar aqui, com você, o dia todo. — digo me aninhando ao travesseiro dela, inalando seu cheiro — Você disse que a reunião de hoje seria importante. — Uh, verdade. Preciso ir. — abro os olhos e a vejo de camisola branca, com detalhes em renda no decote — Ou não. — sorrio e a puxo para mim — Tony, vai se atrasar. — ela diz rindo — Vai valer a pena. " Sigo caminhando e sentindo a brisa do mar em mim. Sinto falta do clima daqui, mas não sei se conseguiria voltar para cá e me desligar de tudo. Reconstruir minha mansão foi ideia de Happy, mas não sei se foi uma boa ideia. Agora que Kayla me enganou, ela ficará fechada, apenas acumulando poeira. Não literalmente, pois a equipe de limpeza está sempre lá, mas enfim... Passo um bom tempo sentado em um quiosque, apenas bebendo água de coco e observando as ondas quebrarem. Bem na minha direção, um homem brincava com duas meninas de, aproximadamente, uns dois anos. Elas, que notei serem gêmeas, corriam pela areia e o driblavam, brincando na beira do mar e jogando água uma na outra. O homem sorria feliz, embora não conseguisse pegar nenhuma delas. Duas vezes eu já tentei me imaginar assim, com filhos. A primeira, foi com Pepper e, a segunda, com Kayla. Ela sempre ajudou crianças carentes e dava aula num internato da região. Várias vezes eu perguntei o que a fazia aturar os melequentos e ela sempre me respondia da mesma maneira: eles só precisam de amor. " — Fechei reserva pra gente naquele restaurante que você adora. — disse a abraçando por trás — Justo hoje, Tony? — É, ué. Já tem planos para o almoço? — Vai ter uma apresentação das crianças e nós vamos almoçar juntos. — ela me olha — Quer ir? — Eu? No meio de um bando de melequentos? — ela confirmou sorrindo — Passo! " Acabo me dando conta de que a maioria das minhas lembranças de Kayla são boas, calorosas e nós estamos nos pegando. Éramos um casal na ativa, fazer o que? Meu celular toca e eu atendo, sabendo que Natasha está do outro lado da linha e que ela irá reclamar de algo. — Fala, mulher. — Onde você tá, cabeça de concha? Esqueceu da reunião? — Putz, pior que esqueci mesmo. — acionei a armadura — Chego aí em alguns minutos. — Não demora. + + + Assim que cheguei na sala do Complexo, vi os Vingadores e a Víbora reunidos. Todos pareciam impacientes à minha espera. Kayla usava uma calça jeans e jaqueta de couro preta que lhe davam um ar durão. Eu gostava desse jeitão dela, embora ela sempre fizesse a linha professorinha. — Já era hora! — Barton revirou os olhos — Já podem começar a reunião. — disse me sentando no sofá — Na verdade, não podemos ainda. — Kayla disse — Eu já cheguei. — disse óbvio e a encarei — Ainda falta uma pessoa. — Steve diz — Não falta mais. Ouvi a voz de Nick Fury e me virei, vendo o mesmo entrar com Maria Hill. — Achei que o plano era invadir uma base da Hidra, mas vejo que estão refazendo a SHIELD. — comentei — Todo reforço é bem vindo. — Natasha comentou — Estamos falando de terceira guerra mundial. — Rhodes me encara — Certo, Kayla. — Bruce disse — Agora é com você e o Capitão. — Aff! — revirei os olhos e recebi alguns olhares me reprimindo                      S T E V E O plano era delicado e difícil de ser executado. Entraríamos com artilharia pesada e atacaríamos de frente, correndo um grande risco. Estávamos contando com o Hulk para vencer, mas precisaríamos de um elemento surpresa. — Tá falando de entrar lá na cara e na coragem? — Wanda questiona — Sim. — Kayla confirma — A gente não tem a que recorrer. — Não dá pra te jogar lá dentro, dizendo que você é do m*l? — Tony a olhou — Não. — ela o olhou — O Mestre sabe dos meus sentimentos em relação à você e seria uma missão suicida. Eles dariam um tiro na minha cabeça. — E precisamos dela viva. — eu reforcei — Sentimentos em relação à mim? — ele questionou — Tá dizendo que me ama? Um suspiro fundo e exausto foi ouvido de todos juntos, como se fosse um coro musical. Todos os sete Vingadores ali presentes reviraram os olhos. — Espera aí, você me enganou e diz que tem sentimentos em relação à mim? — Já disse que não teremos essa conversa agora. — Kayla o encara séria — Eu não concordo com nada disso. Eu posso simplesmente hackear tudo. — Não precisamos que você concorde, apenas que você apóie. — Kayla disse — Sinceramente, Kayla-Carol, eu estou te odiando. — Eu sei disso. — Onde fica essa base? — Rhodes pergunta — Áustria. — digo — Estamos contando com o Hulk, mas à essa altura eles já devem achar que vocês conseguiram me ter de volta. — Kayla disse — Por isso, — continuei — precisamos de um elemento surpresa. Nós atacaremos de forma externa, mas somente Kayla sabe andar lá dentro e lidar com as coisas de lá. — Por isso eu estou aqui? — Hill pergunta — Exato. — Kayla confirma — Preciso da melhor agente e da melhor espiã da KGB. — Eu não estou mais na KGB, Kayla. — Natasha se defendeu — E eu não estou mais na Hidra. — elas se olharam — Mas precisamos dessa eficiência e discrição que ambas nos ensinaram. — Então, é isso? — Bruce questionou — Foi o melhor que conseguimos fazer. — digo — Tô dentro. — ele apóia — Em que lugar da Áustria essa base fica? — Aí é que o Tony entra. — Kayla diz animada — Precisamos que ele pegue informações de um secretário do governo que está ligado à Hidra. — Foi você mesmo que disse que não tem como hackear. — Tony disse massageando as têmporas, visivelmente irritado com tudo aquilo — Natasha e eu estaremos infiltradas lá. Preciso que crie um programa que fique mudando de IP, deixando-o o mais camuflado possível. Só precisamos de uma cópia. Se apagarmos tudo, vai tudo por água abaixo. — Tá, eu faço. — ele se dá por vencido — Enquanto isso, o resto de nós treina pesado e estuda as melhores formas para atacá-los. Precisamos de êxito nisso. — dei o comando — Ok, mas e o tal elemento surpresa que vocês queriam? — Fury questiona — Então... — Kayla coça a nuca — Vou descongelar o Bucky e gostaria que você — olhei para o Tony que me olhava perplexo — construísse um novo braço pra ele. — Reativar o Soldado Invernal? — Fury questionou surpreso — Kayla e ele treinaram juntos. Ele a capturou. Eles sabem como agir lá dentro. — Não! — Tony levanta revoltado — Eu não permito que façam isso. Já foi difícil deixar que T'Challa ficasse com ele, Rogers, não me venha com enrolação para limpar a barra do seu amigo. — Nós não precisamos da sua permissão, Anthony! — Kayla disse firme, roubando sua atenção — A situação aqui é para o bem maior. — Bem maior? — ele a olhou — O que você sabe sobre isso? Você nunca esteve do lado certo, Kayla. Nunca! — Pára de se vitimizar o tempo todo, porque isso não combina com você, Stark! — Kayla gritou e se aproximou dele — Vai feder. — ouvi Clint comentar com Sam — Salve-se quem puder. — Sam comentou — Vitimizar? — Tony perguntou exaltado — VOCÊ ME ENGANOU! — Tem razão, enganei! Mas pára de ficar falando disso o tempo todo e me encara de vez. Assume que entende que eu estava sendo usada e larga essa m***a de ego inflado. — Entender que você estava sendo usada? E eu não fui usado? — Não tô te pedindo perdão. — Kayla baixou o tom de voz, porém se manteve firme — Ótimo, porque eu não perdoaria. — ele também baixou a voz — Se você realmente quer que eu suma pra sempre, vai ter que trabalhar comigo agora. E, enquanto eu estiver aqui, sendo a ponte entre vocês e a Hidra, vai ser do meu jeito. — Kayla disse e foi se retirando — Steve, vou precisar da moto. — Você não pode sair. — eu disse — Não tô pedindo permissão.                    K A Y L A O vento batia em meu rosto com força, deixando meus olhos levemente cerrados, mesmo estando de óculos escuros. A velocidade era alta e eu cortava os veículos sem me importar. Não era como se eu fosse morrer, caso sofresse um acidente. Estacionei na beira da estrada e caminhei até o penhasco, onde vi os carros seguirem seus caminhos. Alguns apressados, outros nem tanto, mas todos sempre seguindo em frente. O vento alvoroçou meu r**o de cavalo e gelou minhas bochechas, fazendo-me sorrir com a sensação. Eu precisava de um tempo para esfriar a cabeça e pensar num jeito de tirar a Hidra de mim. É h******l pensar que sua cabeça é um campo minado. — Não vai se jogar, né? — ouvi o sotaque de Wanda e sorri — Por que vocês estão sempre achando que vou me suicidar? — Não sei o que se passa pela sua cabeça. — ouvi sua risada baixa — No momento, estou pensando num jeito melhor de ajudá-los sem colocá-los em risco. — A gente pode pensar isso no Complexo? Tony está acionando um comboio para vir atrás de você e Ross está em cima. — Será que tem um jeito de fazer o Tony parar? — ri fraco e me virei para ela — Espero que minhas palavras entrem na cabeça dele. — Também espero. — ela riu fraco — Vamos. Ao chegar no Complexo, subi para a sala, vendo Steve tenso andando de um lado para o outro. Assim que ele notou minha presença, me encarou sério. Ele estava bravo. — Sua moto é ótima. — joguei a chave para ele, que pegou com um excelente reflexo — Eu sei. — ele disse um pouco mau humorado — Sabe como foi difícil convencer Tony a não mandar um comboio atrás de você? — Imagino. — disse tirando a jaqueta — Conseguiu falar com vossa majestade? — Ele disse que estará à caminho assim que puder. — Steve disse — Acha que ele vem acompanhado? — Enviei a mensagem que gravamos para eles. T'Challa disse estar convincente. Vamos esperar. — Ok. Eu posso usar seu notebook? — Pra que você quer isso? Apesar de estar trabalhando conosco, você é oficialmente prisioneira. — Só quero pesquisar algumas coisas a respeito da mente humana. Quero tirar o inimigo daqui de dentro. — fiz um gesto indicando minha cabeça Steve suspirou, mas no fim, confirmou num gesto simples com a cabeça. Agradeci e fui até seu quarto, onde seu notebook estava em cima da escrivaninha de madeira clara. Criei um email genérico para mim e enviei um email importante. "Olá, aqui é Kayla e eu imagino que eu seja a última pessoa com quem você queira falar, mas é muito importante. Por favor, me responda. Pelo bem do Tony." Enquanto esperava uma resposta, abri outra janela e comecei a pesquisar coisas sobre a mente humana. Nós só utilizamos 10% do nosso cérebro e, apesar de sermos considerados como espécie mais inteligente, um golfinho usa um pouco mais de seu cérebro, podendo assim se comunicar à distância com seu bando. Achei muitas teorias e muitos mitos, mas também achei coisas bem curiosas. Embora não tenha achado nada que me explique o que a Hidra fez com o meu cérebro. Minha caixa de entrada mudou de cor, mostrando que eu havia ganhado uma resposta da minha salvação. "Como nos encontramos?" Respirei aliviada e pensei num jeito de encontrá-la. "Por enquanto, estou oficialmente sob custódia dos Vingadores. O que sugere?" Troquei de janela de novo e naveguei por um link que explicava alguns distúrbios mentais. Fotos de pessoas decadentes, sofridas e desesperadas apareceram em minha tela, me deixando um tanto assustada. Troquei novamente de janela. "Você é a rainha dos disfarces. Acha que consegue chegar até a Starbucks do Brooklyn?" "Talvez, mas não agora. Amanhã, pode ser?" "Às nove. Não abuse do meu tempo" Saí do email, apaguei parte do histórico do computador e fechei a tela do notebook. Me levantei e, quando me virei, Tony estava no batente da porta, me encarando sério. Desde quando ele estava ali? Ok, hora da Víbora fazer o que faz de melhor: mentir. — Eu sabia que o Picolé ia afrouxar as rédeas com você. — ele diz baixo — Então por quê não toma o lugar dele e passa a me vigiar? — Tudo o que eu menos quero, agora, é ficar na tua cola. Grudado em você. — Imagino. — O que tava fazendo? — Pesquisando alguma coisa que explique sobre o que fizeram com a minha cabeça. — Achou? — Não. — suspirei derrotada — Podendo conversar com Bruce ou comigo, você quer que eu acredite que optou pela internet? — Você mesmo disse que não quer ficar perto de mim, então não me julgue. — o driblei na porta — Kayla, espera. — ele segurou em meu braço e, surpresa, eu o olhei — Diga, Tony. — Se eu souber que você está tramando algo, eu mesmo vou atrás de você. É, o que eu podia esperar? Que ele pegasse em meu braço, me beijasse, me jogasse na cama de Steve e me amasse? Se você esperava isso, troque de história. Isso não vai acontecer aqui. — Se eu estiver tramando algo, eu me entrego à você. — saí andando + + + Quando o dia amanheceu, eu já estava acordada faz tempo. A brisa fria que entrava pela janela quebrada não me incomodava, pois um calor subia por todo o meu corpo. Eu sentia isso sempre que estava tensa. Subi as escadas do Complexo o mais silenciosa possível e entrei no quarto da Wanda, vendo a mesma babando em seu travesseiro. Peguei um vestido preto simples em seu armário e o vesti, logo penteando meus cabelos e colocando um lenço, camuflando um pouco os meus cachos. — Wanda. — chamei sacudindo-a — Wanda, por favor, acorda. Wanda! — Hum, não. Visão, sai daqui. — ela resmungou — Por que o Visão estaria aqui? — questionei confusa — Aff, acorda, Wanda! A vi piscar sonolenta e ficar me encarando por alguns segundos. Acho que demorou um pouco para notar que era eu. — Kayla? — ela fez uma careta — Por que tá com a minha roupa? — Porque você virou meu guarda-roupas. Anda, me ajuda. — a puxei pelos braços, fazendo-a sentar na cama — O que você quer? — Eu vou sair. Me dê cobertura. — O que? Tá maluca? Tony vai ficar furioso, Steve vai ficar furioso e se o Ross te pegar, já era. — Por isso que preciso que você me ajude. Vou me passar por funcionária daqui e vou sair. Preciso encontrar uma pessoa. Se alguém perguntar por mim, quando acordar, diga que levou o café para mim e eu quis dormir mais, pois estava com muita dor de cabeça. — Kayla, se alguém descobrir... — eu a interrompi — Eu assumo a culpa e entrego minha cabeça numa bandeja. — Onde você vai? — ela perguntou após um longo suspiro — Você vai entender tudo quando eu não estiver colocando vocês em risco. — Você vai voltar, não vai? — Vou. — sorri fraco — Eu fiz uma promessa. — Não se meta em confusão, por favor. — Volto antes do almoço. Pus os óculos escuros, calcei os saltos da Wanda, passei seu batom vermelho e saí dali, indo até a garagem e encontrando o Volvo de Natasha estacionado ali. É ótimo para discrição, já que estava entre dois Audis. — Vamos lá, Kayla. É sua única chance.
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