Capítulo 11

1139 Words
Cayle correu até a cozinha na ponta dos pés, tentando não chamar a atenção dos funcionários em patrulha.  Ele pegou um copo com água e voltou para Lucas, dando-lhe de beber para molhar a garganta seca pelo sangue. O maior conseguiu se sentar e olhou para o seu peito que estava curado, sentindo seu corpo ficar mais forte. -Obrigado. _falou afagando os cabelos do pequeno. -Porque está me agradecendo sendo que eu te machuquei? _perguntou aturdido sob aquele sorriso. -Mas eu sei que não foi de propósito, além do mais, você também correu para me salvar, certo? _falou levantando-se. -Ei, espere! Você não deve se levantar ainda, seu corpo está fraco. _Cayle falou colocando a duas mãos nos ombros de Lucas tentando lhe impedir de avançar. -Que nada. Meu corpo está mais forte do que nunca. O que você fez? _questionou curioso ao exibir os músculos dos braços. Cayle sentiu-se tentado a tocar aquela pele atraente, mas se conteve. -Eu circulei minha magia em seus meridianos para que pudessem curá-lo mais rápido. _falou um pouco incomodado. -O que foi? Isso que você fez não é algo bom? Porquê está com essa cara? _o maior questionou ao ver a expressão conflitante no rosto alheio. -Como era questão de vida ou morte esse método é bem mais eficaz e rápido, mas tenho que te dizer que você pode começar a sentir certas dores e tonturas com o passar das horas, já que meu poder vital não se adequa a você. _explicou vendo Lucas ficar um pouco pálido. -Mas essa dor é muito intensa? _engoliu em seco. -Depende do significado de intenso para você. _Cayle falou segurando o queixo. _Bem, pode-se dizer que você desejaria a morte antes mesmo da dor se intensificar. _explicou. -Nossa. _comentou perplexo. -Mas só demora alguns minutos. Tipo, uns dez ou quinze. _Cayle explicou como se aquilo fosse algum tipo de conforto aos ouvidos de Lucas. -Você já passou por isso? _o maior perguntou curioso. -Já.  Aquela foi a única resposta de Cayle, revelando que ele não estava disposto a falar mais sobre aquilo. Ele apenas desceu as escadas e foi para a cozinha preparar algo para comer. Lucas foi tomar banho para se livrar do sangue em seu corpo, terminando e indo atrás do menor. Quando chegou na cozinha, ele viu um pequeno corpo com a parte superior nua. A pele era branca e lisa, atraente. Os ombros eram redondos e suas omoplatas podiam ser vistas claramente. A cintura era fina, porém dava uma sensação de poder aquele corpo pequeno. Nos braços haviam alguns músculos bonitos e esbeltos.  Simplesmente lindo. Quando Cayle se virou, a primeira coisa vista pelos olhos de Lucas eram as marcas do seu sangue naquele tronco branco. Depois, ele começou a analisar cada centímetro de pele. O abdômen era definido e contrastava com a cintura fina, o pescoço combinava lindamente com aqueles cabelos marfim e aquelas clavículas sedutoras que faziam o maior salivar em desejo. Ele não era feminino, mas tinha um leve toque de delicadeza e fragilidade em seu corpo. Fora que suas ações eram limpas e lhe davam um ar de um imortal descendo ao mundo humano. -Você precisa se lavar. _Lucas disse apontando para o sangue. -Oh. Esqueci que estava sem camisa. _falou olhando para as pequenas manchas de sangue. _Vou depois que eu comer alguma coisa. _disse voltando-se para o fogão. -Está fazendo o quê? _Lucas perguntou sentindo o delicioso cheiro. -Nada que suas empregadas não possam fazer para você. _Cayle falou ao retirar uma omelete com frango da panela. Sua cor era de um amarelo semelhante ao dourado e seu formato bem construído indicavam que a massa havia sido preparada com perfeição.  Ao olhar para o vapor que emanava por causa do calor, estava claro que aquela omelete era deliciosa. Cayle pegou o queijo e ralou, jogando por cima fazendo-o derreter pelo calor.  Lucas engoliu. -Você não vai me dar nem um pedaço? _perguntou ansioso. -E porque eu faria isso? -Bem, você está usando os ingredientes da minha cozinha, não é? _questionou levantando a sobrancelha. -Claro que estou, até porque você me sequestrou e colocou uma tornozeleira no meu pé me impedindo de sair. _rebateu. Lucas não se deixou abalar nem se deu por vencido, roubando o garfo da mão de Cayle e tirando um pedaço da omelete jogando-o em sua boca. -Ei! _Cayle gritou furioso por ainda não ter inaugurado o seu prato. -Está realmente muito bom. _sorriu exibindo os dentes perolados de forma travessa. -Você! _sentindo uma louca vontade de morder aquele cara até a morte, Cayle puxou o braço de Lucas e abocanhou com toda força. O maior pulou para o lado segurando o braço incrédulo. -Você me mordeu. _falou olhando para o formato profundo dos dentes em sua pele. -Você mereceu. Comendo aquilo que eu não deixei você comer. _falou bufando. -Bem, já que você me marcou, também irei marcar você. _falou se aproximando. -Do que você está falando?  Antes que o menor tivesse a chance de raciocinar, foi agarrado pelos fortes braços de Lucas e teve seu pescoço mordido, além disso, o maior também deu um chupão no mesmo lugar. Essa foi a vez de Cayle pular para o lado aturdido. -Você me mordeu! _rosnou feroz. -Se você não queria, então não começasse. _Lucas comentou aproveitando a oportunidade e roubando mais um pedaço da omelete. -Seu canalha. _Cayle chutou a perna do maior quando ele tentava fugir. O maior caiu no chão e o pequeno aproveitou a oportunidade de pegar o prato e correr para a sala tentando escapar daquele ladrão de omelete. ... Depois de finalmente saborear seu prato não tão em paz, já que Lucas sempre dava algumas investidas contra ele, Cayle foi ao banheiro se lavar. Olhando para seu corpo, seu ânimo foi ao chão tentando pensar em uma forma de esconder aquele chupão e aquela bela arcada dentária em seu pescoço alvo, já que o uniforme da escola não cobria aquela parte de seu corpo. -Maldito!!! _gritou raivoso ao lembrar-se daquele aproveitador. -Eu ouvi isso. _a voz de Lucas foi ouvida na porta do banheiro. -O que você está fazendo aí fora? _o menor perguntou desconfiado, aumentando ainda mais suas suspeitas de que Lucas era um pervertido de nível supremo. -Vim deixar a toalha na maçaneta da porta, já que você esqueceu. _comentou jurando que o menor havia revirado os olhos dentro do banheiro. -Se é só isso pode ir. Não gosto de ter um maníaco como você na porta do banheiro. _Cayle disse ao ligar o chuveiro. Depois de dez minutos de banho, ele saiu do banheiro e viu que Lucas realmente não estava mais lá, fazendo-o suspirar em alívio. Depois de se vestir, já eram 23 hrs.  Ele estava indo dormir quando ouviu uma explosão vinda do lado do escritório do maior. -Lucas! _falou correndo. ^3^~
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