Capítulo 33 – Velório de um Vivo

1377 Words

Vincenzo O subsolo respirava em compassos curtos. Do cripto-abrigo, a pedra devolvia ao meu ouvido a mesma palavra que eu havia dado à cidade: luto. Quarenta e oito horas para que a cascavel saísse da toca achando que o terreno é dela. Eu, morto em público; vivo onde interessa. — Flanco norte tomado — sussurrou Marcos, debruçado sobre o mapa plastificado dos túneis. — Dois atiradores na galeria lateral, um observador no campanário da igreja vizinha. O corredor de fuga para a sacristia está livre. Se fecharem as portas, você desce pelo eixo B. Assenti. Toquei o terço chamuscado no bolso e deixei o metal frio morder a pele, lembrando o que ainda me ardia: Elena expulsada ao sol como sentença de homens que chamam medo de protocolo. Subimos pelo túnel estreito que pozinhos de cal insistem

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