O sol do fim da manhã dourava as fachadas antigas da pequena cidade.O burburinho do mercado ecoava pelas ruas de pedra o tilintar das moedas, o cheiro de pão fresco, o murmúrio das vozes misturado ao canto distante de um violão. A família Cavalcante andava em cortejo elegante, como se a cidade inteira lhes pertencesse. Na frente, Don Alonso Cavalcante, o patriarca, de terno escuro e bengala, caminhava com passo firme, cumprimentando friamente os comerciantes. Ao lado dele, Francesca, a esposa, ereta e altiva, com um vestido de renda azul, jóias tão reluzentes e caras que zombavam da pobreza a seu redor e olhar que parecia medir tudo e todos. Atrás, Estefano, impecável, o porte seguro e olhar frio e atento. Ele não ouvia o que os pais diziam. O murmúrio da multidão se dissolvia em ruí

