A viela era estreita e silenciosa. O som distante do mercado se misturava ao bater leve do vento entre as casas de pedra. Amélie caminhava ao lado de Estefano, com o cesto apertado contra o peito e o coração pulsando alto demais dentro do corpo. Ele parou junto a um pequeno portão de ferro enferrujado, encostou-se ao muro e tirou as luvas com calma. Por um instante, nenhum dos dois falaram.Foi Amélie quem rompeu o silêncio, angustiada. — Eu quero saber — disse ela, sem rodeios, embora a voz saísse trêmula — quanto meu papá deve. Estefano ergueu o olhar para ela, surpreso pela franqueza. Os olhos cor de mel dela estavam fixos nele, sem medo aparente apenas uma firmeza dolorosa, que o fez respeitá-la ainda mais. — É uma quantia alta senhorita— respondeu, por fim. — Alta demais para u

