Na manhã seguinte, a luz suave do sol entrava pelas cortinas claras do quarto. O mundo parecia calmo, como se tudo o que havia sido pesado finalmente tivesse encontrado um lugar para repousar. Amélie acordou devagar. Percebeu primeiro o calor. Depois, o braço firme ao redor de sua cintura. E então… o silêncio confortável. Ela abriu os olhos e encontrou Henrique acordado, apoiado de lado, observando-a com atenção tranquila, como se aquele fosse o lugar exato onde ele deveria estar. — Está me olhando há quanto tempo? — ela perguntou, a voz ainda sonolenta, mas com um leve sorriso. Henrique sorriu de canto. — Tempo o suficiente para achar estranho como você consegue parecer tão calma depois de tudo o que vivemos. Amélie se aconchegou um pouco mais nele, apoiando a cabeça em seu peito.

