Amélie passou o dia inteiro na casa das irmãs. Riram, cozinharam juntas, falaram de coisas simples e de sonhos que, pela primeira vez, pareciam possíveis. Quando o sol já se despedia no horizonte, a carruagem a levou de volta à mansão Cestáro. Assim que entrou, algo a fez parar. A casa estava… diferente. Um som suave preenchia os corredores notas delicadas, melancólicas, que subiam e desciam como um sussurro antigo. Amélie franziu o cenho, o coração acelerando sem saber por quê. Reconhecia aquela música? Não. Mas reconhecia o sentimento que ela carregava. Seguiu o som, subindo as escadas em silêncio, o toque do piano ficando mais claro a cada passo. Quando chegou ao salão, parou à porta. Henrique estava sentado diante do piano. O paletó havia sido deixado de lado, as mangas da camis

