Na manhã seguinte, o sol m*l despontava por entre as janelas altas da mansão Cavalcante quando Francesca recebeu a notícia. A criada de sua confiança, sempre ávida por agradar a patroa, se aproximou enquanto ela tomava o café da manhã na varanda.A mulher mais velha, elegante e fria como o mármore, levantou o olhar apenas o suficiente para demonstrar interesse. — Fale logo. — Senhora... ontem à noite, depois do jantar, eu vi algo — começou, hesitante, com um brilho de malícia nos olhos. — Vi o senhor Estefano... no jardim... com a moça Pérez. Francesca pousou a xícara sobre o pires com um tilintar seco. — Tenha cuidado com o que diz. — Eu juro, senhora. Eles estavam conversando... muito perto. Parecia... — ela parou, como se a própria ousadia a fizesse corar — íntimo. O silêncio que

