O relógio da mansão marcava sete horas quando Francesca Cavalcante conduziu Amélie pelos longos corredores de pedra.As janelas altas deixavam entrar a luz fria da manhã, refletindo nos pisos de mármore e nos espelhos dourados.Para Amélie, cada passo parecia ecoar o quanto ela estava longe de casa. — Preste atenção, — começou Francesca, com o tom de quem dita ordens, não conselhos. — Aqui tudo tem seu lugar, e cada pessoa tem o seu dever. Amélie caminhava um passo atrás, as mãos cruzadas à frente do corpo. — Sim, senhora. — Você ajudará na cozinha, limpará o hall principal e manterá as janelas sempre sem poeira. — Francesca falava enquanto deslizava os dedos pela balaustrada. — As criadas mais velhas lhe mostrarão o que for necessário. Ela parou e virou-se, o olhar fixo na moça. — E u

