Amélie estava deitada na cama macia do quarto que Henrique havia preparado para ela. Os lençóis limpos tinham perfume de lavanda, e a janela deixava entrar a luz suave da lua. Era confortável… seguro… silencioso. Mas nada daquilo impedia sua mente de vagar. Ela se virou para o lado, puxando o cobertor até o queixo. O coração apertava com uma mistura difícil de explicar. Tudo havia acontecido rápido demais, o baile, o homem que a abordou, Francesca, Henrique… e agora estava ali, longe da casa onde crescera, longe de suas irmãs… longe dele. Estefano. Mesmo tentando evitar, sua memória insistia em trazer a imagem de seus olhos escuros, o porte firma, a voz grave, a forma como ele a observava quando pensava que ela não via, o jeito tenso e ao mesmo tempo delicado com que dizia seu nome. E

