CAPÍTULO 75 SOMBRA NARRANDO Saí daquele banho me sentindo outro. A água já tinha secado no corpo, mas o que queimava mesmo era por dentro. Não era só o toque dela, o jeito como cuidava de mim. Era o que ela fazia com a minha mente. Eduarda me desmonta sem encostar. Me reconstrói no olhar. Eu ali, sentado na cadeira, com a toalha no colo e o coração pesando feito chumbo no peito. Mas não era dor. Era esperança. E, p***a… esperança é uma parada perigosa. Principalmente pra quem passou tempo demais acreditando que nada mais ia mudar. — Bora te vestir — ela falou, com aquele tom doce e mandão que só ela sabe ter. Assenti devagar, e ela começou o corre. Pegou a cueca, a bermuda, me ajudou com paciência, respeitando meu tempo, meu espaço. Mas não tirava o olho de mim. Como se quisesse gara

