CAPÍTULO 158 EDUARDA NARRANDO Terminei de secar o cabelo com calma, ajeitei as pontas com a escova e fui soltando os fios devagar, deixando cair sobre os ombros. O loiro recém retocado brilhava sob a luz do quarto, e o cheiro do creme ainda tava fresco no ar. Ouvi ele mexendo no quarto enquanto eu ainda tava no closet, e sorri sozinha. Sombra tinha esse jeito bruto, casca grossa, mas bastava ele olhar pra mim daquele jeito meio calado, meio bobo, que tudo dentro de mim amolecia. — Vou ali ver uma roupa pra usar hoje… — ele avisou, meio alto. Sorri sem nem sair do lugar. — Nem perde tempo, João. Já separei tua roupa. Tá em cima da cama. Ouvi o silêncio dele por dois segundos, depois um risinho rouco e aquele tom debochado de sempre: — É mesmo? Agora eu tenho até uma ajudante com a e

