CAPITULO 63 EDUARDA NARRANDO Eu olhava pra ele ajoelhada no chão, e juro… eu nunca tinha sentido tanto calor dentro de mim. Um calor que não vinha só do corpo. Vinha da pele, do sangue, do peito, da alma inteira. Um desejo tão forte que dava medo. Medo e vontade na mesma medida. Quando eu vi ele tirando a camiseta com aquela facilidade, o olhar cravado no meu, o corpo todo tensionado, pronto, quente… eu soube. Eu tava perdida. Mas era a melhor perda da minha vida. Desci devagar, desfazendo o último limite de roupa que me restava, sentindo o olhar dele me queimar inteira. Fiquei ali, de joelhos, nua, com o coração disparado e o corpo clamando por ele. E quando eu puxei a calça e vi… meu Deus. Meu corpo tremeu. — c*****o, Sombra… isso aí… não vai caber em mim — saiu da minha boca sem

