128- SOMBRA

1036 Words

CAPÍTULO 128 SOMBRA NARRANDO A porrä da cadeira rangia toda vez que a Eduarda empurrava. Cada estalo era um soco no meu orgulho. Cada olhar de pena que eu sentia, mesmo sem ver… era como uma facada lenta, empurrada com calma, só pra fazer arder. Subir naquele elevador, entrar num hotel de luxo, ver o papel de parede bege, o cheiro de perfume caro, o silêncio… porrä nenhuma daquilo era minha cara. Minha casa era no alto do morro. Onde o vento batia forte, onde o rádio não parava, onde o bonde passava e gritava meu nome com respeito. E agora eu tava aqui. Numa cadeira. Com o mundo nas costas e o coração em pedaços. Mas respirei fundo. Porque ela tava ali. Eduarda. Minha mulher. Minha cura. Meu fôlego quando eu faltava ar. Ela fingia estar tranquila, mas eu conhecia. O canto da boca

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