Capítulo 4

4638 Words
Entrei no quarto para saber melhor sobre minha mãe. Ela está sem aquele brilho nos olhos, algo que era sua marca registrada em qualquer emoção.   — Melhor? — perguntei segurando sua mão.   — Diz que foi tudo um maldito pesadelo Emily. Não foi real?— perguntou num fio de voz.   — Mãe, não foi um pesadelo. É algo real, consequências que estamos pagando.   — Quero morrer! Tiraram minha filha e meu marido de mim! — gritou chorosa.   — Que fim levamos? — perguntei para o nada. — Estamos sob domínio do capo agora, sozinhas nessa casa.   Olhei em volta.   Uma mansão linda, mas daria tudo para estar em qualquer lugar menos aqui.   Tudo o que aconteceu foi algo horrível.   Soltei a mão da minha mãe.   — Onde você vai?— ela questionou confusa.   — Megan está vindo. Acho que vou sair para respirar um pouco, não vou conseguir dormir de todo jeito mesmo. — expliquei e ela não resmungou.   — Tem certeza? O capo pode não gostar de você estar saindo...   — Mãe, ele não informou que não poderia sair da mansão. O capo não manda em mim por enquanto, não sei o que ele pretende fazer comigo. — a encarei sorrindo.   — Tenho medo Emily. — revelou angustiada.   — Do que mãe?   — O capo pode fazer o que quiser. Poderia mandar cada uma de nós para o inferno se quisesse assim, mas não! Não estou conseguindo entender algo. — me encarou perdida.   — O que você acha que vai acontecer agora, mãe? — perguntei curiosa.   Todo mundo diz que não devemos deixar de escutar avisos de mãe.   Ela respirou fundo.   Olhou em meus olhos.   — Derick Russo pode pegar algo de valioso. Algo que me resta, o bebê que dei amor, você, filha. Ele pode escolher te levar para o submundo, estar ao seu lado. — comentou nervosa. — Não quero que isso aconteça, você é o que me restou! Ele não pode tomar você de mim! Não pode!!   Suas lágrimas são verdadeiras.   Meu coração acelerou.   Isso não vai acontecer...         Megan não veio com Eric.   Um dos soldados veio dirigindo o carro, durante o caminho ficamos caladas. Quando ele estacionou perto de algumas pessoas no canto da pista, saímos imediatamente do carro.   — Como estão a vovó e a tia Giovanna? — perguntou preocupada.   — Minha mãe quem ficou mais abalada de todas nós. Aquela casa está com um clima pesado, afinal assistimos uma morte. — respirei fundo.   Megan me abraçou.   — Eric não veio por causa do meu pai. Eles estavam no escritório, não sei o que estavam resolvendo. — explicou me deixando intrigada.   — Acha que o capo escolherá seu pai como novo conselheiro?   — Por enquanto não foi falado nada Emily. Você acha que ele ainda pode colocar alguém da nossa família para ser o conselheiro? — perguntou desconfiada.   — Não sei, não tenho certeza de absolutamente nada, Megan.   Uma nova corrida vai começar.   Hoje nada me anima para tentar competir, estou tão atordoada que não conseguiria dirigir um carro ou tentar.   Não sou boa em dirigir, mas vale tudo pela adrenalina.   — Vamos beber um pouco? Vai ser melhor.   Assenti vendo ela se afastar de mim para conseguir as bebidas com os soldados.   Pelo ela trouxe alguma coisa.   Meus olhos foram ao encontro de um grupinho que não tirava os olhos de mim.   Estão comentando o que aconteceu.   Claro que estão!   — Perderam algo na minha cara? — perguntei sem paciência. — Quero saber!   — Calma Emily, deixa pra lá. — Megan aconselhou-me dando um copo.   Bebi lentamente.   — Não vou assistir sem poder opinar .   — Alexandre e o capo falaram algo sobre o que vai acontecer? — mudou o assunto.   A encarei.   — Apenas sei que agora o capo tem controle sobre minha cabeça. Vovó e a minha mãe não tem como participarem do plano dele, porque esse plano quem vai estrear sou eu. — afirmei certa.   — O que acha que ele tem em mente? — perguntou intrigada.   — Nada de bom, Megan.   Ouvimos um carro em alta velocidade se aproximando da pista. Reconheci  a Lamborghini do Eric, mas ele não veio sozinho.   Seu pai, meu tio George também veio.   — O que meu pai faz aqui? — Megan sussurrou confusa.   — Aposto que veio te levar.   Eric se aproximou da gente, enquanto seu pai falava com os soldados.   — Tentei não obedecer, Emily. — avisou sério.   — O que? — perguntei sem entender.   Tio George se aproximou rapidamente de nós.   — Boa noite! — meu tio cumprimentou sorrindo.   — Boa noite tio, o que te trás aqui? — perguntei intrigada.   Ele sorriu divertido.   — Levar você, ordens do capo. Como conselheiro não posso deixar passar, você deve entender Emily.     — Levar para onde exatamente? — perguntei nervosa. — E por que ele mandou você?   —  Sou o novo conselheiro  dele. — explicou sorrindo triunfante. — Para tentar limpar o nome da família, tenho que ser imparcial mesmo você sendo minha sobrinha, querida.   Ri debochada.   — Querida? Meu pai morreu há poucas horas e você já está desfilando feliz por estar no lugar que era DELE! — o enfrentei irritada.   — Pai, calma! — Eric pediu.   — Vocês dois não se metam! Megan e Eric não se metam nos meus assuntos com o capo. — avisou a voz fria como gelo.   — Por que o capo deseja me ver? Ele não pode vir e mandou você?   Tio George se aproximou de mim.   — Você não tem direito de questionar nada. Venha comigo agora, quer atrapalhar a diversão dos seus primos? — riu debochado.   — Estou indo contigo, não precisa usar seus próprios filhos para tentar me controlar, tio querido. — rosnei irritada.   Ele sorriu divertido.   — Boa menina, Emily.   Encarei meus primos e depois entrei no carro do Eric. Não iria atrapalhar Megan de se divertir ao lado do irmão por ameaças idiotas do meu tio falso e ambicioso.   Quando tio George deu partida no carro, comecei a olhar a estrada, estou esperta seja qual for seu movimento.   — Pensa que estou mentindo? — riu debochado.   — Não confio em você, tio. Desculpa, mas não vou mentir. — o encarei sorrindo forçada. — Pelo menos me diga o assunto que o capo deseja tratar comigo.   —  Sabe que ser curiosa não é bom para nada? — questionou rindo. — Sua irmã é a culpada, depois seu pai do que aconteceu com nossa família. Creio que você pagará pelo preço que o capo desejar querida é justo.   — Seja o que for, não vou fugir como Elena fez, não sou igual minha irmã, sou melhor que ela. — o avisei sorrindo.   — Palavras confiantes vindo de uma menina que está sozinha.   Senti o veneno em suas palavras.   Ele voltou a olhar para a estrada.   Enquanto fiquei calada.   Pensando em meu encontro com Derick.     Tio George parou em uma pista deserta.   Estranhei totalmente.   Por que ele iria parar em um lugar como este? Realmente vai me matar?   — Vai me matar e jogar o corpo em algum lugar? — questionei rindo.   — Você tem uma imaginação irritante garota. — resmungou irritado.   Iria gritar com ele quando uma Ferrari preta parou na pista.   Reconheci na hora.   Derick   — Que bom, pelo menos não vejo sua cara! — sorri forçada para George.   Ele revirou os olhos.   Saindo do carro, abri a porta sozinha sem opções de ir para outro lugar.   Derick surgiu todo de preto em seu terno, os olhos escuros estão com uma intensidade que apenas me deixa nervosa.   — Como você mandou capo, minha sobrinha está entregue. — sorriu me encarando.     Apreciando sua missão.   — Pode voltar George, não preciso mais de seus serviços. — Derick disse sem tirar os olhos de mim.   — Como quiser.   Meu tio parece um cachorro do capo. Encarei ele sair rapidamente no carro do meu primo, enquanto estou diante da mão que comanda o submundo sujo da máfia.   — Boa noite capo.  — o cumprimentei.   —  O que pensa que estava fazendo saindo sem minha autorização? — ele se aproximou com seus olhos intensos  jamais deixando os meus.   — Não sabia de ordem nenhuma. Por que não posso sair? Meu pai morreu, ele mandava em mim. — relembrei o confrontando.   Ele riu e sua risada arrepiou meu corpo inteiro.   — Seu pai deve estar gritando no inferno junto com sua irmã vagabunda. E você... — me puxou pelos cabelos colando meu corpo no dele. — Tem uma dívida comigo.   — Qual?   — Você é minha, Emily. — declarou com a voz rouca.   Sua boca tomou a minha com brutalidade. Nossas bocas se colidiram com luxúria e desejo, abri passagem para sua língua, deixando ela entrar em contato com a minha.   Essa eletricidade faz parte do contato do corpo dele com o meu desde o início, não consigo pensar em outra coisa.   Me afastei ofegante, buscando ar pelo beijo quente e exigente que ele me deu.   — Sua? — perguntei tentando não pensar.   Sua...   — Você é a única coisa que sobrou dos Miller 's que me interessa. Desde que te vi em uma pista como essa. — sua mão forte pegou em meu queixo. — Sua irmã iria sofrer em minhas mãos de alguma forma, meu plano inicial era ter você  de alguma forma. — revelou com um sorriso m*****o. — Mas aquela vagabunda acabou me traindo para fugir com seu ex.   Engoli em seco.   — Não quero falar disso! Estou confusa, quero ir embora daqui, minha mãe precisa de mim.   Tentei enrolar ele.   Derick apertou os olhos escuros para mim.   Apontou seu carro parado.   — Entre no  meu carro. — exigiu pegando em meu pulso. — Você não vai para lugar nenhum sem mim.       Entrei em seu carro confortável.   Sentei no banco do passageiro, achando que ele iria dirigir para algum lugar. Mas ele entrou no banco do motorista, ficando em cima de mim, seus olhos escuros iguais a noite me mantendo presa.   — Não sou sua posse. — o encarei nervosa.   — Não? — riu debochado. — Você é. Este é o preço que você vai pagar. Poderia escolher tortura, arrancar seus belos olhos azuis, mas, escolhi algo mais quente e proveitoso para ambos.  — sorriu divertido.   Engoli em seco.   Ele colocou a mão em minha coxa apertando a mesma.   — Estamos em uma estrada deserta. Não acha arriscado? — perguntei tentando ficar calma.   Não sei descrever o que estou sentindo nesse momento. É uma mistura de tudo, desejo, medo, insegurança e incerteza.   — O meu desejo vem sempre em primeiro lugar. — disse rouco.   Nos beijamos novamente com t***o e desejo. O abracei pelo pescoço, deixando minhas mãos enlaçadas em torno da nuca dele, ele agarrou minha b***a com as duas mãos.   Seu toque é possessivo e exigente.   Mordi sua boca enquanto ele aprofundou o beijo.   Sua mão esquerda levantou meu vestido. Respirei fundo, quando sua mão forte agarrou meu seio coberto pelo sutiã vermelho.   Ele deixou minha boca para beijar meu pescoço, fechei os olhos sentindo arrepios, meu corpo inteiro pedia por isso.   Não consigo ficar longe dessas mãos, mãos que matam muitos, torturam outros, enganam outros.   Ele se livrou do meu vestido com minha ajuda.   Tirei seu paletó com pressa e quase arranquei os botões de sua camisa branca para abrir de uma só vez.   Quando deixei seu peitoral exposto, passei minhas mãos por ele, sentindo seu p*u duro na minha barriga.   Nossos olhares se encontraram.   — Você se tornou uma terrível obsessão. Vou te levar comigo para o submundo cheio dos jogos e apostas mais altos que possa imaginar... — seu tom de voz é profundo e intenso.   Isso não é uma explicação ou uma informação.   É algo que ele vai fazer.   Que ele quer fazer!     Sua boca tomou a minha, enquanto uma de suas mãos arrancou minha calcinha.   Ele deixou minha boca, descendo a boca pelo pescoço indo em direção aos meus s***s duros, ansiando por seu toque. Damon nem parece que  um dia acabou me levando ao prazer. Com o olhar de Derick meu corpo inteiro entra em combustão, uma energia intensa que me liga ao capo.   Gemi alto quando a língua do capo brincou com meu bico, ele mordeu ele, puxando para depois chupar com força.   Sua outra mão marcando minha cintura, me apertando, apenas deixando meu corpo com mais t***o.   Eu preciso dele!   Não deveria estar transando com o capo no meio do nada, mas nada vai pagar isso de acontecer.   — Derick... — murmurei rouca.   — Geme para mim, Emily, quero te ouvir. — ordenou rouco.   Ele enfiou um dedo na minha b****a, sentindo o quão estou molhada, querendo ele dentro de mim.   Derick brincou com meu c******s dolorido, enquanto me observava, gostando de me ver remexer, gemer seu nome.   — Eu te quero! — rosnei irritada.   — Será que realmente quer? — perguntou rouco.   — Russo! — gemi nervosa.   Ouvi o barulho de plástico.   Assisti ele abaixar sua calça, colocando a camisinha em seu p*u duro, afastei as pernas querendo seu toque.   Ele se aproximou de mim, provocando, gostando de ver sua ex cunhada diante dele.   Em seu carro, nua.   Derick entrou em mim de uma vez, sem avisar, forte, duro, estocando com força.   Gemi mordendo o lábio, enquanto suas mãos estão na janela da Ferrari, em cima da minha cabeça.   — Delizioso! ( Delicioso)— gemeu rouco. — I miei occhi azzurri...( Meus olhos azuis)   Entendi apenas o "delicioso", não sei muito sobre italiano, tenho preguiça de aprender outras línguas.   Senti meu líquido descer em seu p*u coberto pela camisinha. Gemi manhosa, sentindo meu corpo mole, satisfeito, mas querendo mais.   Ele gemeu estocando mais, querendo loucamente chegar no clímax, gozar violentamente. Derick estocou com força, dizendo coisas em italiano, gozando também.   Ofegantes, mas tendo consciência que estamos no meio do nada.   Suas mãos agora foram na minha cintura, seu corpo colou no meu, minhas mãos estão em suas costas.   Respirando melhor, minutos depois, fiquei intrigada com algo.   — Você está me usando para vender para algum soldado ou aliado seu? — ousei perguntar.   Ele sorriu sem chegar aos olhos.   Sua mão direita apertou mais a minha cintura.   —  Na verdade acabei de f***r minha noiva e antes do casamento.       Noiva?   Estou assistindo ele colocar sua camisa e falar no celular com Alexandre.   Minha cabeça dói.   Dói, porque estou criando mil pensamentos!   Terminei de me arrumar, esperando ele voltar para o capo, quero ir para casa.   Derick entrou no carro, tranquilo, seu olhar procurou o meu imediatamente, querendo saber o que estou pensando.   — Será que você vai dizer o que se passa nessa cabeça? Terei que fazer um jogo para adivinhar? — questionou  divertido.   — Não entendi o que você disse. Como assim sou sua noiva? — o encarei sem entender.   — Quando quero algo, consigo de qualquer forma. — deixou claro com o tom ameaçador no lugar do divertido. — Sua divida é ser minha esposa, a rainha do submundo. E pelo que aconteceu entre nós, você quer isso, no fundo você sabe que quer. — apertou os olhos escuros para mim.   Olhos que são sombras, querendo enxergar tudo o que meus olhos não contam para ele.   — Transamos em um carro! — o corrigi. — Não foi um pedido de fazer parte do seu submundo! Muito menos ser sua esposa, casamento! — aumentei a voz.   Estou nervosa!   Mas, ele continua calmo.   Gostando da minha reação.   — Você acha que isso paga tudo  Emily? Estou apenas começando um jogo, nesse jogo quem manda não é você. — sorriu m*****o. —  Sua  família participa também, não quero que esqueça disso também, agora vou te deixar em casa e falar com sua mãe.   Engoli em seco.   Transei com o capo sem pensar em nada mais! Esqueci das consequências que iriam vir depois, apenas pensei no prazer e na maldita luxúria!   Derick pode usar nosso sexo para me expôr mais ainda para minha família. Minha mãe morreria se soubesse que fiquei com o capo antes do casamento!   Porém ela pode se assustar com a notícia que sua única filha será mulher dele.   O submundo sujo de Derick.   Jamais pensei que iria fazer parte dele.   Pensei que estava livre desse mundo de trapaças e truques.   Aquela moeda que acabei jogando na fonte abriu na verdade um caminho escuro para o submundo.   Diretamente para o império de Derick Russo.       Sai de seu carro olhando para minha mansão. Agora não há mais soldados prontos para proteger ninguém, o império que meu pai fazia questão de dizer que tínhamos  não existe mais.   — Nervosa? — o capo perguntou na minha orelha.   — Minha mãe, muito menos eu esperava algo assim. Então, sim, estou bastante nervosa. — admiti o encarando.   — Adoro sua capacidade de responder sem pensar que pode perder sua língua no processo. Acho que nunca te ensinaram que sim, pode perder a língua? — questionou pegando no meu queixo.   Engoli em seco.   — Não consigo aceitar nada. Acho que para você pode ser um defeito, ter uma mulher que não pode controlar. — sorri forçada.   Ele riu, uma risada sombria como a noite.   — Na verdade, vou me divertir no processo. — sorriu divertido.   — Que processo? — pisquei confusa.   — O submundo. Preciso de alguém forte ao meu lado, alguém que saiba todas as armadilhas e artimanhas para sobreviver. — explicou me deixando nervosa. — Se prepare para isso, porque você fará parte disso, mesmo que não queira.   — Estou pagando o que minha irmã te fez? — ousei perguntar.   Ele levantou uma sobrancelha grossa.   — Matei seu pai na frente de várias pessoas. Sua família depende de mim para qualquer questão até para respirar. — sorriu divertido. — Para finalizar você vai se casar comigo ocupando o lugar da sua irmã, tudo depende de você. Agora e sempre daqui em diante.    — É um preço alto, mas tenho que pagar. — sorri forçada. — Entre.   Abri a porta para ele e o mesmo andou tranquilamente. Segui ele com o coração apertado, estou na pior situação de toda minha vida!    Não há ninguém para me tirar do futuro incerto ao lado de Derick Russo.     Vovó saiu do quarto da minha mãe dando de cara com o capo ao meu lado.   — Boa noite capo, o que deseja? — perguntou desconfiada.   — Primeiramente preciso falar com a Giovanna.    Ele passou pela minha avó, entrando no quarto. Enquanto minha avó olhou para mim, entrei atrás dele para estar ao lado da minha mãe.   Ela se sentou na cama olhando confusa para Derick.   — Senhor capo, o que faz novamente aqui? — perguntou nervosa.   — Mãe, deixe ele falar. — pedi forçando um sorriso.   Fiquei perto dela, enquanto Derick a encarou.   — Ainda sou um cavalheiro. Vim comunicar sobre minha decisão, Emily será minha esposa. — anunciou deixando a mamãe nervosa.   Ela negou com a cabeça.   — Não! Ela é a única coisa que tenho! O que me restou... — negou chorosa.   — Mãe, respira. — pedi segurando suas mãos.   Derick se aproximou dela, calmamente, com os olhos frios e escuros.   — Aproveite seus dias com ela. — aconselhou abrindo um pequeno sorriso. — Uma semana para o casamento e depois disso ela virá comigo. Tudo começou pela sua filhinha vagabunda, depois com seu falecido marido e agora tudo depende da sua filha, então não estrague meus planos para não me ver pior do que no dia em que matei seu marido.  — ameaçou se afastando dela.   Fui até ele.   — Ela já entendeu, capo.   — Uma semana, não tente nenhuma gracinha. — avisou apertando os olhos para mim.   Ele saiu do quarto, deixando minha mãe chorando, negando que seja verdade.   — É mentira! Mentira! — gemeu angustiada.   Voltei para perto dela.   — Nada de r**m vai acontecer de novo. Mãe, prefiro casar com ele, tentar salvar o que restou. Ele poderia me jogar para um desconhecido ou coisa pior. — expliquei com calma.   — O que vai ser de nós, Emily? O que? — questionou nervosa.   Apertei sua mão.   — Tudo depende de mim agora, mãe.       Minha mãe adormeceu depois de minutos chorando, ela está inquieta com tudo o que Derick disse.   Fui para meu quarto tomar um banho rápido, pensando em tudo o que aconteceu. De alguma maneira, meu caminho estava ligado de alguma forma com o capo, nem a morte da minha irmã conseguiu desviar.   Coloquei um roupão branco de seda, enquanto passo escova em meus cabelos.   Ouvi passos, logo vovó adentrou o banheiro.   — Isso não é surpresa para mim.   — O casamento com ele? — perguntei curiosa.   Ela se aproximou de mim.   — Desde que vi o capo percebi os olhos dele em você. — revelou me deixando nervosa.   — Por que você não contou? — perguntei sem entender.   A encarei confusa.   — Prefiro guardar e depois na hora certa comento. Não estava errada, você caiu no caminho dele, como ele queria. — respirou fundo.   — Vó, preciso que você me ajude com a mamãe. Ela está em negação, achei que ela iria xingar o capo, entre outras coisas.   — Não se preocupe, Giovanna sabe o peso de cada palavra em nosso mundo, Emily.     Deixei a escova na pia do banheiro.   — Uma semana para sair de casa, certamente perto de vocês duas e ser esposa do capo. — falei para mim mesma.   Enquanto olho meu reflexo no espelho.   — O capo mandará sua mãe junto comigo para a casa do meu filho, George. — vovó afirmou ganhando meu olhar. — Porém George não é uma peça importante no jogo do capo, você sim, vejo que ele tem planos para você.   — Planos que arrepiam meus braços só com um pequeno pensamento. — falei nervosa. — O que você aconselha?   — Você é a salvação de tudo o que restou para nossa família. Não quero te pressionar Emily, mas sabe que precisamos de você ao lado do capo.   — O submundo, vovó. Algo que sempre queria fugir de alguma forma está me esperando. — admiti nervosa.   Ela pegou em meu rosto.   — Esteja pronta, o submundo vai ganhar sua rainha.  De volta para meu quarto acabei pegando algumas roupas deixando em uma mala. Tenho que organizar tudo para levar para minha futura casa, mas  não quero deixar minhas roupas aqui.   Arrumar tudo me acalma.   Tudo é incerto, não tenho certeza de nada mais. Fechei os olhos, lembrando do toque e da boca do capo em meu corpo. Ele queria me tocar, seu toque não causou nojo, pelo contrário, queria seu toque.   Abri os olhos novamente.   Tudo depende de mim, minha família, na verdade  o que sobrou. Meu tio acha que seu lugar é permanente ao lado do capo, ele é inocente como uma criança que ganha um brinquedo e acha que o brinquedo não será tirado caso ocorra um castigo.   Meu tio não pesa em absolutamente nada na balança do capo. Na verdade, vovó tem toda razão quando afirma que sou eu, o peso dessa balança de Derick.   Tudo ocorrerá de acordo com minhas atitudes, fugir causaria derramamento de sangue, coisas piores. Todos estão na minha mão e principalmente na de Derick com essa obsessão intensa e insana que liga o capo com a filha do ex conselheiro.   Caminhei em direção da varanda olhando o céu estrelado. Meus olhos foram em soldados, novos soldados com certeza de Derick.   Eles estão de olho em mim e em meus movimentos.   Engraçado que meu desejo era por Alexandre. Nada me tira da cabeça que meu cunhado era apaixonado pela Elena, ele tinha uma proximidade com ela muito estranha.   Nunca olhou para mim, agora estaremos na mesma casa, convivendo juntos.   Como o destino é traiçoeiro e c***l algumas vezes.   E todos nós somos peças de um jogo.     Acordei com Megan, minha prima, puxando o lençol do meu corpo em uma tentativa de me acordar.   — O que você quer, Megan?  Sabe que horas são?  — questionei irritada.   — Oito e meia da manhã, hora de contar  sobre a notícia do seu casamento com Derick Russo!  — insistiu.   Sentei na cama.   A encarei surpresa e em choque pela rapidez!   — Como soube disso em poucas horas?  — perguntei confusa.   Ela riu debochada.   — Todo mundo já sabe, tem mais soldados para proteger você. Meu pai não gostou da novidade, ele pensou que você iria ser vendida para algum amigo do capo! — riu divertida. — Amei a cara dele! E o casamento em uma semana! Como vamos resolver tudo isso? — questionou animada.   — Megan, quero aproveitar minha semana deitada em minha cama.   Voltei a deitar.   — Você vai ter que me aturar, Emily. — afirmou rindo.   Revirei os olhos.   — Seu pai acha que ganhou poder supremo para decidir sob qualquer escolha do capo. — ri debochada. — Minha vida está perto de se transformar por completo e não tenho uma alternativa de fuga para evitar casar com o capo.   — Você será a rainha do submundo, terá sobrenome Russo, mandará até o meu pai se duvidar. — comentou animada. — Se anime, por favor. Tem alguns benefícios em ter o sobrenome Russo e principalmente ser mulher dele.   A encarei.   — Quer ficar no meu lugar?   — Não! — negou rindo. — O lugar é seu. Sei que você será uma salvação para nossa família inteira, saberá também governar o submundo como ninguém. — me abraçou dando todo  apoio.   — Sempre fiquei em segundo lugar, Megan, você sabe disso. E agora estou em primeiro lugar, vou casar com o capo. — comentei confusa. — Cometi um deslize de ficar com Derick  antes de saber sobre qualquer coisa. — contei para ela.   — Emily, agora mais do que nunca, você não tem como fugir do que te espera.     Vestido branco, estilo sereia, cabelos soltos, saltos brancos.  Estou entrando na igreja sozinha, o lugar que seria do meu pai ficou vazio.   Enquanto ando devagar, percebi os diversos olhos curiosos direcionados em mim.   Meu coração está acelerado, minha mente cheia de suposições, desconfianças sobre o que essa união irá trazer.   Meus olhos acharam minha mãe ao lado da minha avó, ambas bem vestidas, mas  minha mãe não está sorrindo, minha avó conseguiu abrir um pequeno sorriso.   Encontrei Alexandre na primeira fileira ao lado do meu tio George, meus primos Megan e Eric ao seu lado.   O irmão do capo tem um sorriso debochado nos olhos.   Ignorei ele, olhando para Derick Russo, seus olhos escuros estão em mim. Meus passos são um pouco mais apressados e pelo seu olhar ele está irritado com a demora.   Quando enfim cheguei ao altar.   Ele colocou sua mão em minha cintura, falando em meu ouvido.   — Está linda, esposa, quero seu sorriso em vez de lágrimas.   Engoli em seco.   O padre sorriu ao olhar para nós, começando a falar da importância do casamento para todos os presentes.   Enquanto isso estou me preparando para aceitar ser uma Russo, ir embora da mansão e mudar minha vida completamente. Olhei de canto de olho para Derick  que olhava para a frente, tranquilo, ignorando as palavras do padre com certeza.   As alianças foram colocadas rapidamente, Derick não quer uma cerimônia longa.   Enquanto o padre começava falando dos votos do casamento, ousei olhar para ele.   Quando ele olhou para mim vi seu olhar m*****o, o sorriso debochado brincando em seu lábio.   — Emily Miler, você aceita Derick Russo como seu legítimo esposo? — o padre perguntou.   Acordei do meu transe.   Olhei para Derick.   — Aceito.   — Derick Russo aceita....   — Sim, termine logo. — o capo passou pelas palavras do padre com impaciência.   — Declaro marido e mulher.   Russo...   Agora este sobrenome está ao lado do meu.   Emily Miler Russo a esposa de Derick Russo.   Derick, meu marido, me pegou pela cintura, colando nossos corpos. Sua boca tomou a minha na frente de várias pessoas e eu  retribui ao seu beijo exigente.   — Honre meu sobrenome, i miei occhi azzurri.   
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