Capítulo 3

4024 Words
   Não posso dançar com meu pai no mesmo local observando tudo. Então, estou atenta, olhando tudo para saber se Damon havia ido embora.   — Emily, alguma novidade? — mamãe perguntou sentando ao meu lado em uma das mesas.   —  Sua filha é louca. Ela negou tudo de novo dizendo que foi um delírio! Você acredita? — perguntei intrigada.   — Pode ter sido!   Revirei os olhos.   — Mãe, não confie na Elena. Ela não é uma santinha como todos acham, Elena é uma cobra!   — Não fale alto! Pode ser um homem da escola que fez parte da vida dela. — sugeriu pensativa.   — Não acredito, nem você.   — Derick Russo pode matar todos nós se isso chegar em suas orelhas. Ele não terá piedade por ninguém! — se abanou nervosa.   — É melhor Elena esquecer essa paixão ou vamos pagar um preço muito alto mãe. — alertei séria. — Pode ser todos nós ou apenas uma pessoa, o capo pode escolher o que e quem quiser.    Entrei no quarto para saber melhor sobre minha mãe. Ela está sem aquele brilho nos olhos, algo que era sua marca registrada em qualquer emoção.   — Melhor? — perguntei segurando sua mão.   — Diz que foi tudo um maldito pesadelo Emily. Não foi real?— perguntou num fio de voz.   — Mãe, não foi um pesadelo. É algo real, consequências que estamos pagando.   — Quero morrer! Tiraram minha filha e meu marido de mim! — gritou chorosa.   — Que fim levamos? — perguntei para o nada. — Estamos sob domínio do capo agora, sozinhas nessa casa.   Olhei em volta.   Uma mansão linda, mas daria tudo para estar em qualquer lugar menos aqui.   Tudo o que aconteceu foi algo horrível.   Soltei a mão da minha mãe.   — Onde você vai?— ela questionou confusa.   — Megan está vindo. Acho que vou sair para respirar um pouco, não vou conseguir dormir de todo jeito mesmo. — expliquei e ela não resmungou.   — Tem certeza? O capo pode não gostar de você estar saindo...   — Mãe, ele não informou que não poderia sair da mansão. O capo não manda em mim por enquanto, não sei o que ele pretende fazer comigo. — a encarei sorrindo.   — Tenho medo Emily. — revelou angustiada.   — Do que mãe?   — O capo pode fazer o que quiser. Poderia mandar cada uma de nós para o inferno se quisesse assim, mas não! Não estou conseguindo entender algo. — me encarou perdida.   — O que você acha que vai acontecer agora, mãe? — perguntei curiosa.   Todo mundo diz que não devemos deixar de escutar avisos de mãe.   Ela respirou fundo.   Olhou em meus olhos.   — Derick Russo pode pegar algo de valioso. Algo que me resta, o bebê que dei amor, você, filha. Ele pode escolher te levar para o submundo, estar ao seu lado. — comentou nervosa. — Não quero que isso aconteça, você é o que me restou! Ele não pode tomar você de mim! Não pode!!   Suas lágrimas são verdadeiras.   Meu coração acelerou.   Isso não vai acontecer...         Megan não veio com Eric.   Um dos soldados veio dirigindo o carro, durante o caminho ficamos caladas. Quando ele estacionou perto de algumas pessoas no canto da pista, saímos imediatamente do carro.   — Como estão a vovó e a tia Giovanna? — perguntou preocupada.   — Minha mãe quem ficou mais abalada de todas nós. Aquela casa está com um clima pesado, afinal assistimos uma morte. — respirei fundo.   Megan me abraçou.   — Eric não veio por causa do meu pai. Eles estavam no escritório, não sei o que estavam resolvendo. — explicou me deixando intrigada.   — Acha que o capo escolherá seu pai como novo conselheiro?   — Por enquanto não foi falado nada Emily. Você acha que ele ainda pode colocar alguém da nossa família para ser o conselheiro? — perguntou desconfiada.   — Não sei, não tenho certeza de absolutamente nada, Megan.   Uma nova corrida vai começar.   Hoje nada me anima para tentar competir, estou tão atordoada que não conseguiria dirigir um carro ou tentar.   Não sou boa em dirigir, mas vale tudo pela adrenalina.   — Vamos beber um pouco? Vai ser melhor.   Assenti vendo ela se afastar de mim para conseguir as bebidas com os soldados.   Pelo ela trouxe alguma coisa.   Meus olhos foram ao encontro de um grupinho que não tirava os olhos de mim.   Estão comentando o que aconteceu.   Claro que estão!   — Perderam algo na minha cara? — perguntei sem paciência. — Quero saber!   — Calma Emily, deixa pra lá. — Megan aconselhou-me dando um copo.   Bebi lentamente.   — Não vou assistir sem poder opinar .   — Alexandre e o capo falaram algo sobre o que vai acontecer? — mudou o assunto.   A encarei.   — Apenas sei que agora o capo tem controle sobre minha cabeça. Vovó e a minha mãe não tem como participarem do plano dele, porque esse plano quem vai estrear sou eu. — afirmei certa.   — O que acha que ele tem em mente? — perguntou intrigada.   — Nada de bom, Megan.   Ouvimos um carro em alta velocidade se aproximando da pista. Reconheci  a Lamborghini do Eric, mas ele não veio sozinho.   Seu pai, meu tio George também veio.   — O que meu pai faz aqui? — Megan sussurrou confusa.   — Aposto que veio te levar.   Eric se aproximou da gente, enquanto seu pai falava com os soldados.   — Tentei não obedecer, Emily. — avisou sério.   — O que? — perguntei sem entender.   Tio George se aproximou rapidamente de nós.   — Boa noite! — meu tio cumprimentou sorrindo.   — Boa noite tio, o que te trás aqui? — perguntei intrigada.   Ele sorriu divertido.   — Levar você, ordens do capo. Como conselheiro não posso deixar passar, você deve entender Emily.     — Levar para onde exatamente? — perguntei nervosa. — E por que ele mandou você?   —  Sou o novo conselheiro  dele. — explicou sorrindo triunfante. — Para tentar limpar o nome da família, tenho que ser imparcial mesmo você sendo minha sobrinha, querida.   Ri debochada.   — Querida? Meu pai morreu há poucas horas e você já está desfilando feliz por estar no lugar que era DELE! — o enfrentei irritada.   — Pai, calma! — Eric pediu.   — Vocês dois não se metam! Megan e Eric não se metam nos meus assuntos com o capo. — avisou a voz fria como gelo.   — Por que o capo deseja me ver? Ele não pode vir e mandou você?   Tio George se aproximou de mim.   — Você não tem direito de questionar nada. Venha comigo agora, quer atrapalhar a diversão dos seus primos? — riu debochado.   — Estou indo contigo, não precisa usar seus próprios filhos para tentar me controlar, tio querido. — rosnei irritada.   Ele sorriu divertido.   — Boa menina, Emily.   Encarei meus primos e depois entrei no carro do Eric. Não iria atrapalhar Megan de se divertir ao lado do irmão por ameaças idiotas do meu tio falso e ambicioso.   Quando tio George deu partida no carro, comecei a olhar a estrada, estou esperta seja qual for seu movimento.   — Pensa que estou mentindo? — riu debochado.   — Não confio em você, tio. Desculpa, mas não vou mentir. — o encarei sorrindo forçada. — Pelo menos me diga o assunto que o capo deseja tratar comigo.   —  Sabe que ser curiosa não é bom para nada? — questionou rindo. — Sua irmã é a culpada, depois seu pai do que aconteceu com nossa família. Creio que você pagará pelo preço que o capo desejar querida é justo.   — Seja o que for, não vou fugir como Elena fez, não sou igual minha irmã, sou melhor que ela. — o avisei sorrindo.   — Palavras confiantes vindo de uma menina que está sozinha.   Senti o veneno em suas palavras.   Ele voltou a olhar para a estrada.   Enquanto fiquei calada.   Pensando em meu encontro com Derick.         — Pelo menos você está tratando bem o capo. — papai comentou assim que chegamos em casa.   — Não gosto dele, mas sou educada.   — Vou deitar, boa noite, amo vocês! — Elena sorriu amável.   Ela abraçou meu pai e depois minha mãe.   Subindo para seu quarto.   — Elena vai ser uma bela esposa, ela forma um belo casal com o capo. — mamãe elogiou animada.   — Ela poderia se esforçar para ficar perto dele. — papai sugeriu. — Parece que quer ficar longe.   Na verdade acho que ele não liga com quem ela esteja.   —  Boa noite, vou dormir, estou cansada.   —  Boa noite. — papai respondeu sem emoção nenhuma.     Entrei em meu quarto pensando no capo. Derick não costuma brincar como Megan disse, mas por que ele fica tão próximo de mim?   Parece que quer me irritar.   Fazer com que perca o controle e fale coisas que causariam minha morte no exato momento que as palavras deixarem minha boca.   Fechei os olhos por um momento.   Parecia que seu olhar queimava minha pele.   Mesmo estando longe da minha casa.   Respirei fundo.   Preciso manter o controle.   Ouvi um barulho de vidro sendo quebrado.   Arregalei os olhos.   Corri para fora do quarto indo ver se Elena estava bem. Quando vi uma corda feita de lençóis na varanda do quarto dela.   Consegui ver ela correndo até um carro preto.    — MÃE! PAPAI! ELENA ESTÁ FUGINDO! — gritei nervosa.   O que ela pensa que está fazendo?   Tentando matar nossa família com uma fuga?         — Elena vai explicar! ELA VAI!  — papai disse enquanto entramos no carro para ir atrás dela.   — Minha filha deve ter sido sequestrada!  — mamãe disse aos prantos.  —Ela é inocente...   — Ela estava saindo porque queria mãe, não acredite em ilusões. Parece que ela esconde algo, para fugir desse jeito!  — falei olhando para meu pai.   Vendo seus olhos perigosos.   Ele olhou para minha mãe.   — É bom que Emily esteja errada.   —  Calma Edward! Por favor!    — Senhor!! — o soldado que está dirigindo chamou atenção do meu pai.   O carro em que Elena está com alguém foi direcionado para um penhasco.   Nosso carro parou, mas foi tarde demais. Assim que saímos do carro um tiro foi dado no pneu por um dos homens de Russo.   — O QUE VOCÊ FEZ!? —  mamãe gritou para o homem.   O carro caiu. — Ordens do capo, senhora. Sua filha estava com um homem em companhia e conseguimos saber quem. —ele contou olhando o celular.   — MINHA FILHA NÃO!! — mamãe gritava olhando para o penhasco.     O carro explodiu.   O fogo tomou conta.   Não podia fazer mais nada.       Engoli em seco.   Ela morreu.    O carro de Alexandre logo apareceu, ele saiu do carro com um olhar sombrio direcionado para nós.   — Sua filha  estava com um homem!  Ela traiu a honra e você não fez nada?   — Não sabia! Quem é esse homem? — papai exigiu nervoso.   — Damon Riler.   Pisquei confusa.   Depois o choque veio com tudo.   Elena se envolveu com o homem que estava comigo! Damon e ela estão mortos!    — Ela traiu sem pensar na família! NÃO TEMOS CULPA DE NADA! — gritei nervosa. — ELENA É UMA VAGABUNDA!   — CALE A BOCA EMILY!  — papai gritou irado de raiva.   — Sua família está manchada pela aventura s*******o da sua filha.  — Alexandre riu debochado.  — E agora vocês vão pagar pelo erro dela!   — Quem vai pagar? — ousei perguntar para ele.   Ele se aproximou de mim. — Meu irmão vai decidir isso. Então pode sobrar para você, mas apenas Derick vai dizer, melhor voltarem para sua casa enquanto podem.   — Meus homens estão cuidando de tudo. — papai falou com eles.   — Minha menina morreu.. — mamãe soluçava inconsolável.   Meu olhar está em Alexandre.   Enquanto meus pais se afastaram fui tirar satisfações com ele cara a cara.   — O que você quer Emily? Se desculpar pela sua irmã? —riu debochado.   — Você está mais nervoso que meu pai e o capo nesse momento. Ele nem veio primeiro! Elena chamava sua atenção, melhor você queria ela...   Ele pegou meu braço com força.   — Você não passa de uma v***a! Cale sua maldita boca antes que você acabe como Elena... — ameaçou baixinho.   — É melhor nada acontecer com meus pais. — o ameacei de volta.   — Alexandre, largue a minha filha! — papai exigiu num tom não amigável.   Alexandre me soltou com raiva.   Papai me pegou pelo braço obrigando a entrar no carro.   Já posso sentir os olhos escuros de Derick sobre mim.   Ele vai se vingar de todos!   — O que faremos contra a ira do capo?  — mamãe perguntou atordoada.  — Não temos o que fazer!   — Cale a boca Giovanna! Não quero ouvir choro por uma vagabunda que acabou com o nome da nossa família!  — mandou irritado. — CHEGA!   — Elena é a culpada por nossa situação pai.   Ele olhou para mim com os olhos frios como gelo.   Sem nenhum pingo de emoção.   — Você vai fazer dezoito anos em poucos dias. Vai se casar com alguém para dar suporte para nossa família querendo ou não! — anunciou acendendo um cigarro.   — Não.. — sussurrei.   — Edward por favor! — mamãe implorou nervosa.  — É a minha ordem, Emily.       Meu pesadelo não poderia ser pior.   Com uma moeda jogada em uma fonte.   Acabei pedindo minha felicidade.   O meu pedido não foi atendido, ele foi roubado de mim pela minha própria irmã. Ela acabou com nossa família, manchou ela para sempre, colocando seus pais e sua irmã na mira da morte.   Meu pai me pegou pelos cabelos com força assim que chegamos em casa.   — Pai, por favor, solta!   — Você vai servir agora para nós! VAI SER VENDIDA PARA ALGUÉM E SERÁ ESPOSA! — exigiu apertando mais meu cabelo.   — Não mate nossa única filha, Edward! — mamãe pediu.   — O que está acontecendo aqui? Largue Emily agora filho! — vovó ordenou nervosa.   Meu pai olhou nos meus olhos.   — Pelo menos vou conseguir vender você agora vagabunda. É bonita, esses olhos azuis vão ajudar, seu corpo também. Tem a beleza de sua mãe!   Ele me largou com um sorriso satisfeito.   Vovó me abraçou fortemente.   — Calma Emily.   — Vou pagar algo que não tenho culpa vovó, Elena deveria estar pagando!   Minhas palavras desesperadas tem um motivo.   O capo está chegando.     Ele vai cobrar pela traição.   Derick Russo vai vir pessoalmente até nossa casa.   Ele vai escolher alguém para pagar por essa humilhação e vexame.   Essa pessoa vai pagar de corpo e alma.       — Tenho meus direitos papai! — o encarei nervosa.   — Seu direito vagabunda é se preparar para ser esposa de alguém que consiga salvar essa maldita família! ENTENDEU? — me pegou pelos cabelos.   Ele me puxou pelos cabelos, não deixou minha avó e muito menos minha mãe interferir. Estou sendo levada para meu quarto, vou ficar trancada para ele concluir seus planos.   — Ela sempre foi perfeita para vocês! Agora estão pagando pelos erros dela conosco! — provoquei nervosa. Ele me soltou metendo o tapa na minha cara.   Antes que pudesse segurar a porta, ele simplesmente fechou passando a chave.    Bati na porta desesperada!   — Vou ficar sem comer? Papai! — chamei por ele.   — Você vai aprender na marra, Emily!    Seus passos se afastaram da porta.   Bati novamente.   Nada, ninguém.                         Olhei um porta retrato da nossa família, Elena na frente, sempre com destaque e olhares amorosos exclusivos para ela! — TE ODEIO SUA MALDITA! POR SUA CAUSA VOU PAGAR CARO! — gritei pela minha dor, frustração.   Uma mistura de vários sentimentos, por tudo o que está acontecendo na minha vida.   Olhei para a varanda, foi ali que fiz um pedido que acabou sendo uma destruição para essa família. Elena traiu o capo.   Como ela está morta quem vai pagar por tudo isso será sua família!    Vou pagar por algo que não tenho culpa nenhuma!   Meu ódio por ela só aumentou!            Acabei adormecendo no chão do meu quarto.   Não lembro quando adormeci, minha cabeça pelo menos está melhor. Estava com dores, não tive oportunidade de descer e tomar um remédio.   Na verdade, tenho que pensar que vou ser vendida para uma família que meu pai desejar. Sua filha será uma bela mercadoria, uma possível salvação que ele se apegou em sua mente perturbada.   Meu futuro será procriar.   Poderia aceitar tudo isso.   Mas não!         Não é da minha natureza aceitar uma situação onde sou mais um brinquedo do que uma mulher. Quando a porta foi aberta, não me movi do chão, mamãe entrou desesperada, quando me viu arregalou os olhos.     — O que aconteceu Emily? Pelo amor!! — se abaixou tocando em meu rosto.   Certamente achando que estou doente.   — Estou cansada! É isso que está acontecendo comigo, não quero seguir ordens que meu pai espera que siga. — expliquei séria.   — Você não diga isso novamente por nada nesse mundo filha! Ele m*l dormiu, quebrou várias coisas...   Dei risada.   — É pouco! Passaram anos mimando Elena, deixando ela na frente de tudo para no final ela  apunhalar vocês. — sorri divertida.   — Sou sua mãe! — repreendeu séria. — Tome um banho, o capo está vindo para resolver essa situação.   Todo o meu deboche sumiu.   Lidar com o capo agora tão cedo?   Não estou  preparada para isso!   Engoli em seco.   — Por que vou participar? Para tentar impedir uma desgraça? — questionei sem entender.   — Você ficará ao lado de sua avó e do meu.   Estou sentada em um dos sofás da nossa enorme sala. Tudo está horrível, cacos de vidro pelo chão, não deu tempo das empregadas fazerem nada.   — Essa situação é o fim! — vovó comentou com desgosto. — Elena se fingiu de puritana para enrolar todos! Principalmente meu filho, o conselheiro do capo envolvido nessa desgraça!   — Edward é um ótimo conselheiro, o capo sabe disso. — mamãe disse esperançosa.   Não sei de onde veio essa esperança dela.   — Um império caindo diante dos nossos olhos. — respondi encarando os cacos de vidro. — Enquanto Elena está morta, estamos próximos de encontrar ela.    — Não fale isso! — mamãe pediu desesperada.   — O que podemos esperar? — vovó a encarou rindo. — Essa é a destruição da família!   Meu pai surgiu com olheiras.   — Calem essa boca!  — exigiu nervoso. — Quero que falem quando for pedido!   Ouvimos barulhos de carros.   Meu coração está acelerado.   Abriram a porta principal.   O capo e seu irmão  Alexandre chegaram juntos como esperado.   — Tentou acabar com sua vida? — o capo questionou vendo toda situação da casa.   — Não...   — É melhor assim, você não iria atrapalhar meus planos contra você caro conselheiro. — seu sorriso é puro veneno.   Senti um arrepio profundo com sua fala.    Tentei evitar pensar no pior.   — Capo, não sabia nada sobre Elena e seu envolvimento com um ordinário! — papai se defendeu.  — Entregaria ela para você torturar, fazê-la pagar, mas ela está morta! O que posso fazer?   — Que tipo de pai você é? Que não sabe cuidar da própria filha! Criou uma vagabunda sem saber? Você é um lixo Edward! — Alexandre o encarou com ódio. — Você é frouxo para governar sua família e ser conselheiro.   Senti o clima pesar ainda mais.   — Tudo pode ser consertado. — papai sorriu ao dizer. — Tenho uma filha para servir como esposa de algum homem que queira um acordo comigo.       Um maldito objeto!   Sou isso para ele.   Os olhos dos dois irmãos foram direcionados para mim.   Estou sendo avaliada pelos dois para decidirem se vou ser vendida para um acordo infernal?   — Pretende usar sua filha caçula como uma salvação para tudo isso? — Alexandre riu questionando meu pai.   Uma risada debochada.   Derick apenas encarou meu pai.   Sem falar nada.   Seus olhos intensos nele.   Ele não vai ficar quieto por muito tempo, sinto isso!   — Capo o que acha? Minha filha é uma salvação para a imagem da família Miler. Ela pode ser esposa de quem você quiser e desejar, está em suas mãos.   Meu desespero aumentou.   Fiquei de pé.   — Não vou ser vendida! NÃO VOU! — gritei desesperada.   — VOCÊ NÃO TEM QUERER VAGABUNDA! CALE-SE!! — papai exigiu mostrando os dentes.   Ele está vermelho de raiva.   — Filha fique  aqui! — mamãe segurou meu braço.   Alexandre riu debochado.   Os olhos de Derick estavam em mim.   Senti meu corpo inteiro se arrepiar com seu olhar.   — Fui traído, Edward. Minha imagem foi prejudicada por uma vagabunda gerada por sua mulher e você! — Derick disse com a voz carregada de ódio. — O meu próprio conselheiro contribuiu com isso. Você é um imprestável que não serve nem como tapete para ser pisado! — pegou ele pelo pescoço.   — Tenha certeza que não tive culpa nenhuma! Capo, sempre deixei claro que estou de corpo e alma para obedecer suas leis e servir.   — Promessas vazias que você não cumpriu maldito! Quem vai te defender agora? — Alexandre o encarou rindo. - Fale!   Derick olhou para nós.   Principalmente para mim.   E depois pegou sua arma abrindo a boca do meu pai.   Cinco tiros.   O corpo caiu no chão, o sangue escorrendo por todo o local.   — NÃO!! — minha mãe gritou.   Ela caiu no chão desesperada.   Fiquei de pé.   — Enquanto vocês três agora dependem apenas da  minha misericórdia. — Derick afirmou sem tirar os olhos dos meus.   — O que será de nós? — perguntei atordoada.   — Vocês estão sob meu controle é melhor aproveitarem essa nova oportunidade de respirar que estou dando para as três. — sorriu m*****o. — Volto em breve.   Ele saiu com passos firmes.   Olhei para o Alexandre.   — Tenham um tempo para enterrar o corpo do defunto.  — riu debochado.   Quando ele saiu também, o caos se deu início para o que restou de família para mim.       Assisti meu pai morrer na minha frente.   Esse foi o preço que ele teve que pagar, ser morto na frente de sua família.   Agora estamos sob domínio do capo e sua vontade. Minha mãe desmaiou, chamaram um médico para dar assistência para ela. Fiquei no meu quarto, pensando em tudo o que aconteceu agora pouco.     O que será que Derick tem como plano para mim?   Ele não vai me deixar viver apenas com alguns machucados profundos na alma.   — Sua mãe está sob efeito de calmante. — vovó avisou entrando no meu quarto. — E você?   A encarei.   — Foi algo horrível de ver, apesar de tudo era meu pai. Mas ele iria me vender! Como um maldito objeto! Nunca pensou em mim como sua filha... — rosnei irritada.   — Calma Emily, não adianta ficar pensando em tudo o que aconteceu. Estamos em uma situação pior, desprotegidas sem seu pai! — alertou preocupada.   — Elena causou tudo isso, ela deveria estar viva para pagar por tudo. — sorri irônica. — Mas  o tio George que vai assumir o lugar de conselheiro? — perguntei certa que é ele.   Quem mais Derick iria escolher?   — Não acho que George consiga isso. Derick não iria colocar alguém que é do mesmo sangue de seu pai. — vovó comentou intrigada. — Mas estou certa que ele escolherá alguém de seu círculo mais íntimo. O que preocupa mais é estarmos sozinhas, os planos que o capo guarda para nós! — desabafou frustada.   — Se ele quisesse matar, não estaríamos respirando ou falando vovó. Os planos dele não incluem minha mãe ou a senhora, claro que ele vai usar a ideia nojenta que meu pai teve. — deduzi sentindo raiva.   — Arrumar um marido para você certamente?   — Sim, mas também tem uma opção de me vender. — respirei fundo. — Estamos sem proteção, sem nada.   — Ele não pode te vender como uma qualquer! — vovó afirmou nervosa. — Vou tentar dar um jeito.   Fiquei próxima dela.   Abracei a mesma.   — Calma vó, não vou aceitar tudo que será direcionado para mim. Posso me machucar, entre outras coisas no processo, mas não irei aceitar tudo calada. — afirmei sorrindo.   — Você é linda, inteligente. Pode ter tudo Emily, como usar isso para se proteger. Sua mãe e eu não temos sua idade, você está começando sua vida, saiba conduzir. — aconselhou beijando minha testa.   Abracei minha vó amada.   Enquanto em minha cabeça apenas penso em suas palavras.       
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