Enri Albartelli
Após a saída garota, apenas me vesti, o que senti a pouco poderia acontecer normalmente essa explosão de desejo, um beijo que encixa facil, fica encantado pela beleza exterior que me é diferente, o sangue ferver por desejo, sou movido a sexo, a momentos com o prazer deliberado, desci alinhando o terno com as mãos, minha mãe sentada a mesa, me olhou. — O que fez pra a garota sai daquele jeito? — Parecia chateada, a pergunta veio séria, o que eu não fiz, seria o melhor a ser perguntando, franzi o cenho estranhando alguém não se aproveitar da situação para conhecê-la, ela não teria condições de sair se eu tivesse feito.
— Ela tem namorado. — Sorriu fraco ao me ouvir, tomei meu café em seguida levantei sem estender assunto a mesa, beijei a sua testa com carinho. — Estão juntos? — Neguei a pergunta com certeza é porque a trouxe, isso nem eu consiguir responder, trazer uma garota embriagada, apagada pra casa e nem mesmo ter nada com ela. — Não, mãe, é apenas alguém que precisou de ajuda. — Zombou entre lábios, as pessoas costumam a pensar que beijo é romance.
Sai para a empresa, ao chegar passava das dez da manhã, subi até o meu andar, vi Simone sentada lendo algo na poltrona, Assis se abanando de pé, a sua frente uma xicara de café, pensei que o calor estava apenas no meu quarto mais cedo, aumentei o ar, mas não estava tão quente assim, apesar de haver sol.
— Ah Enri querido, bom vê-lo. — Nos cumprimentamos com beijos ao lado do rosto. — Desculpe o atraso Simone, o que tem pra mim? — Sorriu ao me ouvir. — As papeladas andam devagar por que ainda não encontrei um assistente a altura da Albartelli, a cada ano que passa fica mais díficil encontrar alguém compatível com a empresa. — Lamentei, nos sentamos não compartilho da sua opinião por não conhecer a area do direito, não posso julgar em conhecer, mas que um assistente é fundamental para o desenvolver das funções, sim,tenho que concordar.
Passou-se horas me explicando as leis que implicam na construção,expondo ponto de vistas, e brechas em leis, é um terreno que simplesmente não podemos enfiar a mão e construir, em caso de construção de prédios pode impedir a visão ao fundo, mostrou-me na maquete, almoçamos juntos desta vez, ela apenas salada, enquanto eu ao meu bife não abandonei. Alguns clientes foram agendados pra outro dia, aquele era melhor focar nos problemas desta vez.
O dia passou intenso, Simone me explicando sobre os labirintos da lei de compra e venda, eles não explicaram isso bem no acordo para o meu avô e o advogado da época, para mim que penso em aproveitar bem o terreno, não ajudará muito, a noite chegou, Simone foi embora, eu fiquei pensando em possíveis maneiras de ocupar a area sem afetar o principal, ao ver que não há saída, peguei o terno, sai da sala, parei no bar para esfriar a cabeça, uma morena me olhava sentado na cadeira.
Flertamos um pouco, antes dela vi até mim. Mas ao chegar veio me dando um beijo no rosto, que se esticou para a minha boca. — Boa noite bonitão. — Beijei a sua boca ainda com gosto de morango, deveria estar bebendo algo do tipo, senti a sua lingua na minha, nos beijamos no bar com a luz amena, sentou a meu lado, bebemos algumas doses, até parar num motel outra vez. A sua mão foi invasiva, na minha calça do jeito que eu gosto, de mulher com atitude, colocou meu m****o na boca, me levando ao delírio.
Transamos, ela estava no banho quando me vestir. — Tenho que ir Beatriz — Sorriu virando-se totalmente nua para mim, seu corpo é bonito, os s***s duros, fartos, a barriga chapada, a troca foi muito boa. — Sim, esta bem Enri. — Assenti, saiu do banho me dando um beijo demorado outra vez, mas tão cansado nem insistir, desci paguei a conta, deixei o pernoite pago, ela parece que gostou do lugar, cheguei em casa mais cansado do que antes, se fosse mais longe o destino talvez dormisse no carro.
o Final de semana passou no mesmo ritmo, apenas domingo fui a praia aproveitei um pouco com os amigos, mas na segunda novamente encontros com clientes e reuniões, a minha mãe querendo saber da garota, desde Elisa não trouxe outra pra casa, não sei o que me motivou a trazer aquela garota pra casa, talvez a sua vunerabilidade naquela noite. Mas quando foi que me tornei um bom samaritano pra isto? Perguntei-me na quarta-feira pela manhã no café da manhã.
— Mãe esquece, eu posso lhe dá uma lista de contatos de mulheres já que parece querer conhecer todas que chegam perto de mim.— Ergueu a mão deixando o guardanapo na mesa.— Tudo bem, não pergunto mais, só que... — Neguei mais uma vez. — Não tivemos nada senhora Léa, faz o favor de parar de pensar minhocas, como esta a coleção nova? — Sorriu desta, falar em jóias é algo que ela ama.
— Indo, estou tentando alguns rabiscos, por acaso o contato da garota esta na lista? — Revirei os olhos, a garota virou o meu karma sai de casa para mais um dia cheio, passava do horário do almoço. — Visita técnica do shopping quer ir comigo? — Olhei para Elton, cheio de papelada a minha frente. — Já? — Sorriu ao me ouvir. — Quero ver como anda o levantamento, uma hora destas iremos ser absorvidos pelas paredes deste lugar.
— Qual o motivo das suas queixas senhor engenheiro? — Arrastou a cadeira ao se sentar. — Esse silêncio essa paz, apenas saltos indo e vindo, homens falando a minha orelha, me deixa inquieto. — Coloquei a caneta na mesa me apoiando na cadeira. — Isso é algum tipo de convite para fugir do trabalho? — Prendeu o lábio aos dentes, bateu dois tapas na mesa. — Visita técnica com a arquiteta é trabalho, não acha?
— Qual delas, a Simone irá junto? — Suspirou no fim. — Não, esta louco, somente você para atura-la,ouvir dizer que o novo estagiário não ficou um dia, chegou pela manhã, não retornou pra o almoço, o seu que capaxo ainda não voltou, se não for você, será Simone, se não for nenhum dos dois,a esposa dele com certeza a constar na certidão de óbito do Assis. — Lamentei outra vez, sem assistente? — Por isso que ele ainda não voltou da gráfica.
Dei conta somente agora, após o almoço não o vi retornar. — Assis merece pelo menos três salários, oh não, cinco,dois equivale pela esposa, ele é meu exemplo diário para não casar. — Ergui a sobrancelha, Elton falando em casar? — Hãm? — Aproximei a orelha ao fingir não entender. — Falou em casamento?
— Ela é legal, não é casamento, nem namoro, mas é maluquinha que me faz gostar da companhia. — Inspirei desta vez, ao lhe ouvir. — Esta doente? Louco? — Levantou olhando em volta. — Talvez, nem adianta perguntar o nome dela, Indinara Moraes, arquitetura escala dois... — Assobiei ao ouvir falar. — A loirinha de sexta? — Sorriu largo. — Estamos ficando desde sexta, algumas escapadinhas,a mulher é louca como nunca previ.
— Depois do noivado isso passa, é fogo pra enganar. — Voltei a ler o contrato novamente. — Balada hoje a noite? — Neguei sem lhe olhar, virei a página. — Reunião hoje a noite, felizmente não tenho opções como você.— Sorriu em gargalho. — Também não sou o Dom Albartelli, que tem mulheres aos seus pés, eis que exceto por uma, aliás não duas, se eu fosse você teria voltado na sexta a noite.
— Pra onde? — Indaguei sem olha-lo, tive certeza que mais uma vez falaria da sua irmã, Elisa. — Ani é legal, tranquila, sexta a noite a garota que te deixou na boate. — Continuei com os meus olhos dos papéis, pronto a saber mais. — O que tem? — Indago sem demonstrar interesse. — É bonita, bem responsável pelo que me parece, a amiga só fala maravilhas ao seu respeito.
— Claro é amiga, acha que falaria m*l dela? — Assinei as folhas, após ler. — Lhe conheci depois de acordar na sua casa. — Olhei em sua direção. — Esta pegando as duas? — Negou os olhos azuis me observando. — Não, só penso que poderia ter ido na sexta, já que te interessou de primeira. — Abri a boca pra dizer que sim, que eu fui. — Mas parece que tomou uma boa decisão, seu mau caratér poderia respingar em mim. — Riu limpando a blusa azul, como se eu fosse o único.
Isso não me incomodou, ela não disse que a levei pra casa? Que nós beijamos, com certeza tem namorado mesmo. — O namorado dela deve ter ido, não sou bab....
— Que namorado? Tomou o maior par de chifres, o playboy pegava geral nas costas dela, Indinara disse que foi até hoje não superou, quando não esta ocupada, passa parte do tempo falando da garota. — Continue a minha leitura,conferi as páginas assinadas. — O cara nem a considerou pegou outra na cara, pra todo mundo ver.
— Normal, ela pode ser bonitinha, mas talvez não seja atraente. — Riu ao me ouvir. — Não é atraente? Esta bom, pra você não serviria não, parece ser dessas mulheres com proposito na vida, o pai morreu deixou a casa e dinheiro na poupaça, ela se vira como pode. — Lhe olhei vagamente, voltei a leitura. — Parece esta mais interessado na amiga do que na arquiteta, pretende fazer a troca?
— Não, só que não é o que eu estou acostumado. — Ergui a sobrancelha ao ouvi-lo, toda mulher tem um lado santa, e outro safado, basta saber quem desperta esse lado em uma. — Talvez o namorado tenha outro lado a dizer sobre isso. — Deixei a folhas juntas, peguei as chaves. — Você vai ? — Suspirei fundo, evidente que se eu não for, ele não irá sair do escritório hoje, fomos para o segundo andar, lhe vi a espera da arquiteta.
Fomos em carros separados, ela num sport branco, enquanto ele comigo me falando sobre os possíveis reparos. Ao chegar ao local analisamos o lugar, até que Simone chegou com a autorização da fiscalização pra mudança. — Boa tarde. — Nos cumprimentou com Assis a tira-colo, seu olhar para mim era desesperador, imagino que ser assistente dela não seja fácil. — Boa tarde. — Cumprimentamos juntos.
A arquiteta lhe olhou de cima a baixo, fiz o mesmo, notando o vestido azul claro, com dobras no designer acima dos s***s. — Tudo bem querida? — Sorriu fraco. —Sim, bonito o seu modelo de vestido. — Falou, mas os seus olhos não estiveram por muito tempo no vestido. — Ah é uma marca portuguesa. — Complementou Simone, fizemos a visita técnica do local, as estruturas precisam ser reforçadas.
A minha semana passou como todas as outras indo entre trabalho, sexo como diversão, o que mudava era apenas Elton que agora arrumou uma ficante a tira-colo, fomos a balada na sexta a noite, ele passou a noite inteira agarrado a loira, enquanto me envolvi com ruiva, morena, loira, eles continuaram juntos aos beijos. A sua cara quando a loira rebolava a sua frente, não dava em outra. — Combatente derrotado, devo procurar outro companheiro? — Bati em seu ombro, soando o aviso, mas ambos negaram. — Nem pensar. — Elton falou, ela apenas sorriu afirmando.
Tive certeza que quando dois não quer, dois não briga, e por isto mesmo que ia dá em algo a mais desta vez.