Capitulo IV

2122 Words
Ani Guerra Os reflexos da claridade invadiram o quarto, passei a mão em meu rosto lentamente adiando o abrir de olhos, o perfume diferente me fez sentar na cama olhei os móveis a minha frente, branco com o quarto preto, arregalei os olhos, cobri o meu corpo com o cobertor. — Meu Deus Indinara? — Gritei em completo susto, olhei para a cama a meu lado, abri a boca em completa perplexidade, o homem deitado a meu lado, me olhando com olhos verdes braços cruzados acima da cabeça, me fizeram afastar o edredom do meu corpo. — Ufa! Vestid... — Suspirei em alívio, mas parei ao ouvi-lo ri baixo. — Estou acostumado com o contrário. — Sentou ao meu lado, os cabelos castanhos despenteados, o rosto um pouco amassado. — Como eu vim... — Gesticulei o dedo em torno do lugar, desci da cama, a cabeça doendo. — Para aqui? Nos meus braços não sei o que você bebeu ontem, mas simplesmente apagou. —Abri a boca ao virar-me para ele, vendo um porta retrato dele com mais duas pessoas a seu lado. — Este é o seu quarto? Olhou para o lugar que eu permaneci olhando. — Hum hum, meu quarto, minha casa, imaginei que seria pior se acordassemos num motel, hotel você me entenderia m*l. — Aproximei do porta-retrato, apontei para o idoso. — Seu avô? — Sorriu ao me ouvir. — Perguntei onde é a sua casa, mas você não fez nada além de segurar a barra do vestido contra o corpo. — Olhou-me de baixo a cima, fiz o mesmo com ele, blusa branca folgada, calça preta moletom, descalço. — Dormimos juntos? — Olhou para a cama, ambos os lados amassados e desfeitos. — É o que parece, não pense muito, não faço isso sempre, não quis chamar os empregados, além disso hoje não quis entrar num hotel com uma mulher dormindo nos braços — Abri a boca ao lhe olhar dizendo cada palavra, até se aproximar. — Tome um banho, esta puro odor de cachaça. — Me cheirei, ele saiu do quarto, o olhei rindo de mim. Abri os olhos tendo um surto interno, eu estou na casa de Enri Albartelli? Não, não estou louca, olhei pela porta ele se foi de fato, tirei o vestido, olhei em volta pelo quarto, tomei um banho rápido sem sabonete em barra, usei o líquido, esses homens são muitos mulherengos, não me enxunguei, me vesti quando voltou, lutando contra as amarras do vestido no espelho, quando aproximou-se me olhando pelo reflexo, engoli em seco com a sua aproximação, mas abaixou o rosto com os olhos em minhas costas, senti tocar a minha pele. — Aproveite que todos ainda dormem, saia sem... — Apertou as minhas costas com força. — ... fazer barulho. — Virei assentindo pra ele, que me avaliou de baixo a cima. — Nós conhecemos de algum lugar? Neguei, definitavamente não. — Bem... — Aproximou me enconstando ao espelho, acariciou o meu rosto com a mão. — O que esta fazendo? — perguntei ao homem que roçou a barba em meu rosto. —Tem certeza que não nos conhecemos? — Neguei a sua frente, desviei por baixo do seu braço em pronta fuga. — Tenho que ir, obriga... — Puxou-me pelo braço, me levando pra o seu corpo, arqueei a sobrancelha. — Esse é o tratamento Enri Albartelli após ouvir ... — Senti os seus lábios nos meus, os olhos abertos nos meus. Chupou meu lábio inferior, mordeu lentamente olhando em meus olhos, senti a sua lingua pressionar entrando devagar em minha boca, franzi o rosto ao senti a sua lingua em minha boca, a sua mão em meu braço, a outra veio a minha cintura, a medida que encontrou a minha, senti a sua dominância sobre mim, cedi ao beijo fechando os meus olhos, senti o estalo da sua lingua a minha, me fazendo abrir mais a boca, não parou, foi voraz, explorando mais a minha boca, brincando com a minha lingua, senti t***o, puro desejo de não parar naquele momento, não sei se estava usando ou sendo usada, mas entrelacei a mão ao seu pescoço querendo mais dele, ficando na ponta dos pés enquanto a minha boca foi explorada. — Enri querido... — Virou-se rapidamente, me escondendo atrás dele. — Mãe? O que faz aqui? — Olhei a mulher alta, de aneis dourados nos dedos, cabelo loiro chanel, olhos verdes como os deles, fixos em nós dois. — Enri quem é a moça? — Perguntou me fazendo queimar em vergonha. — Mãe eu já disse que não deve entrar em meu quarto. — Quanto tempo durou o beijo? Ele disse que todos estavam dormindo. — Tudo bem, moça me desculpe, é que o meu filho nunca trás alguém pra casa, eu posso — Tentou explicar-se não sai de trás dele, encolhi-me na verdade atrás das suas costas, agarrada a sua blusa branca, afastei as minhas mãos ao ver como faltava pouco pra entrar em sua pele. — Dá pra sair, por favor — Ele avisou em voz alta, ouvir o fechar da porta, sai de trás dele. — Minha bolsa? Minhas coisas onde estão? Me olhou com as mãos nos quadris. — Estão no seu carro que ficou no estacionamento da boate. — Estendeu a mão em minha direção, neguei ao seu toque, ele veio até mim me fitou com os olhos verdes dando a sensação de que seria pior desta vez. — Nem pensar, fique onde... — Sorriu vindo em minha direção. —O que vai fazer? Nem sei o seu nome. — Não importa o meu nome, o que estavámos fazendo é errado. — Bufou entre lábios, senti a parede atrás das minhas costas, com ele a minha frente. — Errado? — Assenti, sentindo o seu hálito no meu rosto, olhei em seu rosto chegando mais perto a cada segundo que passava. Até sentir os seus lábios nos meus outra vez, desta vez não houve segurar braço, a mão grande segurou a minha cintura me envolvendo com o braço, a sua boca já envolveu a minha. Chupou o meu lábio, suspirou em minha boca, olhei em seus olhos verdes fixos aos meus, o jeito Enri Albartelli parecia ser inrresistível. Correspondi ao seu beijo, indo em busca da sua lingua, me apertou com força cravando as unhas na minha cintura. — Sua... boca é maravilhosa. — Assenti ao que eu disse, sem parar por um instante se quer, senti o chão ir se afastando ao me levar ao seu colo, me pegando em seus braços, erguendo me de vez sobre ele. — Não... — Sussurei em sua boca. — Porque? —Indagou me mostrando que eu seria capaz de conhecer a loucura através de corpos, senti a sua boca carnuda, chupar o lado da minha boca, os estalos, descendo para o meu rosto, queixo, deslizando em minha pele, me fazendo incendiar. — Não. — Pedi entre gemidos cheia de desejo,mas a razão dominando. — Com essa voz? — Assenti, sentindo meus lábios inchados, a minha calcinha úmida, o pior seu m****o duro em baixo da calça friccionando em mim, eu não estava movendo, apenas sentada sobre ele, a mão apertando o meu traseiro. Senti a cama nas minhas costas. — Eu me senti atraído por você desde que vi... — Afastei ao escuta-lo, sentei na cama pronta pra fugir daquele desconhecido, o quarto estava quente, as janelas fechadas. — ... naquela festa ontem. — Sai da cama lhe deixando me olhando. Uniu as mãos ao rosto. — Tem namorado? — Afirmei sem pensar duas vezes. — Que tipo de homem deixa uma mulher como você sozinha? — Suspirei fundo, ajeitei a minha roupa, tentando encontrar a minha compostura, balancei a cabeça sem estender nas respostas. — Obrigado pelo que fez por mim. — Revirou os olhos, ao me ouvir, cheguei a porta graças a Deus. — Ama ele? — Virei com a pergunta, assenti lhe vendo vim novamente, girei a maçaneta de vez, era apenas ir embora até que a mão fechou a porta. Engoli em seco. —Não preciso insistir tanto com uma mulher. — Afirmou me fazendo erguer a sobrancelha, não é o que parece. — Hum, que sorte a minha então. — Não pude deixar de ser irônica, esse sempre foi o meu forte, colocou a mão acima da minha cabeça, olhei para ele acima de mim, gato, descabelado, gostoso pra c*****o, mas cafasjeste, além de ser galã numero um da minha amiga. — Tenho que ir. Assentiu com a cabeça, me deixando sair em seguida apenas me deu as chaves, uma mulher estava parada de branco perto da porta, olhei em volta, até que vi uma escada, corri pra ela no maldito salto que fez barulho. —Ei garota, nossa é uma garota? — Não virei-me sabendo de quem era a voz, a mãe dele, corri degraus a baixo. — Com certeza ele a mandou embora, antes que eu pudesse conhecê-la, ah Enri. — Abri a porta de vidro com desenhos brancos, andei pelo jardim enorme com a cabeça doendo a cabeça, que p***a eu fiz a noite passada? Sem celular, sem dinheiro, e sem documento, pior que sem carro, sai de um condominio luxuoso colocando a mão nos olhos por causa do sol intenso, a cabeça latejandode dor. — Ah Indinara, que tipo de bebida nos tomamos? — Perguntei caminhando pela rua, até ver um carro parar, finalmente. — É taxi senhor? — Assentiu, reconheci pelo logo. — Me leve a boate Z, por favor. — Pedi me atirando dentro do carro. Vergonha pelo que houve, agora a decisão de não entrar na Albartelli pelo em meses era minha, se não chamaram até agora, não irei colocar mais curriculos. Vou aceitar outra qualquer que vier na seleção, cheguei ao estacionamento paguei o taxista, entrei em meu carro, suspirando pelo alívio, as balas de exctasy na minha bolsa me mostraram que eu não estava só, o que houve comigo? Me perguntei, será que transamos? Ele me vestiu depois? Não meu corpo não tem sinais de contato, ao parar em casa, entrei com dor de cabeça forte, troquei de roupas pensando na possibilidade de Enri Albartelli não precisar abusar de uma mulher drogada. Peguei o celular olhei as mensagens de Indinara. — Amiga onde esta? — Perguntou-me três vezes. — Cheguei em casa não estava, saiu cedo? Me liga. A duas horas novamente, enviou outra mensagem. — Não faz isso comigo Ani, amiga o boy é maravilhoso, me levou em casa me esperou trocar de roupas. — Joguei o celular na cama, em seguida atirei-me sobre ela, olhei o porta-retrato do meu pai na cabeceira na cama, o que ele me diria disto? Acordar na casa de um desconhecido? Isso seria algo dele ou da minha mãe? Fechei os olhos, deixando as lágrimas descer, não minha mãe não agiria deste modo, é tão séria, parece um robô de tão profissional que é, chorando dormir outra vez, quando acordei a porta estava sendo fechada, olhei em volta, o relogio mostrando onze e quarenta e cinco da manhã, fechei os olhos outra vez. — Até que fim, onde esteve hoje cedo? — Virei-me vendo Indinara de pé, desenrolando o pescoço do cachecol, pra mim estava sol, inverno esta longe, abri a boca ao ver as marcas roxas em seu pescoço. — O que foi isso? — Sentei na cama. — Elton, querida, advinha quem mandou que me liberasse mais cedo hoje? — Revirei os olhos, atirei-me na cama, se jogou nela como sempre. — Onde esteve? Mais uma entrevista?Algum banco mandou e-mail? — Assenti pra ela que parece não ter fim nas suas energias. — Como pôde me deixar usar essas porcarias que você usa? Pra onde foi? Quando foi que você decidiu sair com o Elton? Gargalhou alto. — Que porcaria quê louca? Você só guardou pra mim, eu te disse que a bebida estava forte demais, depois do beijo do Marcos que você deixou no vacuo, amiga... — Ri ao escuta-la, sentou na cama. — Ele não pode achar que é meu dono depois de me traí, não é? — Hum e o sumiço da manhã foi o quê? Não me diz que... — Lhe olhei sentada na cama, suspirei fundo. — Pensei que usei drogas, tem que parar de me mandar guardar essas coisas Indinara. — Deitou em meu colo, me olhando, seus olhinhos castanhos me encaram brilhando, apenas sorri, todas as vezes é assim, ela se apaixona pelo ficante que trata bem. — A garota que dispensou Enri Albartelli, Ani tu é louca cara. — A encarei abaixo de mim, jamais lhe diria que dormir na casa dele, que nos beijamos duas vezes, foi delicioso, mas é uma lembrança minha.
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