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1268 Words
Ele se levantou, me tirou de cima da bancada com uma agilidade surpreendente e me colocou de costas para ele, colando nossos corpos. E então, senti-o: o volume duro e quente de seu m****o pressionando minha costas, uma promessa clara do que viria a seguir. O desejo, antes satisfeito, reacendeu-se de imediato, um novo fogo correndo em minhas veias. — vou te comer de 4 — ele sussurrou no meu ouvido, e meu corpo se arrepiou da cabeça aos pés. Não era comum ouvir Ricardo usar esse tipo de palavra; geralmente, ele mantinha uma capa de formalidade, de ética, mas às vezes, em momentos como este, ele a tirava, deixando submersos os pensamentos mais impuros e diretos virem à tona. Geralmente, Ricardo gostava que fizéssemos amor de frente uma para o outro, segundo ele, porque amava olhar nos meus olhos quando me penetrava, buscando a conexão além do físico. Mas hoje, tinha algo estranho em Ricardo. Inesperado. Virei a cabeça para olhá-lo, e havia algo em seu olhar que não conseguia decifrar completamente. Não sabia se era apenas desejo intenso, t***o puro, ou uma necessidade mais profunda, quase desesperada. Mas tinha algo ali, uma urgência silenciosa. Ele precisava daquilo tanto quanto eu, talvez até mais Ele abaixou seu calção, revelando o volume pulsante de seu p@u ereto que já roçava em mim, ansioso. Minha pele formigava com o contato. Com uma agilidade que me pegou de surpresa, ele me apoiou na bancada, e sem que eu pudesse respirar fundo, ele se encaixou em mim, preenchendo-me por completo com um único movimento decidido. Um gemido profundo escapou dos meus lábios, e ele continuou, movendo-se devagar no início, apreciando cada reação minha, cada suspiro, cada contorção. — vai ... mais rápido — falei, a voz embargada pelos gemidos que m*l conseguia conter. Meus quadris se impulsionaram para ele, e ele respondeu ao meu pedido, aumentando o ritmo, tornando-se mais rápido e intenso. No meio do frenesi, senti um tapa estalado na minha b***a, um ardido prazer que me fez apertar a bancada com mais força, certeza de que a marca ficaria ali, vibrando na minha pele. — porr@ marcela ... — ele murmurou baixo no meu ouvido, a voz rouca e gutural, antes de beijar minhas costas com ferocidade enquanto me possuía com cada estocada. A sensação era incrivelmente gostosa, um fogo que queimava por dentro. Eu me segurava na bancada, as unhas cravando na madeira, e ouvia o barulho úmido e ritmado dos nossos corpos se chocando, o som da nossa entrega total. Meus olhos estavam revirando de puro prazer, o mundo se reduzindo àquela bancada, àquela batida, àquela paixão. Eu estava completamente à mercê dele. Ele me puxou, colando seu corpo ao meu, e eu senti sua respiração ofegante no meu ouvido, um som que me excitava ainda mais, misturando-se aos meus próprios suspiros. Colocou uma das mãos em meu pescoço, não com força, mas com um toque possessivo que intensificou o movimento, empurrando-me mais fundo contra a bancada. Eu sentia cada centímetro dele me penetrando, uma sensação de preenchimento total que me deixava em transe. — Você gosta disso? —, ele perguntou, a voz grave e controlada, mesmo com a respiração alterada. Eu estava completamente embriagada de prazer, minha mente turva e focada apenas na sensação. Fechei os olhos, incapaz de formular uma palavra, apenas sentindo ele se movimentar dentro de mim, rápido e profundo. — Responde... amor — , ele insistiu, sua voz um comando suave que me arrancou daquele estado de êxtase puro, exigindo minha voz, minha confirmação. — Gosto... gosto muito — falei, a voz embargada pelos gemidos que m*l conseguia segurar. Ele, mais uma vez, deu um tapa na minha b***a, um som estalado que me fez arfar, enquanto me segurava com força pela cintura. Meu corpo impulsionou-se para trás, e minhas costas encontraram seus ombros, unindo-nos ainda mais. — Eu te amo... — sussurrei, a declaração vindo do fundo da minha alma. — Também te amo, meu amor — respondeu ele, a voz rouca e a respiração pesada, continuando o ritmo rápido e preciso que me levava ao limite. Ouvi um gemido rouco de Ricardo bem no meu ouvido, um sinal claro de seu próprio prazer. — Eu vou goz@r — ele avisou, a voz quase um rosnado. Pouco tempo depois, senti o líquido quente dentro de mim, uma onda pulsante que se espalhou e escorreu pela parte interna da minha perna quando ele, com um último suspiro, saiu de dentro de mim. Por fim, beijou meu pescoço, um beijo molhado e carregado de carinho e exaustão, e se deitou, a cabeça pesada repousando ali, tentando regular a sua respiração que estava tão ofegante quanto a minha. Senti o peso confortável da sua cabeça nos meus ombros, mas não era um fardo; era um alívio. Eu estava saciada, meu corpo e minha alma preenchidos por aquele momento de entrega total. [...] Depois do banho rápido, vestimos as roupas de dormir e fomos para a cama, ambos exaustos. Tinha sido intenso e muito bom, um alívio para o corpo e para a alma, um momento de pura entrega. Quando deitei, Ricardo depositou um beijo suave no meu ombro, murmurou um "boa noite, amor" e se virou para o outro lado, puxando o lençol para si, como se o sono o tivesse reivindicado por completo. Uma pontada de desapontamento me atingiu. Eu pensei que ele me abraçaria, que ficaria pertinho de mim. Eu precisava dessa parte mais carinhosa, mais "amorzinho", para acalmar a euforia que ainda vibrava em meu corpo e me levar para um sono tranquilo. Mas ele só queria dormir. Será que isso era cobrar demais dele? Seus desejos foram saciados, não havia dúvida disso, assim como os meus. O prazer que ele me proporcionara havia sido avassalador, e eu ainda podia sentir o eco daquele êxtase em cada célula do meu corpo. Mas, no final das contas, eu queria mais do que apenas a explosão física. Queria que ele tivesse me abraçado, que sua respiração ofegante ainda soasse suavemente em meu pescoço, embalando-me, ninando-me até que eu caísse no sono. Mas isso não aconteceu. O silêncio do quarto, que antes parecia um convite à paz, agora ganhava um peso inesperado, quase ensurdecedor. Meus pensamentos começaram a girar, deixando-me um pouco pensativa, com um sabor agridoce na boca que nada tinha a ver com o vinho. Será que ele só queria t*****r e, depois que saciou seus desejos, eu não servia para mais nada? A dúvida, ainda que mínima e injusta, era incômoda, uma pequena chama de insegurança que acendia no meu peito. Talvez não. Tentei afastar a ideia, com a mesma força com que me apegava ao calor do momento passado. Talvez ele só quisesse dormir porque, assim como eu, teve um plantão exaustivo, uma jornada que o sugava até a última gota de energia. Eu sabia como era essa sensação, como o cansaço podia ser um inimigo silencioso que consumia a paciência e até o desejo por gestos simples de afeto. Eu não poderia, e não deveria, deixar esse pensamento, essa pequena f***a de insegurança que se abria em minha mente, arruinar o momento tão intenso, gostoso e muito bom que tivemos antes. Afinal, a paixão e a conexão que compartilhávamos, mesmo que breves e por vezes intermitentes, eram o que eu buscava, o que eu valorizava, e o que me mantinha ligada a ele. Eu me esforcei para focar apenas na lembrança do prazer, na entrega, e no amor que, eu sabia, ainda existia entre nós, mesmo que o cansaço da vida adulta o obscurecesse por vezes.
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