Eu já tinha colocado todos os meus pertences em caixas amarelas e marrons ,tinha colocado não só objetos mas lembranças e sentimentos ali.
Me sentei na cama e observei o quarto sem cor ou vida. Como vai ser na casa de Christian? Não acho que ele vai me tratar m*l mas, minha mãe vai casar com ele, e eles vão...se tornar uma família.
- Oi - falou Christian entrando no quarto , as mãos indo para dentro do bolso da calça - ,tá afim de sair?
- Hum - sair com ele? - vamos fazer o quê exatamente?
Christian sorriu.
- Comer algo, não tem nada na geladeira - ele explicou. Existiam algumas questões para eu querer ir, a primeira é que eu estava com fome e a segunda é que meu dia estava depressivo de mais e eu necessitava de alguma diversão.
- Tudo bem, deixa eu só por outra roupa - me levantei da cama e esperei ele sair,mas ele não se mexeu.
- Ah, eu tenho que sair - eu tentei não sorri,mas não consegui - , te espero lá embaixo.
Eu não sabia o que esperar de Christian, não sabia se quer como agir. Ele não me via como filha ou alguém que não deve se envolver e isso está claro,mas também tinha minha mãe, ele devia qualquer que fosse o respeito nessa estranha relação dos dois. Como que eles são tão distantes e diferentes e mesmo assim irão se casar? Nenhum dos dois parece estar animado com isso.
Desci para o primeiro andar, vestida com um vestidinho azul de alcinha e um sapato da cor branca, não tinha passado nada além de um gloss hidratante e perfume no corpo.
- Vamos? - Christian sorriu, deslizando os olhos pelo meu corpo - Não me olhe assim.
- Assim como? - um sorriso um pouco safado e um pouco brincalhão curvou os lábios dele.
- Como se gostasse do que vê - tentei não me encolher. Que coisa mais absurda, porque isso não parece errado? Talvez eu seja um péssima pessoa, a pior delas.
- Eu gosto - senti o sangue subir e se concentrar em minhas bochechas. Mas que merda corpo.
- Vamos logo antes que eu desista.
Eu não consegui não sorrir quando entramos no Angels Road, o parque de diversões da cidade. Era disso que eu precisava.
- Vamos na montanha russa! - falei,mas Christian fez uma careta - Ah, qual é! Vai ser divertido.
- Não piso naquele vagão nem por um milhão - ele falou e eu bufei.
- Ah, por favor eu te dou algo em troca, tipo, lavo a louca por um mês ou sei lá... - o olhar de Christian tinha se tornado escuro, malicioso e perigoso. Me arrependi da oferta que fiz -, quer saber? Eu tô bem aqui mesmo, só com fome...
- Não não, você disse algo em troca - ele sorriu de lado - ,seja uma boa menina e honre sua palavra.
- Talvez eu prefira ser uma menina má - essa conversa estava saindo do controle,mas eu gosto da sensação de flerte.
- Você sabe o que eu faço com meninas más - engoli em seco. Algo se concentrava em meu núcleo, uma mistura de medo e de desejo.
- Tudo bem, o que você vai querer em troca? - ele olhou em direção a montanha russa.
- Algo a altura do que vou ter que fazer, vou pensar e te digo quando souber.
A ideia de ter que dar algo a ele me assustava,mas me deixava ansiosa também. Eu queria muito saber o que ele estava pensando,mas teria que me segurar e esperar pela resposta dele.
Segurei a barra de segurança do vagão com força. Logo entraríamos em movimento. Sorte que ainda não comemos, tenho certeza que eu vomitaria se tivesse algo no estômago.
Na medida em que o vagão subia a o trilho, Christian ficava mais pálido.
- Você está bem?
- Não gosto de montanha russa.
Mas ele está aqui, por algo que eu prometi. Tenho certeza que qualquer que seja o que ele quer tomaria muito de mim.
O vagão subia e descia e meu estômago ia junto. Eu ria alto e gritava. Não sei quando Christian segurou minha mão, ele estava apavorado.
- Se solta, nada de r**m vai acontecer - gritei alto.
Descemos e eu gritei, as curvas ficaram cada vez mais rápidas e mais traiçoeiras. Era pura adrenalina.
- Foi incrível - comentei quando finalmente saltei do carrinho.
- Acho que perdi o estômago e um rim no caminho - Christian falou baixinho. O rosto dele ainda está pálido e eu temo com seu m*l estar.
- Quer se sentar? Vamos pra lanchonete, acho melhor você se sentar e beber água - segurei ele pelo braço e nos guiei entre as pessoas até a lanchonete do parque.
Sentamos em uma mesa nos fundos - Christian e eu sentados em lados opostos da mesa, de frente um para o outro - e a garçonete veio nos atender. Eu estava enjoada pelos movimentos bruscos, mas eu sentia muita fome.
- Quero um hambúrguer com cheddar e bacon extra, uma cherry coca também - falei e ela anotou o pedido no bloquinho de papel.
- Uma água e o mesmo que ela, acrescenta uma porção de batatas fritas também - falou Christian.
- Com licença - ela falou e saiu.
- Está melhor? - perguntei a Christian.
- Sim, só que nunca mais ponho meu pé em uma montanha russa - ele falou e eu sorri.
- Ah, não foi tão r**m assim - ele fez uma careta que eu entendi ser "foina pior coisa que fiz na vida" - tá, tudo bem, mas se você não gosta,por que concordou em ir?
-Um bom empresário sabe reconhecer um bom acordo quando vê um - ele falou.
- Ah, entendi - mexi os meus pé, ansiosa e desconfortável - já sabe o que vai querer de mim?
Os olhos de Christian brilharam e eu me perguntei se eu estaria muito ferrada. O que quer que seja, o deixava desejoso.
- Sei sim, mas, não agora - ele falou e eu senti minha ansiedade entrando em combustão.
- Vou ter um infarto se não me contar o que é - falei baixinho só para que ele ouvisse.
- Não se preocupe, não será nada r**m - ele piscou o olho e eu agradeci a garçonete por trazer os nossos pedidos.
Eu tinha aquela sensação de que ele me pediria para deixar que ele me batesse, ou seja lá qual desejo b**m que ele queira.
- Ah eu gosto desse - ele falou animadamente enquanto pegava a arma de pressão para jogar o jogo de miro ao alvo.
Ele atirou e acertou quase todos, no final acabou ganhando o jogo e ele comemorou, gritando e rugindo em vitória, foi lindo de se ver.
- Pode escolhe um prêmio - falou o responsável pela barraca.
Christian olhou para os brinquedos e urso de pelúcia e apontou finalmente para um porquinho cor de rosa. O que ele faria com um porquinho cor de rosa? O responsável pela barraca lhe entregou o ursinho e ele virou, vindo em minha direção.
- Pra você - ele estendeu o bichinho. Eu sorri com o gesto.
- Para mim? - peguei o ursinho, macio e fofinho nas mãos - Obrigada - levantei o olhar para ele.
- Quer jogar? - ele olhou para a barraca de tiro ao alvo.
No final eu precisei jogar de novo para conseguir ganhar o prêmio. Eu escolhi um chaveiro de macaquinho, que tinha escrito "O que está olhando? " , em uma bandeira branca grudada no macaco.
- Pra você - estendi para Christian. Ele pegou o macaquinho e me ofereceu um sorriso.
- Obrigada .
Eu tinha comido churros e maçã do amor,e Christian estava espantado com o quanto eu comia. Foi divertido, jogamos e rimos como dois amigos e eu desejei que as coisas entres nós fosse assim,leve e brincalhona.
- Eu gostei da noite - falei enquanto colocava o sinto de segurança e ele ligava o carro.
- A noite ainda não acabou - ele falou baixinho e sério.
- Hum, é sobre o que devo a você? - senti meu estômago revirar.
- Acho que já sabe o que eu quero - eu balancei a cabeça, dizendo, sim eu sei que você quer dar palmadas em mim -, eu preciso saber se isso é momentâneo, se é um desejo passageiro, entenda, nossa relação não devia ser essa...
- Eu sei - o interrompi - ,tudo bem, mas, você vai ter que me prometer que nao fará nada grave ,nada que me machuque a ponto de - sacudi a cabeça - me levar para o hospital.
- Não chegará a tanto - ele respondeu -, não vou agredir você, não como pensa , será - ele suspirou - ,mas prazeroso do que imagina.
- Como levar tapas vai me dar prazer?
- Você vai ver.
Eu tinha um turbilhão na mente e no corpo. Estava sendo consumida lentamente pela ansiedade e o medo. O que aconteceria comigo? Porque eu estou concordando com isso? Não pode ser apenas curiosidade,não é? Então porque não consigo voltar atrás?
Minha mãe não tinha chegado, a casa estava silenciosa e tranquila,muito diferente de como eu estava.
- La em cima - Christian estendeu a mão e eu aceitei - está gelada.
- Eu estou nervosa - ele sorriu.
Cristian me guiou até o meu quarto, e nos trancou lá dentro. Eu estaria muito ferrada quando isso acabar?
- Vou tocar em você, se passar dos limites, só basta dizer não - ele falou calmamente.
- Tudo bem.
Cristian se aproximou de mim e o perfume dele monopolizou meu olfato. Tão bom e cheiroso. As mãos dele foram em minha cintura e deslizada até o topo das minhas costas, os dedos ágeis e habilidosos segurando e puxando o zíper do vestido para baixo. Meu vestido deslizou sozinho pelo meu corpo até o chão,me deixando de lingerie. Os olhos de Christian me avaliaram, me admiraram, me desejaram. Engoli em seco com todo o sentimento que eu podia ver em seu rosto. O desejo, a atração...a fome.
- Vou tocar em toda você - ele falou baixinho.
- Só não me machuque - falei, meu fôlego escasso.
As mãos de Christian deslizaram pelas minha costas e subiram até meus s***s, ultrapassando o elástico e os tocando.
- Quero vê-los - ele falou baixinho, a voz gradualmente ficando mais macia e excitada .
Ele me retirou meu sutiã o desprezando logo em seguida. As mãos voltaram para meus s***s e cintura. Eu não sabia o que iria fazer, eu tenho total ciência do que está acontecendo, mas não conseguia parar.
Christian segurou minha cabeça - liberando a mão do meu seio - e me beijou. Nao esperava por isso,mas cedi a ele o que ele queria. Intenso, desejoso, quente. Eu iria me queimar, iria arder em chamas por causa dele, e eu iria amar.
- Christian - ofeguei contra os lábios dele.
- Shiii - ele colocou meu cabelo atrás da orelha -, na cama, de barriga para baixo - ele falou, autoritário e firme.
Me deitei parcialmente na cama, ficando com minhas pernas para fora dela, Christian atrás de mim.
Minha respiração batia contra o colchão e voltava para meu rosto. Sentia a tensão e a ansiedade me consumindo.
- Me diga uma palavra, qualquer palavra - ele falou baixinho.
- O que?
- Só diga - ele foi firme e eu me pus a pensar.
- Morango - falei, sentia o cheiro do meu hidratante em meu ombro, foi mais instintivo do que um pensamento concreto.
- Se eu... - ele alisou minha b***a com as mãos e meu íntimo se acendeu com o toque - ,passar do limite, é só falar que eu paro na hora, me entendeu?
- Sim.
- Sim, senhor - ele retrucou - , repita.
- Sim senhor.
- Muito bem - eu senti seu sorriso atrás de mim - , viu como você sabe ser obediente?
- Estou curiosa de mais para intervir, senhor - fui sincera, ou quase, já tinha chegado a conclusão de que não era apenas curiosidade que tinha me trazido até aqui.
- Aprecio a sua curiosidade.
A palmada me pegou de surpresa,mas me mantive calada. Outra, outra,outra, minha b***a arde como um inferno,mas outra,depois outra, uma mordida, ah, não coloque o dedo aí Christian. Outra palmada e eu gritei, cansada, dolorida.
- Não que que nos ouçam, não é - ele falou baixinho.
- Não - falei ofegante.
Outra palmada me fez apertar o edredom. Mas que merda, isso é...bom. Mais um estalo contra minha pele e eu arfei.
Senti Christian colocar minha calcinha para o lado, e mexer bem ali, naquela área tão prazerosa.
- Está apanhando e mesmo assim - senti os lábios dele em minhas nádegas e um beijo no local. O dedo roçando minha entrada -, tão excitada. Está gostando, não é?
- Christian - falei,mas não sabia o que dizer, sabia que tinha uma explosão se condensando em meu núcleo,mas não tinha forças para se quer falar o que eu queria.
Ele penetrou aquele dedo em mim, depois outro e me estimulou, me seduziu,me tocou. Ele foi e veio, rápido e habilidosos, mexendo comigo,me levando ao ápice e eu me entreguei,já tinha chegado tão longe,não pararia agora.
Eu gemi alto quando me liberei em um orgasmo delicioso.
- Uma recompensa - ele falou baixinho contra minhas costas.
Usei a última força que eu tinha para né levantar e me sentar na cama. Christian se ajoelhou no chão, em minha frente.
- Ninguém pode descobrir - falei baixinho,ainda ofegante.
- É nosso segredo - ele acariciou minha coxa e eu desejei mais de seu toque.
- Eu... - procurei algo para falar,mas não encontrei.
- Foi, - ele se levantou e me olhou de cima - interessante, senhorita Cooper.
Eu sorri.
- Foi menso, senhor Ferrari.
Ouvi a porta da casa ser aberta e minha mãe gritar por alguém. Meu coração palpitou no peito.
- Você tem que sair! - me levantei da cama e o empurrei até a porta - Diga que estou dormindo - falei a ele.
- Nós vemos amanhã - ele olhou para mim, demoradamente, será que ele ainda não percebeu que minha mãe chegou?
- Saí!
O empurrei porta a fora e fechei a porta. Precisava me recompor, precisava pensar no que aconteceu,mas o maravilhoso orgasmo que Christian me proporcionou e minha cama foi a combinação perfeita para que eu cedesse ao sono. Sonhei com montanhas russas e palmadas em minha b***a.