Capítulo 5

2455 Words
Eu já tinha colocado todos os meus pertences em caixas amarelas e marrons ,tinha colocado não só objetos mas lembranças e sentimentos ali. Me sentei na cama e observei o quarto sem cor ou vida. Como vai ser na casa de Christian? Não acho que ele vai me tratar m*l mas, minha mãe vai casar com ele, e eles vão...se tornar uma família. - Oi - falou Christian entrando no quarto , as mãos indo para dentro do bolso da calça - ,tá afim de sair? - Hum - sair com ele? - vamos fazer o quê exatamente? Christian sorriu. - Comer algo, não tem nada na geladeira - ele explicou. Existiam algumas questões para eu querer ir, a primeira é que eu estava com fome e a segunda é que meu dia estava depressivo de mais e eu necessitava de alguma diversão. - Tudo bem, deixa eu só por outra roupa - me levantei da cama e esperei ele sair,mas ele não se mexeu. - Ah, eu tenho que sair - eu tentei não sorri,mas não consegui - , te espero lá embaixo. Eu não sabia o que esperar de Christian, não sabia se quer como agir. Ele não me via como filha ou alguém que não deve se envolver e isso está claro,mas também tinha minha mãe, ele devia qualquer que fosse o respeito nessa estranha relação dos dois. Como que eles são tão distantes e diferentes e mesmo assim irão se casar? Nenhum dos dois parece estar animado com isso. Desci para o primeiro andar, vestida com um vestidinho azul de alcinha e um sapato da cor branca, não tinha passado nada além de um gloss hidratante e perfume no corpo. - Vamos? - Christian sorriu, deslizando os olhos pelo meu corpo - Não me olhe assim. - Assim como? - um sorriso um pouco safado e um pouco brincalhão curvou os lábios dele. - Como se gostasse do que vê - tentei não me encolher. Que coisa mais absurda, porque isso não parece errado? Talvez eu seja um péssima pessoa, a pior delas. - Eu gosto - senti o sangue subir e se concentrar em minhas bochechas. Mas que merda corpo. - Vamos logo antes que eu desista. Eu não consegui não sorrir quando entramos no Angels Road, o parque de diversões da cidade. Era disso que eu precisava. - Vamos na montanha russa! - falei,mas Christian fez uma careta - Ah, qual é! Vai ser divertido. - Não piso naquele vagão nem por um milhão - ele falou e eu bufei. - Ah, por favor eu te dou algo em troca, tipo, lavo a louca por um mês ou sei lá... - o olhar de Christian tinha se tornado escuro, malicioso e perigoso. Me arrependi da oferta que fiz -, quer saber? Eu tô bem aqui mesmo, só com fome... - Não não, você disse algo em troca - ele sorriu de lado - ,seja uma boa menina e honre sua palavra. - Talvez eu prefira ser uma menina má - essa conversa estava saindo do controle,mas eu gosto da sensação de flerte. - Você sabe o que eu faço com meninas más - engoli em seco. Algo se concentrava em meu núcleo, uma mistura de medo e de desejo. - Tudo bem, o que você vai querer em troca? - ele olhou em direção a montanha russa. - Algo a altura do que vou ter que fazer, vou pensar e te digo quando souber. A ideia de ter que dar algo a ele me assustava,mas me deixava ansiosa também. Eu queria muito saber o que ele estava pensando,mas teria que me segurar e esperar pela resposta dele. Segurei a barra de segurança do vagão com força. Logo entraríamos em movimento. Sorte que ainda não comemos, tenho certeza que eu vomitaria se tivesse algo no estômago. Na medida em que o vagão subia a o trilho, Christian ficava mais pálido. - Você está bem? - Não gosto de montanha russa. Mas ele está aqui, por algo que eu prometi. Tenho certeza que qualquer que seja o que ele quer tomaria muito de mim. O vagão subia e descia e meu estômago ia junto. Eu ria alto e gritava. Não sei quando Christian segurou minha mão, ele estava apavorado. - Se solta, nada de r**m vai acontecer - gritei alto. Descemos e eu gritei, as curvas ficaram cada vez mais rápidas e mais traiçoeiras. Era pura adrenalina. - Foi incrível - comentei quando finalmente saltei do carrinho. - Acho que perdi o estômago e um rim no caminho - Christian falou baixinho. O rosto dele ainda está pálido e eu temo com seu m*l estar. - Quer se sentar? Vamos pra lanchonete, acho melhor você se sentar e beber água - segurei ele pelo braço e nos guiei entre as pessoas até a lanchonete do parque. Sentamos em uma mesa nos fundos - Christian e eu sentados em lados opostos da mesa, de frente um para o outro - e a garçonete veio nos atender. Eu estava enjoada pelos movimentos bruscos, mas eu sentia muita fome. - Quero um hambúrguer com cheddar e bacon extra, uma cherry coca também - falei e ela anotou o pedido no bloquinho de papel. - Uma água e o mesmo que ela, acrescenta uma porção de batatas fritas também - falou Christian. - Com licença - ela falou e saiu. - Está melhor? - perguntei a Christian. - Sim, só que nunca mais ponho meu pé em uma montanha russa - ele falou e eu sorri. - Ah, não foi tão r**m assim - ele fez uma careta que eu entendi ser "foina pior coisa que fiz na vida" - tá, tudo bem, mas se você não gosta,por que concordou em ir? -Um bom empresário sabe reconhecer um bom acordo quando vê um - ele falou. - Ah, entendi - mexi os meus pé, ansiosa e desconfortável - já sabe o que vai querer de mim? Os olhos de Christian brilharam e eu me perguntei se eu estaria muito ferrada. O que quer que seja, o deixava desejoso. - Sei sim, mas, não agora - ele falou e eu senti minha ansiedade entrando em combustão. - Vou ter um infarto se não me contar o que é - falei baixinho só para que ele ouvisse. - Não se preocupe, não será nada r**m - ele piscou o olho e eu agradeci a garçonete por trazer os nossos pedidos. Eu tinha aquela sensação de que ele me pediria para deixar que ele me batesse, ou seja lá qual desejo b**m que ele queira. - Ah eu gosto desse - ele falou animadamente enquanto pegava a arma de pressão para jogar o jogo de miro ao alvo. Ele atirou e acertou quase todos, no final acabou ganhando o jogo e ele comemorou, gritando e rugindo em vitória, foi lindo de se ver. - Pode escolhe um prêmio - falou o responsável pela barraca. Christian olhou para os brinquedos e urso de pelúcia e apontou finalmente para um porquinho cor de rosa. O que ele faria com um porquinho cor de rosa? O responsável pela barraca lhe entregou o ursinho e ele virou, vindo em minha direção. - Pra você - ele estendeu o bichinho. Eu sorri com o gesto. - Para mim? - peguei o ursinho, macio e fofinho nas mãos - Obrigada - levantei o olhar para ele. - Quer jogar? - ele olhou para a barraca de tiro ao alvo. No final eu precisei jogar de novo para conseguir ganhar o prêmio. Eu escolhi um chaveiro de macaquinho, que tinha escrito "O que está olhando? " , em uma bandeira branca grudada no macaco. - Pra você - estendi para Christian. Ele pegou o macaquinho e me ofereceu um sorriso. - Obrigada . Eu tinha comido churros e maçã do amor,e Christian estava espantado com o quanto eu comia. Foi divertido, jogamos e rimos como dois amigos e eu desejei que as coisas entres nós fosse assim,leve e brincalhona. - Eu gostei da noite - falei enquanto colocava o sinto de segurança e ele ligava o carro. - A noite ainda não acabou - ele falou baixinho e sério. - Hum, é sobre o que devo a você? - senti meu estômago revirar. - Acho que já sabe o que eu quero - eu balancei a cabeça, dizendo, sim eu sei que você quer dar palmadas em mim -, eu preciso saber se isso é momentâneo, se é um desejo passageiro, entenda, nossa relação não devia ser essa... - Eu sei - o interrompi - ,tudo bem, mas, você vai ter que me prometer que nao fará nada grave ,nada que me machuque a ponto de - sacudi a cabeça - me levar para o hospital. - Não chegará a tanto - ele respondeu -, não vou agredir você, não como pensa , será - ele suspirou - ,mas prazeroso do que imagina. - Como levar tapas vai me dar prazer? - Você vai ver. Eu tinha um turbilhão na mente e no corpo. Estava sendo consumida lentamente pela ansiedade e o medo. O que aconteceria comigo? Porque eu estou concordando com isso? Não pode ser apenas curiosidade,não é? Então porque não consigo voltar atrás? Minha mãe não tinha chegado, a casa estava silenciosa e tranquila,muito diferente de como eu estava. - La em cima - Christian estendeu a mão e eu aceitei - está gelada. - Eu estou nervosa - ele sorriu. Cristian me guiou até o meu quarto, e nos trancou lá dentro. Eu estaria muito ferrada quando isso acabar? - Vou tocar em você, se passar dos limites, só basta dizer não - ele falou calmamente. - Tudo bem. Cristian se aproximou de mim e o perfume dele monopolizou meu olfato. Tão bom e cheiroso. As mãos dele foram em minha cintura e deslizada até o topo das minhas costas, os dedos ágeis e habilidosos segurando e puxando o zíper do vestido para baixo. Meu vestido deslizou sozinho pelo meu corpo até o chão,me deixando de lingerie. Os olhos de Christian me avaliaram, me admiraram, me desejaram. Engoli em seco com todo o sentimento que eu podia ver em seu rosto. O desejo, a atração...a fome. - Vou tocar em toda você - ele falou baixinho. - Só não me machuque - falei, meu fôlego escasso. As mãos de Christian deslizaram pelas minha costas e subiram até meus s***s, ultrapassando o elástico e os tocando. - Quero vê-los - ele falou baixinho, a voz gradualmente ficando mais macia e excitada . Ele me retirou meu sutiã o desprezando logo em seguida. As mãos voltaram para meus s***s e cintura. Eu não sabia o que iria fazer, eu tenho total ciência do que está acontecendo, mas não conseguia parar. Christian segurou minha cabeça - liberando a mão do meu seio - e me beijou. Nao esperava por isso,mas cedi a ele o que ele queria. Intenso, desejoso, quente. Eu iria me queimar, iria arder em chamas por causa dele, e eu iria amar. - Christian - ofeguei contra os lábios dele. - Shiii - ele colocou meu cabelo atrás da orelha -, na cama, de barriga para baixo - ele falou, autoritário e firme. Me deitei parcialmente na cama, ficando com minhas pernas para fora dela, Christian atrás de mim. Minha respiração batia contra o colchão e voltava para meu rosto. Sentia a tensão e a ansiedade me consumindo. - Me diga uma palavra, qualquer palavra - ele falou baixinho. - O que? - Só diga - ele foi firme e eu me pus a pensar. - Morango - falei, sentia o cheiro do meu hidratante em meu ombro, foi mais instintivo do que um pensamento concreto. - Se eu... - ele alisou minha b***a com as mãos e meu íntimo se acendeu com o toque - ,passar do limite, é só falar que eu paro na hora, me entendeu? - Sim. - Sim, senhor - ele retrucou - , repita. - Sim senhor. - Muito bem - eu senti seu sorriso atrás de mim - , viu como você sabe ser obediente? - Estou curiosa de mais para intervir, senhor - fui sincera, ou quase, já tinha chegado a conclusão de que não era apenas curiosidade que tinha me trazido até aqui. - Aprecio a sua curiosidade. A palmada me pegou de surpresa,mas me mantive calada. Outra, outra,outra, minha b***a arde como um inferno,mas outra,depois outra, uma mordida, ah, não coloque o dedo aí Christian. Outra palmada e eu gritei, cansada, dolorida. - Não que que nos ouçam, não é - ele falou baixinho. - Não - falei ofegante. Outra palmada me fez apertar o edredom. Mas que merda, isso é...bom. Mais um estalo contra minha pele e eu arfei. Senti Christian colocar minha calcinha para o lado, e mexer bem ali, naquela área tão prazerosa. - Está apanhando e mesmo assim - senti os lábios dele em minhas nádegas e um beijo no local. O dedo roçando minha entrada -, tão excitada. Está gostando, não é? - Christian - falei,mas não sabia o que dizer, sabia que tinha uma explosão se condensando em meu núcleo,mas não tinha forças para se quer falar o que eu queria. Ele penetrou aquele dedo em mim, depois outro e me estimulou, me seduziu,me tocou. Ele foi e veio, rápido e habilidosos, mexendo comigo,me levando ao ápice e eu me entreguei,já tinha chegado tão longe,não pararia agora. Eu gemi alto quando me liberei em um orgasmo delicioso. - Uma recompensa - ele falou baixinho contra minhas costas. Usei a última força que eu tinha para né levantar e me sentar na cama. Christian se ajoelhou no chão, em minha frente. - Ninguém pode descobrir - falei baixinho,ainda ofegante. - É nosso segredo - ele acariciou minha coxa e eu desejei mais de seu toque. - Eu... - procurei algo para falar,mas não encontrei. - Foi, - ele se levantou e me olhou de cima - interessante, senhorita Cooper. Eu sorri. - Foi menso, senhor Ferrari. Ouvi a porta da casa ser aberta e minha mãe gritar por alguém. Meu coração palpitou no peito. - Você tem que sair! - me levantei da cama e o empurrei até a porta - Diga que estou dormindo - falei a ele. - Nós vemos amanhã - ele olhou para mim, demoradamente, será que ele ainda não percebeu que minha mãe chegou? - Saí! O empurrei porta a fora e fechei a porta. Precisava me recompor, precisava pensar no que aconteceu,mas o maravilhoso orgasmo que Christian me proporcionou e minha cama foi a combinação perfeita para que eu cedesse ao sono. Sonhei com montanhas russas e palmadas em minha b***a.
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