A tentativa de transferência de R.P. vira um atentado orquestrado por dentro e por fora. Enquanto isso. Bruna é encurralada — ou entrega um aliado importante do morro, ou vira mais uma estatística no jornal das seis. E nessa guerra sem uniforme, só sobrevive quem aprende a atirar no escuro. 03h45 – Viatura Penal, rota para Campo Grande. Chuva forte. Rodovia deserta. R.P., algemado, olha pelo vidro em silêncio. No banco de trás, um dos agentes cochicha para outro: — "É nessa curva aqui. Eles tão esperando." BOOOOM! Uma explosão atinge o asfalto. A viatura capota, despenca na ribanceira. Tiros surgem do mato. É emboscada. R.P. se arrasta com sangue na testa, ouve os passos. Reconhece uma voz: — "Cê achou que ia sair vivo daqui? Tá sonhando, patrãozinho." É Magrão, antigo braço

