Selena passou o resto do dia tentando ignorar a sensação incômoda que Dante deixou nela. Não era medo. Não era culpa. Era… alerta. Como se o corpo dela tivesse entendido antes da mente que aquele homem podia destruí-la de um jeito que nenhum outro conseguira. Quando deu seis da tarde, ela decidiu sair sem olhar para trás. Mas o destino, ou talvez o inferno, não costuma deixar predadores descansarem. O celular vibrou. DANTE MOREAU Sala 48. Agora. Ela fechou os olhos por um segundo. A voz dele era sempre uma ordem, nunca um convite. E tudo nela dizia para não ir. Mas ela foi. A Sala 48 ficava no último andar, área restrita. Mais privada que o escritório dele. Mais perigosa, também. Selena entrou. A porta se fechou automaticamente atrás dela, com um silêncio que fez o corpo

