Selena fechou a porta do apartamento atrás de si, mas Dante não recuou. Ele estava ali, parado, como um ataque esperando para acontecer. A tensão entre os dois nunca tinha sido tão afiada. Tão elétrica. Tão próxima de romper alguma coisa que os dois fingiam que ainda controlavam. — Você não respondeu — Dante disse, aproximando-se novamente. Os olhos cinzentos analisavam cada detalhe do rosto dela. — Quem é ele? Selena manteve o olhar fixo, firme, calculado. — Um conhecido. — Mentirosa. Ela cruzou os braços. — Você sempre assume mentira quando não gosta da resposta. — Eu reconheço mentira quando vejo — ele corrigiu. — Talvez você só não goste de lembrar que não tem direito sobre mim — ela rebateu, afiada. Ele deu um passo à frente. Ela recuou um. Foi instintivo. Um sorriso

