Selena deixou o setor financeiro com a cabeça fervendo. As palavras de Helena martelavam como uma martelada m*l calculada: “Ele destruiu a mulher antes de mim.” Selena não era o tipo que se abalava com fofocas, mas Helena não era qualquer mulher. Ela falava com a segurança de quem viu, viveu, sangrou por Dante. E Selena sabia reconhecer dor quando ela aparecia mascarada de arrogância. Mas ela não tinha tempo para Helena. Não agora. Precisava se concentrar no plano. No motivo pelo qual estava ali. Na morte da irmã. Nada mais importava. Ou pelo menos era o que ela repetia a si mesma. A mente dela insistia em voltar à Sala 48. À forma como Dante a segurou. À respiração quente em sua pele. Ao quase beijo que ainda ardia como se tivesse acontecido de verdade. Droga. Não podia

