Selena voltou para o quarto de hóspedes sentindo o coração bater diferente. Não era medo. Era outra coisa. Uma sensação que ela não queria nomear, mas que estava ali, viva demais, forte demais. A voz de Helena na portaria ainda ecoava na mente dela. “Ela não é quem você pensa.” “Eu te amo.” “Essa mulher vai te destruir.” Selena se sentou na cama. Não sabia se deveria rir, chorar ou simplesmente ignorar. Helena era perigo — não pela obsessão por Dante, mas porque conhecia demais seus movimentos. Sabia como ele pensava, como reagia, onde doía. E isso tornava tudo ainda mais arriscado. Selena passou as mãos pelo rosto. Ela não deveria estar naquele apartamento. Não deveria ter deixado Dante se aproximar. Não deveria ter sentido um aperto no peito quando ele disse não consigo evitar

