A MANHÃ QUE NINGUÉM ESPERAVA

1356 Words

Selena acordou com um sobressalto — não por um pesadelo, mas porque, por um único segundo, esqueceu onde estava. O quarto era claro demais. Amplo demais. Silencioso demais. E cheirava a Dante. A lembrança da noite anterior veio como um golpe lento: O ataque. O apartamento. O quarto. O toque que não deveria ter acontecido. O “não posso te tocar assim”. O “não trave a porta”. Droga. Selena respirou fundo, tentando afastar a mistura perigosa de ansiedade e desejo. Sentou-se na cama, ajeitou a camisa larga de Dante no corpo e passou a mão pelo cabelo. O que ela estava fazendo ali? O que estava permitindo acontecer? O plano real — a vingança, a infiltração, a verdade — parecia cada vez mais distante diante do caos que Dante despertava nela. Selena levantou devagar e caminhou a

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